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Santa Catarina: Força e coragem da mulher CUTista no movimento sindical

O único estado do Brasil com nome feminino realiza encontro de mulheres CUTistas e debate o empoderamento da mulher no movimento sindical

Escrito por: • Publicado em: 31/03/2014 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 31/03/2014 - 00:00

Mulheres de todas as cores, de todo o estado e de diferentes ramos de profissão estiveram reunidas no Encontro da Mulher CUTista preparado pelo coletivo de Mulheres da CUT-SC. Mais de 100 mulheres reservaram o dia 24 de março para encontrar suas companheiras e conversar sobre o empoderamento da mulher no movimento sindical e na política.
A sala Mata Atlântica do complexo da Escola Sul da CUT em Florianópolis, ficou colorida com tons de lilás e cores femininas. Diferente de outros encontros do movimento sindical, dessa vez a sala estava ocupada pela grande maioria de mulheres. Nas paredes, cartazes que representavam a história e algumas das lutas encampadas pela Secretaria de Mulher da CUT. A mística era diferente, as conversas entre elas demonstravam o clima de confraternização e prazer em estar e pertencer àquele espaço.
A manhã começou com o fortalecimento da liderança e da capacidade feminina, a facilitadora Rosaura de Fátima Bernicouto trouxe a dinâmica da biodanza para trabalhar o empoderamento da mulher. Durante mais de uma hora, as dirigentes sindicais puderam entre uma dinâmica e outra, conhecer melhor e valorizar a história de vida de cada uma. “Esse método é do Paulo Freire junto com a metodologia de Edgar Morin, que trabalha a inteligência afetiva como fundamental na relação humana, a gente trabalha na perspectiva de dar espaço para todas se colocarem na sociedade”, salientou Rosaura.
Schirlei Azevedo, mulher militante, companheira das atividades CUTistas, integrante do Coletivo de Mulheres da CUT-SC e representante do Movimento das Mulheres Urbanas de Santa Catarina, trouxe no vídeo "As Severinas" uma reflexão sobre a transformação nos papéis na família  e na sociedade do interior de Piauí após o avanço das políticas públicas do governo federal, em especial o Bolsa Família, que tem como principal titular a mulher, libertando-a da servidão e dependência  do homem, problema milenar como a miséria. “Mesmo com toda a independência feminina criada pelo programa Bolsa Família que esta mudando a história de centenas de mulheres, a reflexão que temos a fazer é que nós temos uma grande responsabilidade com todas as mulheres do país que estão nessa fase de transformação e mudança cultural. Precisamos estar juntas com essas companheiras que ainda sofrem do machismo violento, para que elas tenham autonomia e se libertem dessa violência familiar”, alertou Schirlei.
A Secretaria de Comunicação da CUT Nacional, mulher militante e agricultora familiar, Rosane Bertotti começou a sua fala com lágrimas nos olhos. “Eu chego num espaço desse e encontro companheiras que estão na luta há muito tempo e começo a refletir tudo o que nós passamos para fazer com que estejamos em maior número dentro do movimento sindical. Superamos barreiras, preconceitos, dificuldades e saudades da família. Nos construímos enquanto lideranças e fizemos com que os homens nos respeitassem como tal. Tudo isso foi fruto de muita luta”, relembrou Rosane que aproveitou para destacar a conquista das mulheres no último congresso da CUT, realizado em 2012. “Depois de conquistar as cotas dentro da central, nós aprovamos a paridade. Agora, a partir de 2015 a direção da CUT terá que ser composta por 50% homens e 50% mulheres, possibilitando cada vez mais a inserção das mulheres dentro dos espaços de decisão e poder”, destacou Rosane.
Nos últimos anos tivemos grandes avanços na inserção das mulheres no mercado de trabalho, mas mesmo assim as mulheres continuam em postos de trabalho que a faixa salarial é menor e as condições de trabalho são precárias. “O mercado de trabalho é muito desigual, a nossa faixa salarial é de 10 a 14% menor que a dos homens e nós mulheres para ganharmos melhor é preciso que tenhamos cinco anos a mais de estudo que o homem”, salientou Rosane.
Com todas essas transformações no mundo do trabalho a Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SC, Jucélia Vargas de Jesus destacou a importância das mulheres estarem organizadas dentro do movimento sindical para que as pautas femininas estejam dentro das reivindicações dos Sindicatos. “Precisamos incorporar o debate das mulheres para dentro do movimento sindical, só nós mulheres que conhecemos realmente quais são os principais desafios em nosso dia-a-dia de trabalho, temos que construir as pautas de reivindicações com um olhar feminino. Se nós mulheres não colocarmos nossa pauta como mais importante, quem o fará?” perguntou Jucélia.
A presidenta do Sindicato dos Bancários e Bancárias do Pará, Rosalina Amorim participou do Encontro e destacou a importância das mulheres do movimento sindical valorizarem as suas companheiras como lideranças. “Temos que pensar as nossas ações enquanto dirigentes sindicais e acima de tudo, nos valorizarmos enquanto mulheres e acreditarmos na capacidade de cada uma, precisamos dialogar com cada categoria e mostrar a nossa força. Que não mexam conosco, porque não andamos só”, frisou Rosalina.
O encontro contou com a presença da Deputada Federal Luci Choinacki (PT-SC), a única deputada eleita no estado e que representa os movimentos sociais de Santa Catarina. Luci passou a tarde com as mulheres CUTistas e pode ouvir os depoimentos emocionados das companheiras que relataram suas histórias de vidas e desafios para permanecerem na luta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. “A nossa história não é fácil, tenho certeza que cada uma que esta aqui, passa diariamente por grandes desafios para permanecer na luta. Mas é essa força que nos diferencia, a nossa capacidade de encarar os problemas sem perder a ternura de ser mãe e mulher”, pondera Luci.
As mulheres puderam falar, ocupar seu espaço e entre elas definirem quais iniciativas a central pode fazer para fortalecer o empoderamento das dirigentes sindicais. Surgiram varias ideias como a realização de seminários que tratem sobre as políticas públicas destinadas as mulheres, elaboração de material específico sobre o direito da mulher trabalhadora e a garantia de recursos financeiros das entidades sindicais, para que as mulheres das direções dos Sindicatos possam participar de atividades direcionadas à elas. A Secretária da Mulher Trabalhadora, Jucélia Vargas de Jesus encerrou o Encontro agradecendo de forma carinhosa a participação de cada uma das mulheres e também dos três homens que participaram de todo o Encontro. “Nós não queremos tirar o espaço de ninguém, queremos construir uma sociedade com oportunidades iguais para homens e mulheres. Vamos fazer essa luta do nosso jeito feminino, com a nossa ginga e força de mulher,  construir um outro mundo possível com a união entre homens e mulheres, porque ninguém é tão bom quanto todas nós juntas”, encerrou Jucélia.

Título: Santa Catarina: Força e coragem da mulher CUTista no movimento sindical, Conteúdo: Mulheres de todas as cores, de todo o estado e de diferentes ramos de profissão estiveram reunidas no Encontro da Mulher CUTista preparado pelo coletivo de Mulheres da CUT-SC. Mais de 100 mulheres reservaram o dia 24 de março para encontrar suas companheiras e conversar sobre o empoderamento da mulher no movimento sindical e na política. A sala Mata Atlântica do complexo da Escola Sul da CUT em Florianópolis, ficou colorida com tons de lilás e cores femininas. Diferente de outros encontros do movimento sindical, dessa vez a sala estava ocupada pela grande maioria de mulheres. Nas paredes, cartazes que representavam a história e algumas das lutas encampadas pela Secretaria de Mulher da CUT. A mística era diferente, as conversas entre elas demonstravam o clima de confraternização e prazer em estar e pertencer àquele espaço. A manhã começou com o fortalecimento da liderança e da capacidade feminina, a facilitadora Rosaura de Fátima Bernicouto trouxe a dinâmica da biodanza para trabalhar o empoderamento da mulher. Durante mais de uma hora, as dirigentes sindicais puderam entre uma dinâmica e outra, conhecer melhor e valorizar a história de vida de cada uma. “Esse método é do Paulo Freire junto com a metodologia de Edgar Morin, que trabalha a inteligência afetiva como fundamental na relação humana, a gente trabalha na perspectiva de dar espaço para todas se colocarem na sociedade”, salientou Rosaura. Schirlei Azevedo, mulher militante, companheira das atividades CUTistas, integrante do Coletivo de Mulheres da CUT-SC e representante do Movimento das Mulheres Urbanas de Santa Catarina, trouxe no vídeo As Severinas uma reflexão sobre a transformação nos papéis na família  e na sociedade do interior de Piauí após o avanço das políticas públicas do governo federal, em especial o Bolsa Família, que tem como principal titular a mulher, libertando-a da servidão e dependência  do homem, problema milenar como a miséria. “Mesmo com toda a independência feminina criada pelo programa Bolsa Família que esta mudando a história de centenas de mulheres, a reflexão que temos a fazer é que nós temos uma grande responsabilidade com todas as mulheres do país que estão nessa fase de transformação e mudança cultural. Precisamos estar juntas com essas companheiras que ainda sofrem do machismo violento, para que elas tenham autonomia e se libertem dessa violência familiar”, alertou Schirlei. A Secretaria de Comunicação da CUT Nacional, mulher militante e agricultora familiar, Rosane Bertotti começou a sua fala com lágrimas nos olhos. “Eu chego num espaço desse e encontro companheiras que estão na luta há muito tempo e começo a refletir tudo o que nós passamos para fazer com que estejamos em maior número dentro do movimento sindical. Superamos barreiras, preconceitos, dificuldades e saudades da família. Nos construímos enquanto lideranças e fizemos com que os homens nos respeitassem como tal. Tudo isso foi fruto de muita luta”, relembrou Rosane que aproveitou para destacar a conquista das mulheres no último congresso da CUT, realizado em 2012. “Depois de conquistar as cotas dentro da central, nós aprovamos a paridade. Agora, a partir de 2015 a direção da CUT terá que ser composta por 50% homens e 50% mulheres, possibilitando cada vez mais a inserção das mulheres dentro dos espaços de decisão e poder”, destacou Rosane. Nos últimos anos tivemos grandes avanços na inserção das mulheres no mercado de trabalho, mas mesmo assim as mulheres continuam em postos de trabalho que a faixa salarial é menor e as condições de trabalho são precárias. “O mercado de trabalho é muito desigual, a nossa faixa salarial é de 10 a 14% menor que a dos homens e nós mulheres para ganharmos melhor é preciso que tenhamos cinco anos a mais de estudo que o homem”, salientou Rosane. Com todas essas transformações no mundo do trabalho a Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-SC, Jucélia Vargas de Jesus destacou a importância das mulheres estarem organizadas dentro do movimento sindical para que as pautas femininas estejam dentro das reivindicações dos Sindicatos. “Precisamos incorporar o debate das mulheres para dentro do movimento sindical, só nós mulheres que conhecemos realmente quais são os principais desafios em nosso dia-a-dia de trabalho, temos que construir as pautas de reivindicações com um olhar feminino. Se nós mulheres não colocarmos nossa pauta como mais importante, quem o fará?” perguntou Jucélia. A presidenta do Sindicato dos Bancários e Bancárias do Pará, Rosalina Amorim participou do Encontro e destacou a importância das mulheres do movimento sindical valorizarem as suas companheiras como lideranças. “Temos que pensar as nossas ações enquanto dirigentes sindicais e acima de tudo, nos valorizarmos enquanto mulheres e acreditarmos na capacidade de cada uma, precisamos dialogar com cada categoria e mostrar a nossa força. Que não mexam conosco, porque não andamos só”, frisou Rosalina. O encontro contou com a presença da Deputada Federal Luci Choinacki (PT-SC), a única deputada eleita no estado e que representa os movimentos sociais de Santa Catarina. Luci passou a tarde com as mulheres CUTistas e pode ouvir os depoimentos emocionados das companheiras que relataram suas histórias de vidas e desafios para permanecerem na luta pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. “A nossa história não é fácil, tenho certeza que cada uma que esta aqui, passa diariamente por grandes desafios para permanecer na luta. Mas é essa força que nos diferencia, a nossa capacidade de encarar os problemas sem perder a ternura de ser mãe e mulher”, pondera Luci. As mulheres puderam falar, ocupar seu espaço e entre elas definirem quais iniciativas a central pode fazer para fortalecer o empoderamento das dirigentes sindicais. Surgiram varias ideias como a realização de seminários que tratem sobre as políticas públicas destinadas as mulheres, elaboração de material específico sobre o direito da mulher trabalhadora e a garantia de recursos financeiros das entidades sindicais, para que as mulheres das direções dos Sindicatos possam participar de atividades direcionadas à elas. A Secretária da Mulher Trabalhadora, Jucélia Vargas de Jesus encerrou o Encontro agradecendo de forma carinhosa a participação de cada uma das mulheres e também dos três homens que participaram de todo o Encontro. “Nós não queremos tirar o espaço de ninguém, queremos construir uma sociedade com oportunidades iguais para homens e mulheres. Vamos fazer essa luta do nosso jeito feminino, com a nossa ginga e força de mulher,  construir um outro mundo possível com a união entre homens e mulheres, porque ninguém é tão bom quanto todas nós juntas”, encerrou Jucélia.



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