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Semana do Orgulho e Resistência começa nesta 3ª com ampla programação para LGBTI+

As atividades, que têm início na terça (23) e vão até domingo (28) contam com atrações culturais, debates e ato político de lançamento do Conselho Popular Nacional LGBTI+

Escrito por: CUT • Publicado em: 22/06/2020 - 10:20 • Última modificação: 01/07/2020 - 15:14 Escrito por: CUT Publicado em: 22/06/2020 - 10:20 Última modificação: 01/07/2020 - 15:14

Reprodução da Internet

Com toda mobilização de rua e cultural cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus, a atenção se volta para as transmissões ao vivo nas redes sociais. Atentos às rápidas transformações na forma de se comunicar neste período, coletivos e entidades, entre elas a CUT, iniciam nesta terça-feira (23) a Semana de Orgulho e Resistência LGBTI+ com debates e shows transmitidos ao vivo pela internet, que terminam só no domingo (28).

O objetivo das 26 organizações nacionais é criar um Conselho Popular LGBTI+ para contrapor as ações do governo federal para esta população. A Semana do Orgulho também denunciará os desmontes e retrocessos do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) e  lembrará do dia 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT, celebrado há 51 anos.

A data lembra a batalha de Stonewal, um bar em Nova York frequentado por gays, lésbicas, travestis e transexuais que sofreu perseguição e violência policial. Stonewall foi um marco histórico por ter levado milhares às ruas para denunciar a violência contra LGBT após a polícia de Nova York invadir o bar gay, no bairro Greenwich, no dia 28 de junho de 1969.

Dentro do bar, travestis e drag queens foram obrigadas a tirar as roupas e enfrentaram a repressão policial. Revoltadas e cansadas, se juntaram em frente ao bar e gritam "gay power" (poder gay) e enfrentaram a polícia num confronto que foi até às 4h da manhã e durou vários dias. De lá, um ano depois, surgiu a primeira Parada do Orgulho LGBT que se espalhou por todo mundo.

Na atividade, que também está sendo organizada pelo Coletivo LGBT da CUT, temas como o mundo do trabalho, saúde, transexualidade e papel do Estado na garantia de direitos para a população LGBT estará na agenda. Além disso, abordará ainda a conjuntura política diante dos intensos ataques à democracia e retrocesso nos direitos humanos, terá atrações culturais, tuitaço nas redes, agenda de atividades dos estados e o lançamento do Conselho Nacional Popular LGBTI+. A programação será transmitida pela internet e na página do Facebook da CUT.

“É uma reação ao governo fascista que está criando um novo conselho, destituindo o que já existia que foi criado pelos governos Dilma e Lula, que tinha como objetivo ouvir a sociedade e construir políticas públicas. O governo Bolsonaro terminou e está criando um conselho que terá apenas 3 entidades da sociedade civil e 13 entidades do governo, e a presidência do conselho será do governo. Além disso, não tem feito nada em relação ao público LGBT no país, muito pelo contrário, só discurso de ódio”, explica Walmir Siqueira, do Coletivo Nacional LGBTI+ da CUT.

Transfobia

Um ano após a aprovação da lei que criminaliza a homofobia e transfobia no Brasil, no dia 13 de junho de 2019, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Brasil segue como um dos países que mais matam transexuais e travestis no mundo. Somente em 2019, foram 124 travestis e transexuais assassinadas por conta da identidade de gênero.

Para Jandyra Uehara Alves, secretária nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT, a atividade das 26 entidades tem como objetivo tornar a luta visível neste momento de pandemia e incorporar a pautar no movimento sindical.

“A CUT saúda e valoriza a unidade de ação que a maioria movimento LGBTQI+ vem construindo nesta conjuntura de violência e ataques aos direitos humanos agravados pela pandemia”.

O Conselho Nacional Popular LGBTI+ seguirá realizando outros debates e ações de resistência. As 26 organizações contam com ABEH, ABGLT, ABL, ABRAI, ANTRA, ARGAY, ARTJOVEM LGBT, CANDACE, CFP, CMP, CNTE, CUT, FONATRANS, LBL, LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE, MÃES PELA DIVERSIDADE, MST, OAB, REDE AFRO LGBT, REDE GAY BRASIL, REDE SAPATÁ, UBES, UNE E COLETIVO BISIBILIDADE, DISTRITO DRAG, SSEX BBOX.

Programação

 

 
Título: Semana do Orgulho e Resistência começa nesta 3ª com ampla programação para LGBTI+, Conteúdo: Com toda mobilização de rua e cultural cancelada por causa da pandemia do novo coronavírus, a atenção se volta para as transmissões ao vivo nas redes sociais. Atentos às rápidas transformações na forma de se comunicar neste período, coletivos e entidades, entre elas a CUT, iniciam nesta terça-feira (23) a Semana de Orgulho e Resistência LGBTI+ com debates e shows transmitidos ao vivo pela internet, que terminam só no domingo (28). O objetivo das 26 organizações nacionais é criar um Conselho Popular LGBTI+ para contrapor as ações do governo federal para esta população. A Semana do Orgulho também denunciará os desmontes e retrocessos do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) e  lembrará do dia 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT, celebrado há 51 anos. A data lembra a batalha de Stonewal, um bar em Nova York frequentado por gays, lésbicas, travestis e transexuais que sofreu perseguição e violência policial. Stonewall foi um marco histórico por ter levado milhares às ruas para denunciar a violência contra LGBT após a polícia de Nova York invadir o bar gay, no bairro Greenwich, no dia 28 de junho de 1969. Dentro do bar, travestis e drag queens foram obrigadas a tirar as roupas e enfrentaram a repressão policial. Revoltadas e cansadas, se juntaram em frente ao bar e gritam gay power (poder gay) e enfrentaram a polícia num confronto que foi até às 4h da manhã e durou vários dias. De lá, um ano depois, surgiu a primeira Parada do Orgulho LGBT que se espalhou por todo mundo. Na atividade, que também está sendo organizada pelo Coletivo LGBT da CUT, temas como o mundo do trabalho, saúde, transexualidade e papel do Estado na garantia de direitos para a população LGBT estará na agenda. Além disso, abordará ainda a conjuntura política diante dos intensos ataques à democracia e retrocesso nos direitos humanos, terá atrações culturais, tuitaço nas redes, agenda de atividades dos estados e o lançamento do Conselho Nacional Popular LGBTI+. A programação será transmitida pela internet e na página do Facebook da CUT. “É uma reação ao governo fascista que está criando um novo conselho, destituindo o que já existia que foi criado pelos governos Dilma e Lula, que tinha como objetivo ouvir a sociedade e construir políticas públicas. O governo Bolsonaro terminou e está criando um conselho que terá apenas 3 entidades da sociedade civil e 13 entidades do governo, e a presidência do conselho será do governo. Além disso, não tem feito nada em relação ao público LGBT no país, muito pelo contrário, só discurso de ódio”, explica Walmir Siqueira, do Coletivo Nacional LGBTI+ da CUT. Transfobia Um ano após a aprovação da lei que criminaliza a homofobia e transfobia no Brasil, no dia 13 de junho de 2019, aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Brasil segue como um dos países que mais matam transexuais e travestis no mundo. Somente em 2019, foram 124 travestis e transexuais assassinadas por conta da identidade de gênero. Para Jandyra Uehara Alves, secretária nacional de Políticas Sociais e Direitos Humanos da CUT, a atividade das 26 entidades tem como objetivo tornar a luta visível neste momento de pandemia e incorporar a pautar no movimento sindical. “A CUT saúda e valoriza a unidade de ação que a maioria movimento LGBTQI+ vem construindo nesta conjuntura de violência e ataques aos direitos humanos agravados pela pandemia”. O Conselho Nacional Popular LGBTI+ seguirá realizando outros debates e ações de resistência. As 26 organizações contam com ABEH, ABGLT, ABL, ABRAI, ANTRA, ARGAY, ARTJOVEM LGBT, CANDACE, CFP, CMP, CNTE, CUT, FONATRANS, LBL, LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE, MÃES PELA DIVERSIDADE, MST, OAB, REDE AFRO LGBT, REDE GAY BRASIL, REDE SAPATÁ, UBES, UNE E COLETIVO BISIBILIDADE, DISTRITO DRAG, SSEX BBOX. Programação    



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