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Versão digital do Brasil Nunca Mais, que revelou processos da ditadura será lançada em agosto

Material reúne 900 mil páginas de 710 processos julgados pelo Superior Tribunal Militar

Escrito por: • Publicado em: 24/07/2013 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 24/07/2013 - 00:00

O projeto Brasil Nunca Mais nasceu no final dos anos 1970, ainda sob a ditadura. E resultou no lançamento, em 1985, de um livro que se tornou referência na área de direitos humanos. Em 9 de agosto, o material colhido pela Arquidiocese de São Paulo e pelo Conselho Mundial de Igrejas tornará pública sua versão digital, em parceria com várias entidades que tornará públicas 900 mil páginas relativas a 710 processos julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM).
“O site trará, ainda, cópia integral dos arquivos do Conselho Mundial de Igrejas e da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, os quais revelam os bastidores do projeto, realizado em segredo durante a vigência do regime de exceção”, informa o Ministério Público Federal. A Procuradoria Regional da República em São Paulo sediará o lançamento do arquivo digital.
Os arquivos foram obtidos mediante cópias dos processos judiciais que tramitavam no STM. Os advogados de defesa dispunham de 24 horas para examinar os autos fora do tribunal, e passaram a reproduzi-los. Assim, em um período de liberdade escassa, conseguiram cópias integrais dos processos, particularmente dos depoimentos dos presos políticos. O MPF lembra que uma equipe de advogados, jornalistas, arquivistas e historiadores examinou e sistematizou o material, que resultou em um relatório de 12 volumes e no livro publicado pela editora Vozes. O projeto foi coordenado pelo então cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, e pelo reverendo James Wright, da Igreja Presbiteriana, que morreu em 1999.
“Diante do temor de apreensão e destruição do material, foi decidido microfilmar todas as páginas produzidas e remeter os filmes ao exterior. Esse trabalho foi empreendido ao longo de seis anos, sob total sigilo”, lembra o Ministério Público. Em julho de 2011, o material foi “repatriado” do Center for Research Libraries, nos Estados Unidos. Agora, a história se tornará pública e livre.
Fonte: CUT Nacional

Título: Versão digital do Brasil Nunca Mais, que revelou processos da ditadura será lançada em agosto, Conteúdo: O projeto Brasil Nunca Mais nasceu no final dos anos 1970, ainda sob a ditadura. E resultou no lançamento, em 1985, de um livro que se tornou referência na área de direitos humanos. Em 9 de agosto, o material colhido pela Arquidiocese de São Paulo e pelo Conselho Mundial de Igrejas tornará pública sua versão digital, em parceria com várias entidades que tornará públicas 900 mil páginas relativas a 710 processos julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM). “O site trará, ainda, cópia integral dos arquivos do Conselho Mundial de Igrejas e da Comissão Justiça e Paz de São Paulo, os quais revelam os bastidores do projeto, realizado em segredo durante a vigência do regime de exceção”, informa o Ministério Público Federal. A Procuradoria Regional da República em São Paulo sediará o lançamento do arquivo digital. Os arquivos foram obtidos mediante cópias dos processos judiciais que tramitavam no STM. Os advogados de defesa dispunham de 24 horas para examinar os autos fora do tribunal, e passaram a reproduzi-los. Assim, em um período de liberdade escassa, conseguiram cópias integrais dos processos, particularmente dos depoimentos dos presos políticos. O MPF lembra que uma equipe de advogados, jornalistas, arquivistas e historiadores examinou e sistematizou o material, que resultou em um relatório de 12 volumes e no livro publicado pela editora Vozes. O projeto foi coordenado pelo então cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, e pelo reverendo James Wright, da Igreja Presbiteriana, que morreu em 1999. “Diante do temor de apreensão e destruição do material, foi decidido microfilmar todas as páginas produzidas e remeter os filmes ao exterior. Esse trabalho foi empreendido ao longo de seis anos, sob total sigilo”, lembra o Ministério Público. Em julho de 2011, o material foi “repatriado” do Center for Research Libraries, nos Estados Unidos. Agora, a história se tornará pública e livre. Fonte: CUT Nacional



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