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Servidores ocupam a Câmara Municipal do Recife

Em greve desde o final de fevereiro, os trabalhadores afirmam só deixar a Casa quando as reivindicações da Campanha Salarial forem atendidas.

Escrito por: Folha de Pernambuco • Publicado em: 10/03/2016 - 08:34 • Última modificação: 10/03/2016 - 13:21 Escrito por: Folha de Pernambuco Publicado em: 10/03/2016 - 08:34 Última modificação: 10/03/2016 - 13:21

. Ocupação prossegue por tempo indeterminado

Aproximadamente 35 pessoas ocuparam a Câmara dos Vereadores do município na tarde desta quarta-feira (9). Auxiliares de desenvolvimento infantil da Rede Municipal de Ensino do Recife, servidores do Instituto de Assistência Social e Cidadania (IASC), alguns enfermeiros e dentistas afirmam que a manifestação ocorre por tempo indeterminado. Eles passaram a noite na Casa José Mariano.

Os trabalhadotes estão em greve desde o final de fevereiro devido à campanha salarial. De acordo com os profissionais, a água dos banheiros foi cortada e a área foi isolada. Eles afirmam, ainda, que não permitem a entrada de alimentos e de água mineral na Casa. Guardas municipais realizam a segurança do local.

Conforme a Secretaria de Administração e Gestão de Pessoas, a PCR realizou a 7ª reunião de negociação salarial com os servidores nesta semana. Após ser apresentada uma contraproposta por parte do Fórum de Servidores Municipais, a gestão propôs reajuste linear de 5% aos funcionários com salários menores do que R$ 1,7 mil.

O aumento vale para o mês de março e contempla cerca de 15 mil servidores. Junto aos Guardas Municipais, médicos e músicos, que já têm reajustes aprovados em negociações anteriores, o número representa dois terços dos servidores da PCR, de acordo com a administração.

Segundo a representante dos ADIs, Rebeca Barbosa, o aumento de 5% não vai para todas as categorias de servidores com salário inferiores a R$ 1,7 mil.  “Na verdade, essa aumento é apenas para quem está no nível 1 do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Tem gente que não é do nível 1 e recebe menos de R$ 1,7 mil, portanto não irá receber”, explicou.

Ela afirma, ainda, que os auxiliares pedem a incorporação das horas extras ao salário. “Se eles incorporarem, a gente aceita a proposta de reajuste”, declara. O setor denuncia a forte presença de estagiários nas creches municipais. “Têm garotos de 14 anos que tomam conta de recém-nascido, de bebês de dois anos...”, afirmou.

O valor escolhido para determinar as categorias que entrarão na regra equivale ao rendimento médio do recifense, divulgado em janeiro de 2016, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Até a noite desta quarta, na proposição da pasta, os demais servidores terão os reajustes atrelados à Receita Líquida Real do município, podendo chegar até a 10,67%. O ticket alimentação também será reajustado em 10,67%, a partir de agosto deste ano. A categoria é contra o Projeto de Lei que visa vincular os reajustes à RLR. 

“Rechaçamos a proposta de ligar o aumento à receita. Queremos sentar para negociar sobre reajuste. Vai ter gente que vai ficar com 0% de aumento”, afirmou o representante da assistência social, Fagner Valente. Os servidores pedem para negociar com a PCR. Eles ainda requerem que as horas paradas devido à greve não sejam descontadas. 

Título: Servidores ocupam a Câmara Municipal do Recife, Conteúdo: Aproximadamente 35 pessoas ocuparam a Câmara dos Vereadores do município na tarde desta quarta-feira (9). Auxiliares de desenvolvimento infantil da Rede Municipal de Ensino do Recife, servidores do Instituto de Assistência Social e Cidadania (IASC), alguns enfermeiros e dentistas afirmam que a manifestação ocorre por tempo indeterminado. Eles passaram a noite na Casa José Mariano. Os trabalhadotes estão em greve desde o final de fevereiro devido à campanha salarial. De acordo com os profissionais, a água dos banheiros foi cortada e a área foi isolada. Eles afirmam, ainda, que não permitem a entrada de alimentos e de água mineral na Casa. Guardas municipais realizam a segurança do local. Conforme a Secretaria de Administração e Gestão de Pessoas, a PCR realizou a 7ª reunião de negociação salarial com os servidores nesta semana. Após ser apresentada uma contraproposta por parte do Fórum de Servidores Municipais, a gestão propôs reajuste linear de 5% aos funcionários com salários menores do que R$ 1,7 mil. O aumento vale para o mês de março e contempla cerca de 15 mil servidores. Junto aos Guardas Municipais, médicos e músicos, que já têm reajustes aprovados em negociações anteriores, o número representa dois terços dos servidores da PCR, de acordo com a administração. Segundo a representante dos ADIs, Rebeca Barbosa, o aumento de 5% não vai para todas as categorias de servidores com salário inferiores a R$ 1,7 mil.  “Na verdade, essa aumento é apenas para quem está no nível 1 do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Tem gente que não é do nível 1 e recebe menos de R$ 1,7 mil, portanto não irá receber”, explicou. Ela afirma, ainda, que os auxiliares pedem a incorporação das horas extras ao salário. “Se eles incorporarem, a gente aceita a proposta de reajuste”, declara. O setor denuncia a forte presença de estagiários nas creches municipais. “Têm garotos de 14 anos que tomam conta de recém-nascido, de bebês de dois anos...”, afirmou. O valor escolhido para determinar as categorias que entrarão na regra equivale ao rendimento médio do recifense, divulgado em janeiro de 2016, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Até a noite desta quarta, na proposição da pasta, os demais servidores terão os reajustes atrelados à Receita Líquida Real do município, podendo chegar até a 10,67%. O ticket alimentação também será reajustado em 10,67%, a partir de agosto deste ano. A categoria é contra o Projeto de Lei que visa vincular os reajustes à RLR.  “Rechaçamos a proposta de ligar o aumento à receita. Queremos sentar para negociar sobre reajuste. Vai ter gente que vai ficar com 0% de aumento”, afirmou o representante da assistência social, Fagner Valente. Os servidores pedem para negociar com a PCR. Eles ainda requerem que as horas paradas devido à greve não sejam descontadas. 



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