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Municipais de Curitiba aprovam greve para dia 18 de abril

Ideia é fazer atividades com outros sindicatos contra Pacote de Maldades

Escrito por: CUT-PR • Publicado em: 05/04/2017 - 19:36 • Última modificação: 05/04/2017 - 19:53 Escrito por: CUT-PR Publicado em: 05/04/2017 - 19:36 Última modificação: 05/04/2017 - 19:53

CUT-PR Municipais voltam a se reunir dia 17 para reafirmar a paralisação por tempo indeterminado

Os servidores municipais de Curitiba aprovaram greve a partir do dia 18 de abril. A paralisação é contra o Pacote de Maldades do prefeito Rafael Greca (PMN), que enviou projetos de lei à Câmara Municipal de Curitiba. Os textos congelam os salários dos municipais até novembro e sem determinar o valor de reajuste, suspende planos de carreira, aumenta a contribuição do Instituto de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC), além de tentar sacar R$ 600 milhões.

Os protestos também são contra o aumento de impostos sugeridos pelo governo municipal. Greca quer aumentar a tarifa do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) nos valores de 2,4% para 2,7% em imóveis no valor entre R$ 140 mil a R$ 300 mil. A medida poupa os mais ricos do aumento de impostos. O prefeito também quer cobrar dos mais pobres, aumentando o IPTU e cobrando a taxa do lixo de famílias isentas.

A coordenadora geral do Sismuc Irene Rodrigues destacou a necessidade de “abrir a conversa com todos os segmentos que trabalham na prefeitura. A ideia é fazer um movimento geral. Não temos a intenção de prejudicar a população. Só vamos mostrar nossa indignação diante de uma gestão que fechou todos os espaços de diálogo”.

Durante a assembleia, também ficou definida a necessidade de construir uma greve geral com os demais sindicatos municipais de Curitiba. As outras entidades devem realizar suas assembleias para confirmar a mobilização em conjunto. Os municipais definiram um encontro no dia 17 para reafirmar a paralisação por tempo indeterminado.

A categoria faz severas críticas ao prefeito Rafael Greca. Ele tem sido acusado de ser autoritário, uma vez que não recebeu os sindicatos antes de encaminhar os projetos ao legislativo municipal. A postura de Greca é questionada pela coordenadora geral:

“Ele não pode ficar colocando adjetivos nos servidores. Greca diz que as pessoas inteligentes iam concordar com o pacotaço. Nós somos inteligentes, por isso estamos reclamando”, alfinetou.

Poupando os "donos da cidade"

Por outro lado, o prefeito Rafael Greca não apresentou, nos doze projetos, nenhum tipo de moratória para os credores da Prefeitura de Curitiba. A ideia de Greca é “premiar” – pagamento primeiro - quem dá desconto para o município. “O interessado que propuser melhor desconto à dívida do Município terá seu crédito satisfeito à vista”, resume a mensagem enviada por Greca ao Legislativo.

O gestor, que se reuniu com empresários para pedir apoio às medidas que punem servidores e população, também não apresentou nenhum projeto que faça os mais ricos aumentarem sua contribuição. Propostas como IPTU progressivo não foram incluídas no pacotaço. Curitiba, por exemplo, tem atualmente R$ 5 bilhões para ser recebido de empresas e pessoas físicas.

Mobilizações

Uma das ideias é realizar atividades nas regionais de Curitiba. Os atos devem distribuir edições do Jornal Curitiba de Verdade. A publicação aborda os detalhes dos Projetos de Lei que retiram direitos dos servidores e aumentam impostos para população mais pobre. As manifestações ocorrem no Fazendinha, CIC, Portão, Bairro Novo, Tatuquara, Cajuru, Boa Vista, Matriz, Boqueirão e Carmo.

Banca na Rua XV

Outra manifestação é a instalação de uma Banca na Rua XV, no Centro de Curitiba. Nesse local, a direção do sindicato e os servidores vão explicar para a população o Pacote de Maldades de Greca e que alternativas podem ser utilizadas para enfrentar a falada crise financeira de Curitiba.

Coletivos

Os coletivos por categoria também devem ser antecipados para a próxima semana. A intenção é organizar os trabalhadores e mobilizar para assembleia geral conjunta com outros sindicatos no dia 17 de abril. Durante os coletivos devem ser eleitos cinco membros que devem compor o comando geral da greve.

Título: Municipais de Curitiba aprovam greve para dia 18 de abril, Conteúdo: Os servidores municipais de Curitiba aprovaram greve a partir do dia 18 de abril. A paralisação é contra o Pacote de Maldades do prefeito Rafael Greca (PMN), que enviou projetos de lei à Câmara Municipal de Curitiba. Os textos congelam os salários dos municipais até novembro e sem determinar o valor de reajuste, suspende planos de carreira, aumenta a contribuição do Instituto de Previdência Municipal de Curitiba (IPMC), além de tentar sacar R$ 600 milhões. Os protestos também são contra o aumento de impostos sugeridos pelo governo municipal. Greca quer aumentar a tarifa do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) nos valores de 2,4% para 2,7% em imóveis no valor entre R$ 140 mil a R$ 300 mil. A medida poupa os mais ricos do aumento de impostos. O prefeito também quer cobrar dos mais pobres, aumentando o IPTU e cobrando a taxa do lixo de famílias isentas. A coordenadora geral do Sismuc Irene Rodrigues destacou a necessidade de “abrir a conversa com todos os segmentos que trabalham na prefeitura. A ideia é fazer um movimento geral. Não temos a intenção de prejudicar a população. Só vamos mostrar nossa indignação diante de uma gestão que fechou todos os espaços de diálogo”. Durante a assembleia, também ficou definida a necessidade de construir uma greve geral com os demais sindicatos municipais de Curitiba. As outras entidades devem realizar suas assembleias para confirmar a mobilização em conjunto. Os municipais definiram um encontro no dia 17 para reafirmar a paralisação por tempo indeterminado. A categoria faz severas críticas ao prefeito Rafael Greca. Ele tem sido acusado de ser autoritário, uma vez que não recebeu os sindicatos antes de encaminhar os projetos ao legislativo municipal. A postura de Greca é questionada pela coordenadora geral: “Ele não pode ficar colocando adjetivos nos servidores. Greca diz que as pessoas inteligentes iam concordar com o pacotaço. Nós somos inteligentes, por isso estamos reclamando”, alfinetou. Poupando os donos da cidade Por outro lado, o prefeito Rafael Greca não apresentou, nos doze projetos, nenhum tipo de moratória para os credores da Prefeitura de Curitiba. A ideia de Greca é “premiar” – pagamento primeiro - quem dá desconto para o município. “O interessado que propuser melhor desconto à dívida do Município terá seu crédito satisfeito à vista”, resume a mensagem enviada por Greca ao Legislativo. O gestor, que se reuniu com empresários para pedir apoio às medidas que punem servidores e população, também não apresentou nenhum projeto que faça os mais ricos aumentarem sua contribuição. Propostas como IPTU progressivo não foram incluídas no pacotaço. Curitiba, por exemplo, tem atualmente R$ 5 bilhões para ser recebido de empresas e pessoas físicas. Mobilizações Uma das ideias é realizar atividades nas regionais de Curitiba. Os atos devem distribuir edições do Jornal Curitiba de Verdade. A publicação aborda os detalhes dos Projetos de Lei que retiram direitos dos servidores e aumentam impostos para população mais pobre. As manifestações ocorrem no Fazendinha, CIC, Portão, Bairro Novo, Tatuquara, Cajuru, Boa Vista, Matriz, Boqueirão e Carmo. Banca na Rua XV Outra manifestação é a instalação de uma Banca na Rua XV, no Centro de Curitiba. Nesse local, a direção do sindicato e os servidores vão explicar para a população o Pacote de Maldades de Greca e que alternativas podem ser utilizadas para enfrentar a falada crise financeira de Curitiba. Coletivos Os coletivos por categoria também devem ser antecipados para a próxima semana. A intenção é organizar os trabalhadores e mobilizar para assembleia geral conjunta com outros sindicatos no dia 17 de abril. Durante os coletivos devem ser eleitos cinco membros que devem compor o comando geral da greve.



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