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Rio Grande do Sul: Valorização do trabalhador é disso que o mundo precisa

Trabalhadores de diferentes partes do mundo saem às ruas para celebrar o Primeiro de Maio.

Escrito por: • Publicado em: 02/05/2014 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 02/05/2014 - 00:00

Essa data foi consagrada no nosso calendário de lutas, no final do século XIX, quando os trabalhadores colocaram em pauta a jornada de 8 horas. Na época, trabalhava-se 16 horas por dia. Hoje, o tema da redução da jornada de trabalho e a valorização do trabalhador ganha enorme atualidade.
A recente publicação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “Tendências Mundiais de Emprego/2014”, revela a existência de 220 milhões de desempregados. Sabe-se que o desemprego, ao ameaçar a sobrevivência material, rompe os laços sociais e impacta diretamente na destruição de um dos maiores símbolos da identidade humana, que é o trabalho. Além disso, provoca insegurança, incentiva a redução de direitos e a diminuição da remuneração dos que estão trabalhando.
Esse mesmo relatório da OIT revela que 74,5 milhões de jovens, entre 15 e 24 anos, estão desempregados, isso representa 13,1% de desemprego juvenil. A Espanha, por exemplo, onde o desemprego entre os jovens é o mais alto da Europa, possui 57% de desemprego de jovens. Ou seja, 5 em cada 10 jovens espanhóis estão desempregados. Olhar o futuro e não enxergar possibilidades é uma tragédia no desenvolvimento da juventude. Outro dado assustador é o crescimento do desalento.
Em todo mundo, 23 milhões de pessoas deixaram de investir na procura de trabalho por avaliarem que é um esforço inútil. Por isso que a bandeira da redução da jornada de trabalho para que todos trabalhem, hasteada em Chicago em maio de 1886, continua atual. Principalmente agora que estamos diante de uma avassaladora revolução tecnológica.
Felizmente, o Brasil encontra-se na contramão dessa tendência mundial de baixo crescimento econômico e desemprego. Nesses últimos 12 anos foram gerados em torno de 20 milhões de novos postos de trabalho. A nossa população empregada praticamente duplicou. Hoje, somos 48,6 milhões de brasileiros com emprego formal. No Rio do Sul, somente em 2013 foram gerados 90.000 postos formais de trabalho. Comparado com 2012, isso representa um incremento de 3,5%. A região metropolitana de Porto Alegre registra a menor taxa de desemprego, 5,6%, algo inédito na nossa história.
Quando os trabalhadores estão empregados isso significa elevação de estima e melhoria das condições de sobrevivência. Além disso, a identidade humana e de classe é fortalecida. Para nós dirigentes sindicais, empenhados cotidianamente com a permanente luta por direitos e melhoria da democracia, isso significa que temos melhores condições para consolidar as conquistas e avançar nas mudanças.
Cabe as entidades sindicais CUTistas combaterem de forma rigorosa a precariedade, a terceirização espúria, a informalidade, os acidentes de trabalho, etc. Celebramos a grande redução das taxas de desemprego no país. Mas exigimos uma melhoria na qualidade dos empregos gerados.
Reconhecemos os ganhos salariais, que no caso do salário mínimo nacional houve um aumento de 70% acima da inflação, nesses últimos 10 anos. Contundo, os nossos salários estão muito aquém da dignidade e não asseguraram os direitos básicos consagrados na nossa Constituição. Nós da CUT sairemos às ruas nesse Primeiro de Maio, para fortalecer a luta pela valorização do trabalhador, no Brasil e no mundo.
Fonte: FEMERGS

Título: Rio Grande do Sul: Valorização do trabalhador é disso que o mundo precisa, Conteúdo: Essa data foi consagrada no nosso calendário de lutas, no final do século XIX, quando os trabalhadores colocaram em pauta a jornada de 8 horas. Na época, trabalhava-se 16 horas por dia. Hoje, o tema da redução da jornada de trabalho e a valorização do trabalhador ganha enorme atualidade. A recente publicação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “Tendências Mundiais de Emprego/2014”, revela a existência de 220 milhões de desempregados. Sabe-se que o desemprego, ao ameaçar a sobrevivência material, rompe os laços sociais e impacta diretamente na destruição de um dos maiores símbolos da identidade humana, que é o trabalho. Além disso, provoca insegurança, incentiva a redução de direitos e a diminuição da remuneração dos que estão trabalhando. Esse mesmo relatório da OIT revela que 74,5 milhões de jovens, entre 15 e 24 anos, estão desempregados, isso representa 13,1% de desemprego juvenil. A Espanha, por exemplo, onde o desemprego entre os jovens é o mais alto da Europa, possui 57% de desemprego de jovens. Ou seja, 5 em cada 10 jovens espanhóis estão desempregados. Olhar o futuro e não enxergar possibilidades é uma tragédia no desenvolvimento da juventude. Outro dado assustador é o crescimento do desalento. Em todo mundo, 23 milhões de pessoas deixaram de investir na procura de trabalho por avaliarem que é um esforço inútil. Por isso que a bandeira da redução da jornada de trabalho para que todos trabalhem, hasteada em Chicago em maio de 1886, continua atual. Principalmente agora que estamos diante de uma avassaladora revolução tecnológica. Felizmente, o Brasil encontra-se na contramão dessa tendência mundial de baixo crescimento econômico e desemprego. Nesses últimos 12 anos foram gerados em torno de 20 milhões de novos postos de trabalho. A nossa população empregada praticamente duplicou. Hoje, somos 48,6 milhões de brasileiros com emprego formal. No Rio do Sul, somente em 2013 foram gerados 90.000 postos formais de trabalho. Comparado com 2012, isso representa um incremento de 3,5%. A região metropolitana de Porto Alegre registra a menor taxa de desemprego, 5,6%, algo inédito na nossa história. Quando os trabalhadores estão empregados isso significa elevação de estima e melhoria das condições de sobrevivência. Além disso, a identidade humana e de classe é fortalecida. Para nós dirigentes sindicais, empenhados cotidianamente com a permanente luta por direitos e melhoria da democracia, isso significa que temos melhores condições para consolidar as conquistas e avançar nas mudanças. Cabe as entidades sindicais CUTistas combaterem de forma rigorosa a precariedade, a terceirização espúria, a informalidade, os acidentes de trabalho, etc. Celebramos a grande redução das taxas de desemprego no país. Mas exigimos uma melhoria na qualidade dos empregos gerados. Reconhecemos os ganhos salariais, que no caso do salário mínimo nacional houve um aumento de 70% acima da inflação, nesses últimos 10 anos. Contundo, os nossos salários estão muito aquém da dignidade e não asseguraram os direitos básicos consagrados na nossa Constituição. Nós da CUT sairemos às ruas nesse Primeiro de Maio, para fortalecer a luta pela valorização do trabalhador, no Brasil e no mundo. Fonte: FEMERGS



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