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Metade dos professores não recomendaria a própria profissão para um jovem

Pesquisa revela que professores não recomendariam profissão aos jovens por considerá-la desvalorizada. Um terço da categoria está insatisfeita com a profissão.

Escrito por: Redação CUT • Publicado em: 31/07/2018 - 15:45 • Última modificação: 31/07/2018 - 15:50 Escrito por: Redação CUT Publicado em: 31/07/2018 - 15:45 Última modificação: 31/07/2018 - 15:50

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Quase metade (49%) dos professores brasileiros não recomendaria a própria profissão para um jovem por considerá-la desvalorizada. Apenas 21% afirmam estar totalmente satisfeitos com a atividade docente. Um terço (33%) diz estar totalmente insatisfeito com a profissão.

Os dados são da pesquisa Profissão Docente, da organização Todos Pela Educação e do Itaú Social, que ouviu 2.160 professores da educação básica (da educação infantil até o ensino médio) das redes pública e privada de todo o Brasil. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (30), foi realizada  entre os dias 16 de março e 7 de maio deste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Entre os professores entrevistados, 68% são mulheres, com média de 43 anos de idade e 17 de carreira. A maioria (70%) possui especialização e 56% dá aula na rede pública municipal.

De acordo com o levantamento feito pelo Ibope Inteligência em parceria com a rede Conhecimento Social, 78% dos professores afirmam ter escolhido a carreira principalmente por aspectos ligados à afinidade com a profissão, como o prazer por ensinar ou transmitir conhecimento (34%) e a aptidão e talento para ser professor (13%).

Formação

Os docentes apontam como medidas mais importantes para a valorização da carreira, a formação continuada (69%) e a escuta dos docentes para a formulação de políticas educacionais (67%). Eles consideram urgente a restauração da autoridade e o respeito à figura do professor (64%) e o aumento salarial (62%).

Remuneração

A remuneração média dos professores no Brasil atualmente, segundo a pesquisa, é de R$ 4.451,56. A maioria dos docentes (71%) tem a profissão como principal renda da casa e 29% afirmam ter outra atividade como fonte de renda complementar.

63% dizem trabalhar em um colégio, enquanto 30% dizem trabalhar em dois.

Sala de aula

Segundo a pesquisa, um em cada três professores tem contrato com carga horária de menos de 20 horas semanais, o que pode ter impacto na renda e no cumprimento de um terço da carga horária, prevista na Lei do Piso do Magistério para atividades extraclasse.

Os professores ouvidos pela pesquisa consideram que é papel das secretarias de Educação oferecer oportunidades de formação continuada (76%), mas não concordam que programas educacionais estejam alinhados à realidade da escola (66%). Eles apontam, ainda, a falta um "bom canal de comunicação" entre a gestão e os docentes (64%), e dizem que não há envolvimento dos professores nas decisões relacionadas às políticas públicas (72%). Também consideram aspectos ligados a carreira mal atendidos, como o apoio a questões de saúde e psicológicas (84%) e ao salário (73%).

Título: Metade dos professores não recomendaria a própria profissão para um jovem, Conteúdo: Quase metade (49%) dos professores brasileiros não recomendaria a própria profissão para um jovem por considerá-la desvalorizada. Apenas 21% afirmam estar totalmente satisfeitos com a atividade docente. Um terço (33%) diz estar totalmente insatisfeito com a profissão. Os dados são da pesquisa Profissão Docente, da organização Todos Pela Educação e do Itaú Social, que ouviu 2.160 professores da educação básica (da educação infantil até o ensino médio) das redes pública e privada de todo o Brasil. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (30), foi realizada  entre os dias 16 de março e 7 de maio deste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Entre os professores entrevistados, 68% são mulheres, com média de 43 anos de idade e 17 de carreira. A maioria (70%) possui especialização e 56% dá aula na rede pública municipal. De acordo com o levantamento feito pelo Ibope Inteligência em parceria com a rede Conhecimento Social, 78% dos professores afirmam ter escolhido a carreira principalmente por aspectos ligados à afinidade com a profissão, como o prazer por ensinar ou transmitir conhecimento (34%) e a aptidão e talento para ser professor (13%). Formação Os docentes apontam como medidas mais importantes para a valorização da carreira, a formação continuada (69%) e a escuta dos docentes para a formulação de políticas educacionais (67%). Eles consideram urgente a restauração da autoridade e o respeito à figura do professor (64%) e o aumento salarial (62%). Remuneração A remuneração média dos professores no Brasil atualmente, segundo a pesquisa, é de R$ 4.451,56. A maioria dos docentes (71%) tem a profissão como principal renda da casa e 29% afirmam ter outra atividade como fonte de renda complementar. 63% dizem trabalhar em um colégio, enquanto 30% dizem trabalhar em dois. Sala de aula Segundo a pesquisa, um em cada três professores tem contrato com carga horária de menos de 20 horas semanais, o que pode ter impacto na renda e no cumprimento de um terço da carga horária, prevista na Lei do Piso do Magistério para atividades extraclasse. Os professores ouvidos pela pesquisa consideram que é papel das secretarias de Educação oferecer oportunidades de formação continuada (76%), mas não concordam que programas educacionais estejam alinhados à realidade da escola (66%). Eles apontam, ainda, a falta um bom canal de comunicação entre a gestão e os docentes (64%), e dizem que não há envolvimento dos professores nas decisões relacionadas às políticas públicas (72%). Também consideram aspectos ligados a carreira mal atendidos, como o apoio a questões de saúde e psicológicas (84%) e ao salário (73%).



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