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Negros perdem emprego e renda no governo de Michel Temer

Proporção de desempregados na população em idade ativa (PIA) elevou-se em todas as regiões.

Escrito por: Manoel Ramires • Publicado em: 20/11/2017 - 17:53 • Última modificação: 20/11/2017 - 17:59 Escrito por: Manoel Ramires Publicado em: 20/11/2017 - 17:53 Última modificação: 20/11/2017 - 17:59

PSDB-MG Luislinda Valois, única ministra negra de Temer, é cotada para ser exonerada.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgou pesquisa sobre empregos e renda da população negra no Brasil. Os números do Sistema PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) se baseiam em dados do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e do Ministério Público do Trabalho. De acordo com os dados, a população negra se mantém subrrepresentada entre os desempregados, em todas as regiões pesquisadas. Os números captados estão relacionados a quatro capitais (São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador) e o Distrito Federal.

Entre 2015 e 2016, houve aumento nas taxas de desemprego de negros e brancoss em todas as regiões. Em Fortaleza, Porto Alegre e São Paulo o acréscimo foi maior para os negros, no Distrito Federal e Salvador foi maior para os não negros.

A proporção de desempregados na população em idade ativa (PIA) elevou-se em todas as regiões, porém de modo mais intenso em Fortaleza. A proporção de ocupados reduziu nas cinco regiões, de modo menos intenso no Distrito Federal. A proporção de inativos na PIA, diminuiu em Salvador, aumentou no Distrito Federal, em Fortaleza, São Paulo e, de modo mais intenso, em Porto Alegre.

Em quase todas as regiões, a Indústria de Transformação perde importância na estrutura ocupacional de negros e não negros, enquanto os Serviços aumenta a sua participação. O Dieese chama atenção para empregos com características de gênero. Enquanto a maior proporção de homens negros trabalha na Construção, sendo maioria em relação aos brancos também, as Mulheres negras são contratadas para serviços domésticos, com condições de trabalho mais precárias e de menores rendimentos. “Em todas as regiões as mulheres negras convivem com as maiores taxas de desemprego e os homens não negros com as menores taxas”, destaca o estudo.

A maior diferença observada entre as taxas desses dos segmentos doméstico e construção está em Porto Alegre e São Paulo. No Distrito Federal, em Fortaleza e Salvador a desigualdade de gênero supera a desigualdade racial, ao notar que as taxas de desemprego das mulheres não negras são superiores às dos homens negros.

Fora do serviço público
O DIEESE também detectou que negros não são maioria no setor público. “Considerando a posição na ocupação, o emprego no setor privado tem maior participação relativa na estrutura ocupacional dos negros, enquanto o assalariamento no setor público tem maior peso na dos não negros”, separa.

Renda
Em comparação ao rendimento médio real por hora trabalhada do homem não negro, houve aumento da distância dos rendimentos das mulheres negras e homens negros no Distrito Federal. As mulheres negras reduziram levemente a distância em Porto Alegre e São Paulo e, de modo mais significativo, em Salvador. Os homens negros reduziram a diferença apenas em Fortaleza e Salvador.

“Em todas as regiões, houve declínio do rendimento médio dos ocupados, as únicas exceções ocorreram entre as mulheres negras do Distrito Federal e de Fortaleza. Mas o destaque histórico ainda é a grande distância que separa os rendimentos de homens não negros e de mulheres negras, independente da região analisada”, analisa a entidade.

Título: Negros perdem emprego e renda no governo de Michel Temer, Conteúdo: O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgou pesquisa sobre empregos e renda da população negra no Brasil. Os números do Sistema PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) se baseiam em dados do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e do Ministério Público do Trabalho. De acordo com os dados, a população negra se mantém subrrepresentada entre os desempregados, em todas as regiões pesquisadas. Os números captados estão relacionados a quatro capitais (São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza e Salvador) e o Distrito Federal. Entre 2015 e 2016, houve aumento nas taxas de desemprego de negros e brancoss em todas as regiões. Em Fortaleza, Porto Alegre e São Paulo o acréscimo foi maior para os negros, no Distrito Federal e Salvador foi maior para os não negros. A proporção de desempregados na população em idade ativa (PIA) elevou-se em todas as regiões, porém de modo mais intenso em Fortaleza. A proporção de ocupados reduziu nas cinco regiões, de modo menos intenso no Distrito Federal. A proporção de inativos na PIA, diminuiu em Salvador, aumentou no Distrito Federal, em Fortaleza, São Paulo e, de modo mais intenso, em Porto Alegre. Em quase todas as regiões, a Indústria de Transformação perde importância na estrutura ocupacional de negros e não negros, enquanto os Serviços aumenta a sua participação. O Dieese chama atenção para empregos com características de gênero. Enquanto a maior proporção de homens negros trabalha na Construção, sendo maioria em relação aos brancos também, as Mulheres negras são contratadas para serviços domésticos, com condições de trabalho mais precárias e de menores rendimentos. “Em todas as regiões as mulheres negras convivem com as maiores taxas de desemprego e os homens não negros com as menores taxas”, destaca o estudo. A maior diferença observada entre as taxas desses dos segmentos doméstico e construção está em Porto Alegre e São Paulo. No Distrito Federal, em Fortaleza e Salvador a desigualdade de gênero supera a desigualdade racial, ao notar que as taxas de desemprego das mulheres não negras são superiores às dos homens negros. Fora do serviço público O DIEESE também detectou que negros não são maioria no setor público. “Considerando a posição na ocupação, o emprego no setor privado tem maior participação relativa na estrutura ocupacional dos negros, enquanto o assalariamento no setor público tem maior peso na dos não negros”, separa. Renda Em comparação ao rendimento médio real por hora trabalhada do homem não negro, houve aumento da distância dos rendimentos das mulheres negras e homens negros no Distrito Federal. As mulheres negras reduziram levemente a distância em Porto Alegre e São Paulo e, de modo mais significativo, em Salvador. Os homens negros reduziram a diferença apenas em Fortaleza e Salvador. “Em todas as regiões, houve declínio do rendimento médio dos ocupados, as únicas exceções ocorreram entre as mulheres negras do Distrito Federal e de Fortaleza. Mas o destaque histórico ainda é a grande distância que separa os rendimentos de homens não negros e de mulheres negras, independente da região analisada”, analisa a entidade.



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