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TVT: presidente da Bolívia será entrevistado nesta quinta

Luis Arce e os ex-presidentes Lula e Dilma participarão do programa Entrevista Especial, que discutirá a volta da esquerda ao governo boliviano após o golpe que provocou a renúncia de Evo Morales.

Escrito por: Érica Aragão • Publicado em: 23/02/2021 - 17:12 • Última modificação: 23/02/2021 - 17:41 Escrito por: Érica Aragão Publicado em: 23/02/2021 - 17:12 Última modificação: 23/02/2021 - 17:41

DIVULGAÇÃO .

O presidente recém-eleito na Bolívia, Luis Arce, participará do programa Entrevista Especial da TVT nesta quinta-feira (25) a partir das 20h. Além da TVT, o programa será exibido pelas redes sociais da CUT, da Rede Brasil Atual, Ópera Mundi, sindicatos e parceiros de esquerda. Veja no final do texto como assistir!

O programa foi pensado e articulado junto com Sérgio Nobre [presidente da CUT] e Arce vai responder perguntas de intelectuais, lideranças políticas e partidárias e da juventude trabalhadora que querem ouvir sobre a experiência da Bolívia”, disse o responsável pelo programa na TVT, Tarcísio Secoli.

“A volta da esquerda depois do golpe será o tema principal. A ideia é mostrar para os brasileiros e brasileiras que a direta é poderosa, mas não é invencível e que a gente pode sim mudar a situação do país pela democracia”, explica Tarcísio.

Em 2019, um golpe civil-militar culminou com a renúncia do presidente Evo Morales, que havia sido reeleito em outubro e teve de se exilar no México e depois na Argentina, e do vice Álvaro Garcia Linera, do Movimento ao Socialismo (MAS). A presidenta autoproclamada, senadora Jeanine Añez, sequer havia sido candidata nas eleições presidenciais.

Um ano depois, Arce, ou Lucho Arce como é chamado pelo povo boliviano, candidato de Morales, ganhou a eleição e restaurou a democracia na Bolívia.

Ajuda para brasileiros reconquistarem a democracia

Em audiência recente em seu país, se colocou a disposição da CUT para falar sobre a experiência do povo boliviano e ajudar os brasileiros a reconquistar um governo democrático-popular. “Todos os momentos em que for convidado a participar de atos e campanhas em defesa do restabelecimento da democracia brasileira e de um governo popular” estarei presente, disse.

“Debater a experiência na Bolívia será importante para nós avaliarmos a situação do Brasil, aprendermos  lições e, a partir daí, pensarmos como enfrentar este regime autoritário de Bolsonaro”, avalia  o Secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa, se referindo ao governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), cujas medidas são contra a classe trabalhadora e os mais pobres do país.

Para Lisboa, o aprendizado pode ajudar a “trazer de volta para o governo brasileiro um governo popular, democrático e progressista”.

“Além disso, a questão econômica da Bolívia também precisa ser debatida. Vamos ouvir as experiência e, dentro do possível, usá-la na luta política e no crescimento econômico brasileiro para mudarmos os rumos deste país”, completou o dirigente.

Uma hora e meia de entrevista

A proposta do Entrevista Especial da TVT é justamente essa. Com duração de uma hora e meia, o programa vai abordar as diferenças entre o golpe no Brasil e na Bolívia e como a união da esquerda foi importante para a volta da democracia. O presidente boliviano também falará sobre as medidas que o governo está tomando para que a economia do país volte a crescer e vai explicar que não é preciso vender o patrimônio público para mudar os rumos do país.

A apresentadora da TVT, Talita Galli, e o jornalista, Breno Altman, serão os âncoras da Entrevista Especial, que também terá como convidados os ex-presidentes do Brasil, Lula e Dilma.

Democracia na Bolívia e inspiração brasileira

A boliviana Jobana Moya Aramayo mora no Brasil há mais de 14 anos e como migrante teve, junto com outros milhares de bolivianos que moram no país, um papel importante para a luta pela democracia.

Jobana faz parte da Equipe de Base Warmis-Convergência das Culturas e junto com o Comitê Brasileiro de Solidariedade ao Povo Boliviano participaram de atos contra o golpe e em defesa da democracia na época do golpe.

Ela conta que a desinformação e as fake news foram protagonistas para o golpe na Bolívia, assim como aconteceu na eleição de Bolsonaro no Brasil. Jobana conta que a luta dos migrantes foram fundamentais também para que fosse reconhecido o golpe no país, porque na Bolívia a narrativa não era essa. E que a unidade da esquerda boliviana foi importante para a volta da democracia.

“É incompreensível que no Brasil não se tenha uma unidade da esquerda para defender a democracia. Na Bolívia, lutas como a defesa da água e do gás, por exemplo, têm unidade do campo de esquerda para derrotar a direita, assim como agora na batalha para eleger Arce. É chocante não conseguirmos aqui uma pauta comum que nos une?”, afirmou

Jobana também falou sobre a questão econômica que a Bolívia se encontra e disse que o crédito é todo de Arce, Evo Morales e do movimento progressista do país.

“Arce quando foi ministro da economia fortaleceu as estatais, deu subsídio para desenvolver o país, para moradia e deu oportunidades para a ascensão das classes sociais.  No governo de Evo teve investimentos nas comunidades e gerou renda e trabalho, fora que os bolivianos manejam muito o dinheiro fazendo a economia girar e o endividamento é muito menor  comparado ao Brasil, e isso é importante para a economia”, explicou.

No Brasil, o governo atual faz totalmente o contrário, ela destaca. Ela ainda cita a importância do fortalecimento da cooperação entre CUT e o povo boliviano.

“No Brasil a gente está vendo cada vez menos direitos e proteção social. Quanto a CUT, o fortalecimento da parceria que a Central tem com a Central Obreira Boliviana é muito importante, porque a gente entende que este apoio trabalhista é fundamental para derrotarmos o trabalho precário que existe para os bolivianos no Brasil. Ouvir o presidente da Bolívia pode ser fundamental para o Brasil, para os brasileiros e para nós, bolivianos”, finalizou.

Serviço

Para assistir a entrevista com Luis Arce

A CUT irá transmitir a entrevista com o presidente da Bolívia a partir das 20 horas pelas páginas do Facebook e Youtube da Central.

O programa também será transmitido pelo Ópera Mundi, entre outros veículos de esquerda e sindicais.

Na TVT você pode escolher como assistir também. Pelo Youtube ou site da TVT ou pela TV aberta no canal 44.1 e canal 512 NET ABC ou pela parabólica.

Como “antenar” sua parabólica:

StarOne C1 (65 graus Oeste)

Freq Rx : 3950.0 MHz

Taxa de símbolos : 3333.0

Polarização : Vertical, DVB-S2/ 8PSK/ FEC ¾

*Edição: Marize Muniz

Título: TVT: presidente da Bolívia será entrevistado nesta quinta, Conteúdo: O presidente recém-eleito na Bolívia, Luis Arce, participará do programa Entrevista Especial da TVT nesta quinta-feira (25) a partir das 20h. Além da TVT, o programa será exibido pelas redes sociais da CUT, da Rede Brasil Atual, Ópera Mundi, sindicatos e parceiros de esquerda. Veja no final do texto como assistir! “O programa foi pensado e articulado junto com Sérgio Nobre [presidente da CUT] e Arce vai responder perguntas de intelectuais, lideranças políticas e partidárias e da juventude trabalhadora que querem ouvir sobre a experiência da Bolívia”, disse o responsável pelo programa na TVT, Tarcísio Secoli. “A volta da esquerda depois do golpe será o tema principal. A ideia é mostrar para os brasileiros e brasileiras que a direta é poderosa, mas não é invencível e que a gente pode sim mudar a situação do país pela democracia”, explica Tarcísio. Em 2019, um golpe civil-militar culminou com a renúncia do presidente Evo Morales, que havia sido reeleito em outubro e teve de se exilar no México e depois na Argentina, e do vice Álvaro Garcia Linera, do Movimento ao Socialismo (MAS). A presidenta autoproclamada, senadora Jeanine Añez, sequer havia sido candidata nas eleições presidenciais. Um ano depois, Arce, ou Lucho Arce como é chamado pelo povo boliviano, candidato de Morales, ganhou a eleição e restaurou a democracia na Bolívia. Ajuda para brasileiros reconquistarem a democracia Em audiência recente em seu país, se colocou a disposição da CUT para falar sobre a experiência do povo boliviano e ajudar os brasileiros a reconquistar um governo democrático-popular. “Todos os momentos em que for convidado a participar de atos e campanhas em defesa do restabelecimento da democracia brasileira e de um governo popular” estarei presente, disse. “Debater a experiência na Bolívia será importante para nós avaliarmos a situação do Brasil, aprendermos  lições e, a partir daí, pensarmos como enfrentar este regime autoritário de Bolsonaro”, avalia  o Secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa, se referindo ao governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), cujas medidas são contra a classe trabalhadora e os mais pobres do país. Para Lisboa, o aprendizado pode ajudar a “trazer de volta para o governo brasileiro um governo popular, democrático e progressista”. “Além disso, a questão econômica da Bolívia também precisa ser debatida. Vamos ouvir as experiência e, dentro do possível, usá-la na luta política e no crescimento econômico brasileiro para mudarmos os rumos deste país”, completou o dirigente. Uma hora e meia de entrevista A proposta do Entrevista Especial da TVT é justamente essa. Com duração de uma hora e meia, o programa vai abordar as diferenças entre o golpe no Brasil e na Bolívia e como a união da esquerda foi importante para a volta da democracia. O presidente boliviano também falará sobre as medidas que o governo está tomando para que a economia do país volte a crescer e vai explicar que não é preciso vender o patrimônio público para mudar os rumos do país. A apresentadora da TVT, Talita Galli, e o jornalista, Breno Altman, serão os âncoras da Entrevista Especial, que também terá como convidados os ex-presidentes do Brasil, Lula e Dilma. Democracia na Bolívia e inspiração brasileira A boliviana Jobana Moya Aramayo mora no Brasil há mais de 14 anos e como migrante teve, junto com outros milhares de bolivianos que moram no país, um papel importante para a luta pela democracia. Jobana faz parte da Equipe de Base Warmis-Convergência das Culturas e junto com o Comitê Brasileiro de Solidariedade ao Povo Boliviano participaram de atos contra o golpe e em defesa da democracia na época do golpe. Ela conta que a desinformação e as fake news foram protagonistas para o golpe na Bolívia, assim como aconteceu na eleição de Bolsonaro no Brasil. Jobana conta que a luta dos migrantes foram fundamentais também para que fosse reconhecido o golpe no país, porque na Bolívia a narrativa não era essa. E que a unidade da esquerda boliviana foi importante para a volta da democracia. “É incompreensível que no Brasil não se tenha uma unidade da esquerda para defender a democracia. Na Bolívia, lutas como a defesa da água e do gás, por exemplo, têm unidade do campo de esquerda para derrotar a direita, assim como agora na batalha para eleger Arce. É chocante não conseguirmos aqui uma pauta comum que nos une?”, afirmou Jobana também falou sobre a questão econômica que a Bolívia se encontra e disse que o crédito é todo de Arce, Evo Morales e do movimento progressista do país. “Arce quando foi ministro da economia fortaleceu as estatais, deu subsídio para desenvolver o país, para moradia e deu oportunidades para a ascensão das classes sociais.  No governo de Evo teve investimentos nas comunidades e gerou renda e trabalho, fora que os bolivianos manejam muito o dinheiro fazendo a economia girar e o endividamento é muito menor  comparado ao Brasil, e isso é importante para a economia”, explicou. No Brasil, o governo atual faz totalmente o contrário, ela destaca. Ela ainda cita a importância do fortalecimento da cooperação entre CUT e o povo boliviano. “No Brasil a gente está vendo cada vez menos direitos e proteção social. Quanto a CUT, o fortalecimento da parceria que a Central tem com a Central Obreira Boliviana é muito importante, porque a gente entende que este apoio trabalhista é fundamental para derrotarmos o trabalho precário que existe para os bolivianos no Brasil. Ouvir o presidente da Bolívia pode ser fundamental para o Brasil, para os brasileiros e para nós, bolivianos”, finalizou. Serviço Para assistir a entrevista com Luis Arce A CUT irá transmitir a entrevista com o presidente da Bolívia a partir das 20 horas pelas páginas do Facebook e Youtube da Central. O programa também será transmitido pelo Ópera Mundi, entre outros veículos de esquerda e sindicais. Na TVT você pode escolher como assistir também. Pelo Youtube ou site da TVT ou pela TV aberta no canal 44.1 e canal 512 NET ABC ou pela parabólica. Como “antenar” sua parabólica: StarOne C1 (65 graus Oeste) Freq Rx : 3950.0 MHz Taxa de símbolos : 3333.0 Polarização : Vertical, DVB-S2/ 8PSK/ FEC ¾ *Edição: Marize Muniz



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