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Mulheres trabalhadoras se organizam para enfrentar desafios

Mais de 20 estados estiveram presentes na reunião do Coletivo Nacional de Mulheres da CUT.

Escrito por: Érica Aragão • Publicado em: 29/09/2015 - 20:10 Escrito por: Érica Aragão Publicado em: 29/09/2015 - 20:10

Érica Aragão

Paridade, fortalecimento das mulheres para barrar o conservadorismo são pautas da Reunião do Coletivo Nacional de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Cooperinca-Cajamar, em São Paulo, que aconteceu nesta terça (29).
 
Uma dinâmica de grupo deu início ao encontro que teve a presença de secretárias de mulheres e assessoras de mais de 20 estados das CUTs, Confederações e Federações no Brasil.
 
Cartões, bolsas, broches, celulares, lenços, canetas, crachás, relógios e agendas foram utilizados para representar um cenário de lutas, emoções, decepções e desafios  tanto das mulheres   chegam como daquelas  se afastam do movimento sindical.
 
Na mesa de abertura do encontro estiveram representando a CUT nacional a Vice-Presidenta, Carmen Foro, a Secretária Nacional de Mulheres Trabalhadoras, Rosane Silva, a Secretária de Saúde do Trabalhador, Junéia Batista e Secretária de Combate ao racismo, Maria Júlia Reis.
 
Para Carmen o principal desafio hoje é compreender o momento que estamos vivendo. “Existe uma crise do capitalismo, uma crise política, econômica e uma disputa da direita pelo poder. Apesar de muitas conquistas neste últimos 12 anos, nós deixamos de fazer mudanças importantes como a democratização da mídia e a reforma política e estamos pagando o preço por isso”, afirma a vice-presidenta.
 
“A mídia nos destrói, porque as poucas famílias que são donas da mídia monopolizam as informações e a falta de representatividade no Congresso Nacional, que joga o mesmo jogo político desde a redemocratização do país”.
 
Por outro lado, o fim do financiamento empresarial de campanha é uma grande conquista no meio deste momento delicado da política brasileira. “É inaceitável 20 empresas terem financiado mais de 80% dos parlamentares eleitos na última eleição. Eles financiam mas depois querem ser beneficiados”, destacou Carmen.
 
Rosane Silva lembrou da aprovação do Estatuto da Família, na Comissão de Constituição e Justiça, que restringe o conceito de família como união entre homem e mulher. “Pensar como é que as mulheres trabalhadoras estão se organizando para resistir a ofensiva conservadora é fundamental”, disse ela.
 
Maria Júlia também citou as reformas que deveriam ter acontecido, como a democratização da mídia e a reforma política, mas também destacou o perfil da sociedade em que vivemos. “A sociedade que fizemos parte é machista, homofobica e racista e isso refletiu no Congresso. Mesmo o ex-presidente Lula ter sido vítima de preconceitos, Dilma sofre muito mais, pelo fato de ser mulher”, afirmou Júlia.
 
Ela também falou sobre corrupção e a blindagem da mídia ao PSDB. “A mídia aborda a questão da corrupção como se ela tivesse surgido nos governos petistas, mas não fala sobre os engavetamentos de processos de escândalos na época do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também não fala especificamente da crise hídrica de São Paulo, por má gestão do PSDB, que há 20 anos está no governo do estado, a mídia nacionaliza o problema”, lembra Maria Júlia.
 
A secretária de Saúde do Trabalhador lembrou que a presidenta  Dilma não teve muita opção política de construir políticas com o pior Congresso eleito desde 1964. Ela também destacou o papel da CUT na conjuntura, citou ódio e o fascismo que cresce na população brasileira e falou da disputa da direita para tirar a presidenta do poder. “Nós da CUT defendemos o estado de direito e a democracia. Nós nos juntamos a Frente Brasil Popular para defendemos os direitos da classe trabalhadora e a legitimidade do governo da presidenta, apesar das medidas que ela vem tomando”, destacou ela.
 
Juneia também provocou o debate falando sobre os desafios das mulheres para a próxima gestão da CUT nacional. “Nós mulheres, depois de um longo trabalho da Rosane na frente da secretaria e a conquista da paridade, teremos que discutir a qualidade de paridade que nós teremos. Queremos estar na frente das mesas de negociação, no governo, porque somos 50% da classe trabalhadora”, finaliza Juneia.
 
A discussão também foi em torno da atuação para o 12º Congresso da CUT, no qual teremos a aplicação da paridade. “Nós teremos uma direção metade mulheres e a outra metade homens e que a gente possa entrar neste congresso com toda nossa energia, com toda nossa garra das mulheres trabalhadoras da CUT. Que a nossa central saia deste congresso muito mais fortalecida, combativa e feminista”, finaliza Rosane.
 
Desafios das mulheres
Durante a reunião, as mulheres discutiram os desafios para o próximo período na CUT, alguns deles são: consolidar a paridade na CUT, disputa das mulheres nos espaços de poder, estrutura financeira para as secretarias, unidade das mulheres, qualificações das mulheres.
 
Combate permanente a qualquer tipo de violência, lutar para impedir a pauta conservadora, avanças nas políticas públicas para as mulheres, igualdade nos direitos trabalhistas para as domésticas.
 
Ampliar e garantir creche com qualidade e escola em tempo integral, campanha permanente contra o sistema patriarcal. Lutar pela ratificação da convenção 156, que iguala a oportunidade e direitos entre homens e mulheres, construir e manter relações com os movimentos sociais e formação feminista permanente.
 
Formação Feminista
A partir desta quarta (30) começa o último módulo de formação feminista da CUT nacional, também em Cajamar. O 6º Encontro Nacional do Projeto tem como tema: Fortalecimento político das mulheres para garantir e ampliar direitos, promover igualdade no mundo do trabalho e autonomia econômica – Ações de fortalecimento político das trabalhadoras em seus espaços de inserção e atuação política.
 
Mais de 50 mulheres representando quase todos os Estados irão debater políticas públicas, a história da organização e lutas das mulheres na CUT, o feminismo cutista e a relação como os movimentos de mulheres e a presença das mulheres cutistas na construção de propostas e na implementação de políticas públicas. Na sexta (02) terminará o curso de formação feminista e acontecerá a cerimônia de formatura das mulheres cutistas.
Título: Mulheres trabalhadoras se organizam para enfrentar desafios, Conteúdo: Paridade, fortalecimento das mulheres para barrar o conservadorismo são pautas da Reunião do Coletivo Nacional de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Cooperinca-Cajamar, em São Paulo, que aconteceu nesta terça (29).   Uma dinâmica de grupo deu início ao encontro que teve a presença de secretárias de mulheres e assessoras de mais de 20 estados das CUTs, Confederações e Federações no Brasil.   Cartões, bolsas, broches, celulares, lenços, canetas, crachás, relógios e agendas foram utilizados para representar um cenário de lutas, emoções, decepções e desafios  tanto das mulheres   chegam como daquelas  se afastam do movimento sindical.   Na mesa de abertura do encontro estiveram representando a CUT nacional a Vice-Presidenta, Carmen Foro, a Secretária Nacional de Mulheres Trabalhadoras, Rosane Silva, a Secretária de Saúde do Trabalhador, Junéia Batista e Secretária de Combate ao racismo, Maria Júlia Reis.   Para Carmen o principal desafio hoje é compreender o momento que estamos vivendo. “Existe uma crise do capitalismo, uma crise política, econômica e uma disputa da direita pelo poder. Apesar de muitas conquistas neste últimos 12 anos, nós deixamos de fazer mudanças importantes como a democratização da mídia e a reforma política e estamos pagando o preço por isso”, afirma a vice-presidenta.   “A mídia nos destrói, porque as poucas famílias que são donas da mídia monopolizam as informações e a falta de representatividade no Congresso Nacional, que joga o mesmo jogo político desde a redemocratização do país”.   Por outro lado, o fim do financiamento empresarial de campanha é uma grande conquista no meio deste momento delicado da política brasileira. “É inaceitável 20 empresas terem financiado mais de 80% dos parlamentares eleitos na última eleição. Eles financiam mas depois querem ser beneficiados”, destacou Carmen.   Rosane Silva lembrou da aprovação do Estatuto da Família, na Comissão de Constituição e Justiça, que restringe o conceito de família como união entre homem e mulher. “Pensar como é que as mulheres trabalhadoras estão se organizando para resistir a ofensiva conservadora é fundamental”, disse ela.   Maria Júlia também citou as reformas que deveriam ter acontecido, como a democratização da mídia e a reforma política, mas também destacou o perfil da sociedade em que vivemos. “A sociedade que fizemos parte é machista, homofobica e racista e isso refletiu no Congresso. Mesmo o ex-presidente Lula ter sido vítima de preconceitos, Dilma sofre muito mais, pelo fato de ser mulher”, afirmou Júlia.   Ela também falou sobre corrupção e a blindagem da mídia ao PSDB. “A mídia aborda a questão da corrupção como se ela tivesse surgido nos governos petistas, mas não fala sobre os engavetamentos de processos de escândalos na época do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Também não fala especificamente da crise hídrica de São Paulo, por má gestão do PSDB, que há 20 anos está no governo do estado, a mídia nacionaliza o problema”, lembra Maria Júlia.   A secretária de Saúde do Trabalhador lembrou que a presidenta  Dilma não teve muita opção política de construir políticas com o pior Congresso eleito desde 1964. Ela também destacou o papel da CUT na conjuntura, citou ódio e o fascismo que cresce na população brasileira e falou da disputa da direita para tirar a presidenta do poder. “Nós da CUT defendemos o estado de direito e a democracia. Nós nos juntamos a Frente Brasil Popular para defendemos os direitos da classe trabalhadora e a legitimidade do governo da presidenta, apesar das medidas que ela vem tomando”, destacou ela.   Juneia também provocou o debate falando sobre os desafios das mulheres para a próxima gestão da CUT nacional. “Nós mulheres, depois de um longo trabalho da Rosane na frente da secretaria e a conquista da paridade, teremos que discutir a qualidade de paridade que nós teremos. Queremos estar na frente das mesas de negociação, no governo, porque somos 50% da classe trabalhadora”, finaliza Juneia.   A discussão também foi em torno da atuação para o 12º Congresso da CUT, no qual teremos a aplicação da paridade. “Nós teremos uma direção metade mulheres e a outra metade homens e que a gente possa entrar neste congresso com toda nossa energia, com toda nossa garra das mulheres trabalhadoras da CUT. Que a nossa central saia deste congresso muito mais fortalecida, combativa e feminista”, finaliza Rosane.   Desafios das mulheres Durante a reunião, as mulheres discutiram os desafios para o próximo período na CUT, alguns deles são: consolidar a paridade na CUT, disputa das mulheres nos espaços de poder, estrutura financeira para as secretarias, unidade das mulheres, qualificações das mulheres.   Combate permanente a qualquer tipo de violência, lutar para impedir a pauta conservadora, avanças nas políticas públicas para as mulheres, igualdade nos direitos trabalhistas para as domésticas.   Ampliar e garantir creche com qualidade e escola em tempo integral, campanha permanente contra o sistema patriarcal. Lutar pela ratificação da convenção 156, que iguala a oportunidade e direitos entre homens e mulheres, construir e manter relações com os movimentos sociais e formação feminista permanente.   Formação Feminista A partir desta quarta (30) começa o último módulo de formação feminista da CUT nacional, também em Cajamar. O 6º Encontro Nacional do Projeto tem como tema: Fortalecimento político das mulheres para garantir e ampliar direitos, promover igualdade no mundo do trabalho e autonomia econômica – Ações de fortalecimento político das trabalhadoras em seus espaços de inserção e atuação política.   Mais de 50 mulheres representando quase todos os Estados irão debater políticas públicas, a história da organização e lutas das mulheres na CUT, o feminismo cutista e a relação como os movimentos de mulheres e a presença das mulheres cutistas na construção de propostas e na implementação de políticas públicas. Na sexta (02) terminará o curso de formação feminista e acontecerá a cerimônia de formatura das mulheres cutistas.



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