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Projeto de governo do PMDB levará o Brasil ao abismo

Alerta foi feito pela economista Marilane Teixeira durante o II Congresso Extraordinário da Confetam

Escrito por: Confetam/CUT • Publicado em: 08/05/2016 - 08:44 • Última modificação: 11/05/2016 - 17:17 Escrito por: Confetam/CUT Publicado em: 08/05/2016 - 08:44 Última modificação: 11/05/2016 - 17:17

. Marilane Teixeira integra o Fórum contra a Terceirização

“A gente pode ser pessimista no diagnóstico, mas temos de ser otimistas na ação para enfrentar os desafios do futuro”. Afirmação foi feita pela economista Marilane Teixeira, integrante do Fórum contra a Terceirização e palestrante da mesa de Análise de Conjuntura do II Congresso Extraordinário da Confetam, realizada no dia 28 de abril, em Florianópolis (SC).  Ela foi enfática ao avaliar o projeto “Ponte para o Futuro”, proposta de governo do PMDB para o Brasil.

“O que une o passado ao futuro não é a ‘ponte’ que está sendo proposta, pois ela pode nos levar ao abismo”, afirmou. O projeto, defendido pelo vice-presidente Michel Meter, resgatará o receituário neoliberal no país, caso o impeachment da presidente Dilma Rousseff seja aprovado pelo Plenário do Senado, nesta quarta-feira (11).

Para a economista, Dilma está pagando o preço por ter desafiado os interesses das elites que dominam o Congresso Nacional e patrocinam a tentativa de golpe. “A questão da corrupção é apenas o pano de fundo de uma discussão muito maior. Na verdade, governo está sendo punido pelos seus acertos e não pelos seus erros. Fomos os primeiro a identificá-los, pressionamos pela mudança da política econômica e denunciamos o ajuste fiscal, mas as elites não protestaram”, observa.

Entre erros e acertos

Entre os acertos, ela citou a política de valorização do salário mínimo, o aumento da cobertura previdenciária, o crescimento de 78% da presença de mulheres negras no mercado de trabalho - que entre os anos de 2013 e 2014 saíram do emprego doméstico para assumir empregos qualificados-, a redução da exclusão econômica, a diminuição das desigualdades e a perspectiva de progressão social. “Em 2014, pela primeira vez, a população ocupada no país foi de maioria negra. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, destacou.

Ao contrário do discurso descontextualizado da mídia golpista, a economista afirma que a crise atual não é do Brasil, mas intrínseca ao Capitalismo internacional e suas contradições. Originada a partir da crise de 2008, seus efeitos se arrastam há oito anos e podem ser constatados em diversos países do planeta. “As principais economias do mundo estão em crise”, pontua.

A crise é mundial

Na Europa, a economista lista os casos da Espanha, França, Grécia, a escalada de governos conservadores e da xenofobia. “Na Alemanha, Angela Merchel perdeu porque ajudou os refugiados”. Ela também cita casos na América Latina, como o segundo turno das eleições no Peru entre dois candidatos de direita, um conservador e um liberal, tendo um deles declarado que “o cérebro do peruano tem pouca oxigenação”.

Na Venezuela, assinala, a crise é por conta do boicote dos EUA e dos países da OPEP ao preço do petróleo, que baixaram o valor do barril a um terço para eliminar parte do mercado e atingir as economias da Rússia e venezuelana. Na Argentina, informou, 200 mil trabalhadores ficaram desempregados, a partir de dezembro, em função do novo governo. “A crise também se manifesta no México. Então, esse contexto não é só nosso”.

Força política e apoio popular

A economista explica que o Brasil resistiu bem à crise durante três anos, tendo a “queda de braço” iniciado em 2011, quando acertadamente Dilma decide reduzir as taxas de juros pela metade, diminuindo os ganhos reais do capital. “Isso está por trás do processo de endividamento sem controle, da dificuldade do governo de ter força política para enfrentar o mercado financeiro”, destacou.

Além de força política, também faltou apoio popular em 2015, quando a inflação atingiu mais de um dígito. “O ajuste fiscal no ano passado não fez cócegas na economia, mas representou um grande baque na classe trabalhadora”, relacionou.

Ponte para o inferno

A “Ponte para o Inferno” de Michel Temer, analisa a economista, explicita uma visão que retira do Estado o papel fundamental de corrigir as distorções do mercado, de distribuir renda, de induzir o investimento produtivo e de dar ao mercado condições para que possa investir.

“O crescimento econômico é papel do Estado. Mas as elites acham que é do mercado, por isso defendem o Estado mínimo para que a iniciativa produtiva, os empresários, diminuam os gastos com impostos, para que tenham mais recursos para investir”, critica.

De acordo com Marilane Teixeira, um eventual governo Temer não vai retomar os níveis de investimento criados pelas políticas púbicas, pelo contrário. “Vão mexer na Constituição de 1988 para desvincular recursos obrigatórios para a saúde, a educação, a assistência social e o funcionalismo público. Primeiro vão acabar com a contratação, segundo com os reajustes salariais e depois retirar todos os benefícios, conforme o modelo do ajuste fiscal norte-americano”.

Título: Projeto de governo do PMDB levará o Brasil ao abismo, Conteúdo: “A gente pode ser pessimista no diagnóstico, mas temos de ser otimistas na ação para enfrentar os desafios do futuro”. Afirmação foi feita pela economista Marilane Teixeira, integrante do Fórum contra a Terceirização e palestrante da mesa de Análise de Conjuntura do II Congresso Extraordinário da Confetam, realizada no dia 28 de abril, em Florianópolis (SC).  Ela foi enfática ao avaliar o projeto “Ponte para o Futuro”, proposta de governo do PMDB para o Brasil. “O que une o passado ao futuro não é a ‘ponte’ que está sendo proposta, pois ela pode nos levar ao abismo”, afirmou. O projeto, defendido pelo vice-presidente Michel Meter, resgatará o receituário neoliberal no país, caso o impeachment da presidente Dilma Rousseff seja aprovado pelo Plenário do Senado, nesta quarta-feira (11). Para a economista, Dilma está pagando o preço por ter desafiado os interesses das elites que dominam o Congresso Nacional e patrocinam a tentativa de golpe. “A questão da corrupção é apenas o pano de fundo de uma discussão muito maior. Na verdade, governo está sendo punido pelos seus acertos e não pelos seus erros. Fomos os primeiro a identificá-los, pressionamos pela mudança da política econômica e denunciamos o ajuste fiscal, mas as elites não protestaram”, observa. Entre erros e acertos Entre os acertos, ela citou a política de valorização do salário mínimo, o aumento da cobertura previdenciária, o crescimento de 78% da presença de mulheres negras no mercado de trabalho - que entre os anos de 2013 e 2014 saíram do emprego doméstico para assumir empregos qualificados-, a redução da exclusão econômica, a diminuição das desigualdades e a perspectiva de progressão social. “Em 2014, pela primeira vez, a população ocupada no país foi de maioria negra. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, destacou. Ao contrário do discurso descontextualizado da mídia golpista, a economista afirma que a crise atual não é do Brasil, mas intrínseca ao Capitalismo internacional e suas contradições. Originada a partir da crise de 2008, seus efeitos se arrastam há oito anos e podem ser constatados em diversos países do planeta. “As principais economias do mundo estão em crise”, pontua. A crise é mundial Na Europa, a economista lista os casos da Espanha, França, Grécia, a escalada de governos conservadores e da xenofobia. “Na Alemanha, Angela Merchel perdeu porque ajudou os refugiados”. Ela também cita casos na América Latina, como o segundo turno das eleições no Peru entre dois candidatos de direita, um conservador e um liberal, tendo um deles declarado que “o cérebro do peruano tem pouca oxigenação”. Na Venezuela, assinala, a crise é por conta do boicote dos EUA e dos países da OPEP ao preço do petróleo, que baixaram o valor do barril a um terço para eliminar parte do mercado e atingir as economias da Rússia e venezuelana. Na Argentina, informou, 200 mil trabalhadores ficaram desempregados, a partir de dezembro, em função do novo governo. “A crise também se manifesta no México. Então, esse contexto não é só nosso”. Força política e apoio popular A economista explica que o Brasil resistiu bem à crise durante três anos, tendo a “queda de braço” iniciado em 2011, quando acertadamente Dilma decide reduzir as taxas de juros pela metade, diminuindo os ganhos reais do capital. “Isso está por trás do processo de endividamento sem controle, da dificuldade do governo de ter força política para enfrentar o mercado financeiro”, destacou. Além de força política, também faltou apoio popular em 2015, quando a inflação atingiu mais de um dígito. “O ajuste fiscal no ano passado não fez cócegas na economia, mas representou um grande baque na classe trabalhadora”, relacionou. Ponte para o inferno A “Ponte para o Inferno” de Michel Temer, analisa a economista, explicita uma visão que retira do Estado o papel fundamental de corrigir as distorções do mercado, de distribuir renda, de induzir o investimento produtivo e de dar ao mercado condições para que possa investir. “O crescimento econômico é papel do Estado. Mas as elites acham que é do mercado, por isso defendem o Estado mínimo para que a iniciativa produtiva, os empresários, diminuam os gastos com impostos, para que tenham mais recursos para investir”, critica. De acordo com Marilane Teixeira, um eventual governo Temer não vai retomar os níveis de investimento criados pelas políticas púbicas, pelo contrário. “Vão mexer na Constituição de 1988 para desvincular recursos obrigatórios para a saúde, a educação, a assistência social e o funcionalismo público. Primeiro vão acabar com a contratação, segundo com os reajustes salariais e depois retirar todos os benefícios, conforme o modelo do ajuste fiscal norte-americano”.



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