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Ruas reagem à articulação de Temer pela aprovação da PEC 241 em segundo turno

Governo busca aumentar números de votos favoráveis a aprovação da PEC na Câmara. Oposição tenta impedir que proposta seja votada hoje

Escrito por: Isabel Filgueiras/O Povo • Publicado em: 25/10/2016 - 11:11 • Última modificação: 28/10/2016 - 16:02 Escrito por: Isabel Filgueiras/O Povo Publicado em: 25/10/2016 - 11:11 Última modificação: 28/10/2016 - 16:02

FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR Câmara vota hoje PEC 241 em segundo turno

Prevista para ser votada em segundo turno hoje na Câmara dos Deputados, a PEC 241, que limita o teto de gastos públicos, testa as habilidades da base e desafia movimentos nas ruas. Ontem o dia foi de articulações, com direito a jantar na casa oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

O evento contou com a presença do presidente Michel Temer (PMDB) e tinha o objetivo de atrair parlamentares e garantir quórum para a votação de hoje. Para o governo, a aprovação da PEC seria uma grande vitória porque confirmaria a força política desmonstrada na aprovação em primeiro turno, no dia 10 de outubro, quando 366 parlamentares foram favoráveis à matéria e 111 contra. 

No primeiro turno, também foi oferecido jantar para aliados. Desta vez, o Planalto quer aumentar a expressividade da votação e vai tentar alcançar 400 votos.

Oposição tenta adiar votação

PT e o Psol fazem mobilizações contra a aprovação da PEC que limita gastos em diversas áreas pelos próximos 20 anos. O deputado José Guimarães (PT-CE) disse que o dia ontem foi de maratona nos aeroporto de Brasília para pressionar os deputados.

“Na hora em que começam a ser pressionados pelos movimentos que sofrerão com cortes na saúde e na educação, eles começam a recuar. É possível que seja adiada a votação, por quórum pequeno, eles não vão correr risco de perder”, afirmou.

O parlamentar disse ainda que espera que as galerias estejam cheias de manifestantes no horário da votação. Na reta final das eleições municipais, deputados ainda na disputa em suas regiões podem estar ausentes da votação, que precisa de pelo menos 308 favoráveis à PEC para que haja aprovação.

Ocupações e protestos

Segundo a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), um total de 1.072 instituições de ensino estão ocupadas no momento como forma de manifestação contra a PEC 241 e a reforma do Ensino Médio.

Em vários estados, haverá focos de protestos contra a PEC 241. Há atos planejados para o Rio de Janeiro e São Paulo. Em Fortaleza, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo organizam manifestações hoje à tarde na Praça do Ferreira e Praça da Gentilândia.

A Universidade Federal do Ceará (UFC) emitiu nota informando que irá entrar em greve a partir do dia 31 de outubro, também em protesto à Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Mesmo que seja aprovada hoje, a PEC ainda segue para votação em dois turnos no Senado antes de ser sancionada pelo presidente Michel Temer. O governo quer urgência na aprovação do projeto. 

Edição: Déborah Lima

Título: Ruas reagem à articulação de Temer pela aprovação da PEC 241 em segundo turno, Conteúdo: Prevista para ser votada em segundo turno hoje na Câmara dos Deputados, a PEC 241, que limita o teto de gastos públicos, testa as habilidades da base e desafia movimentos nas ruas. Ontem o dia foi de articulações, com direito a jantar na casa oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). O evento contou com a presença do presidente Michel Temer (PMDB) e tinha o objetivo de atrair parlamentares e garantir quórum para a votação de hoje. Para o governo, a aprovação da PEC seria uma grande vitória porque confirmaria a força política desmonstrada na aprovação em primeiro turno, no dia 10 de outubro, quando 366 parlamentares foram favoráveis à matéria e 111 contra.  No primeiro turno, também foi oferecido jantar para aliados. Desta vez, o Planalto quer aumentar a expressividade da votação e vai tentar alcançar 400 votos. Oposição tenta adiar votação PT e o Psol fazem mobilizações contra a aprovação da PEC que limita gastos em diversas áreas pelos próximos 20 anos. O deputado José Guimarães (PT-CE) disse que o dia ontem foi de maratona nos aeroporto de Brasília para pressionar os deputados. “Na hora em que começam a ser pressionados pelos movimentos que sofrerão com cortes na saúde e na educação, eles começam a recuar. É possível que seja adiada a votação, por quórum pequeno, eles não vão correr risco de perder”, afirmou. O parlamentar disse ainda que espera que as galerias estejam cheias de manifestantes no horário da votação. Na reta final das eleições municipais, deputados ainda na disputa em suas regiões podem estar ausentes da votação, que precisa de pelo menos 308 favoráveis à PEC para que haja aprovação. Ocupações e protestos Segundo a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), um total de 1.072 instituições de ensino estão ocupadas no momento como forma de manifestação contra a PEC 241 e a reforma do Ensino Médio. Em vários estados, haverá focos de protestos contra a PEC 241. Há atos planejados para o Rio de Janeiro e São Paulo. Em Fortaleza, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo organizam manifestações hoje à tarde na Praça do Ferreira e Praça da Gentilândia. A Universidade Federal do Ceará (UFC) emitiu nota informando que irá entrar em greve a partir do dia 31 de outubro, também em protesto à Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Mesmo que seja aprovada hoje, a PEC ainda segue para votação em dois turnos no Senado antes de ser sancionada pelo presidente Michel Temer. O governo quer urgência na aprovação do projeto.  Edição: Déborah Lima



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