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Movimentos resistem contra o PL da Terceirização

A maior concentração ocorreu em Brasília, onde cerca de três mil trabalhadores mobilizaram-se na Câmara dos Deputados.

Escrito por: CONFETAM • Publicado em: 10/04/2015 - 00:00 • Última modificação: 03/08/2015 - 16:22 Escrito por: CONFETAM Publicado em: 10/04/2015 - 00:00 Última modificação: 03/08/2015 - 16:22

As centrais sindicais e movimentos sociais foram às ruas em 17 estados e no Distrito Federal, nessa terça-feira (7), lutar contra o projeto que regulamenta a terceirização na iniciativa privada e nas empresas públicas e de economia mista (PL 4330/04).

Entenda o que está em jogo com o PL 4330.

O Plenário da Casa aprovou nesta terça-feira, por 316 votos favoráveis, 166 contrários e 3 abstenções, a urgência do projeto. A proposta, que libera a terceirização “ampla, geral, e irrestrita”, segundo Paulo Vannuchi, analista político da Rádio Brasil Atual, será votada nesta quarta-feira (8).

Em encontro com o presidente da CUT, Vagner Freitas, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se mostrou irredutível na sua convicção de votar o projeto. Ainda de acordo com Paulo Vannuchi, tal posição está no bojo da “ofensiva conservadora e reacionária”, que é liderada pelo deputado do PMDB. Tal episódio “deixa nítidos os conflitos de classe”, afirma.

Violência gratuita
Fora da Câmara, os trabalhadores presentes sofreram ao serem impedidos de acessar o Congresso, que deveria ser a Casa do Povo. Os manifestantes foram duramente reprimidos pelo Departamento de Política Legislativa (Depol), sob ordens de Eduardo Cunha. O saldo do dia foram dezenas de pessoas vítimas de gás de pimenta, oito manifestantes e dois parlamentares feridos. Assessor da CUT, Nelson Canesin foi violentamente agredido pelos policiais, sofrendo ferimentos graves na cabeça. O sindicalista recebeu atendimento médico e está se recuperando.

A professora Vilani Oliveira, presidenta da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), avalia o episódio como uma afronta à liberdade de expressão e à organização social. “Impeos trabalhadores de se manifestarem é uma ação ditatorial. É inadmissível querer reprimir a voz dos movimentos sociais, ainda por cima na base da violência gratuita. Mas a resposta é clara: a classe trabalhadora vai resistir na luta contra a terceirização. Não vamos ceder”, ressalta.

Coalização de forças
PT e PCdoB adiantaram o voto contrário antes mesmo do início da discussão da urgência. Na votação do regime de urgência, outros partidos foram contra: PSOL, PROS, PDT, PRB, PTN, PMN, PRP, PSDC, PRTB, PTC, PSL e PTdoB. Os favoráveis à votação imediata nesta semana foram PMDB, PP, PTB, PSC, PHS, PEN, PSDB, PSD, PR, DEM, Solidariedade, PPS e PV. O PSB, entretanto, liberou a sua bancada.

Mantida esta correlação, os trabalhadores podem ser derrotados. Caso isto ocorra, Graça Costa, secretária de relações do trabalho da CUT, adverte: “Vamos colocar seus rostos em cartazes e a população vai saber quem precarizou o direito dos trabalhadores”.

Graça destaca ainda os prejuízos causados pelo sindicalismo que se alia a interesses empresariais em troca de recursos, atacando direitos trabalhistas, a exemplo do envolvimento do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), também presidente da Força Sindical.

A CUT está articulando uma nova paralisação geral contra o PL 4330, com data a ainda a ser definida.

Com informações da Rede Brasil Atual, CUT e UOL.
 

Título: Movimentos resistem contra o PL da Terceirização, Conteúdo: As centrais sindicais e movimentos sociais foram às ruas em 17 estados e no Distrito Federal, nessa terça-feira (7), lutar contra o projeto que regulamenta a terceirização na iniciativa privada e nas empresas públicas e de economia mista (PL 4330/04). Entenda o que está em jogo com o PL 4330. O Plenário da Casa aprovou nesta terça-feira, por 316 votos favoráveis, 166 contrários e 3 abstenções, a urgência do projeto. A proposta, que libera a terceirização “ampla, geral, e irrestrita”, segundo Paulo Vannuchi, analista político da Rádio Brasil Atual, será votada nesta quarta-feira (8). Em encontro com o presidente da CUT, Vagner Freitas, o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se mostrou irredutível na sua convicção de votar o projeto. Ainda de acordo com Paulo Vannuchi, tal posição está no bojo da “ofensiva conservadora e reacionária”, que é liderada pelo deputado do PMDB. Tal episódio “deixa nítidos os conflitos de classe”, afirma. Violência gratuita Fora da Câmara, os trabalhadores presentes sofreram ao serem impedidos de acessar o Congresso, que deveria ser a Casa do Povo. Os manifestantes foram duramente reprimidos pelo Departamento de Política Legislativa (Depol), sob ordens de Eduardo Cunha. O saldo do dia foram dezenas de pessoas vítimas de gás de pimenta, oito manifestantes e dois parlamentares feridos. Assessor da CUT, Nelson Canesin foi violentamente agredido pelos policiais, sofrendo ferimentos graves na cabeça. O sindicalista recebeu atendimento médico e está se recuperando. A professora Vilani Oliveira, presidenta da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), avalia o episódio como uma afronta à liberdade de expressão e à organização social. “Impeos trabalhadores de se manifestarem é uma ação ditatorial. É inadmissível querer reprimir a voz dos movimentos sociais, ainda por cima na base da violência gratuita. Mas a resposta é clara: a classe trabalhadora vai resistir na luta contra a terceirização. Não vamos ceder”, ressalta. Coalização de forças PT e PCdoB adiantaram o voto contrário antes mesmo do início da discussão da urgência. Na votação do regime de urgência, outros partidos foram contra: PSOL, PROS, PDT, PRB, PTN, PMN, PRP, PSDC, PRTB, PTC, PSL e PTdoB. Os favoráveis à votação imediata nesta semana foram PMDB, PP, PTB, PSC, PHS, PEN, PSDB, PSD, PR, DEM, Solidariedade, PPS e PV. O PSB, entretanto, liberou a sua bancada. Mantida esta correlação, os trabalhadores podem ser derrotados. Caso isto ocorra, Graça Costa, secretária de relações do trabalho da CUT, adverte: “Vamos colocar seus rostos em cartazes e a população vai saber quem precarizou o direito dos trabalhadores”. Graça destaca ainda os prejuízos causados pelo sindicalismo que se alia a interesses empresariais em troca de recursos, atacando direitos trabalhistas, a exemplo do envolvimento do deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), também presidente da Força Sindical. A CUT está articulando uma nova paralisação geral contra o PL 4330, com data a ainda a ser definida. Com informações da Rede Brasil Atual, CUT e UOL.  



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