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Marcha das centrais e movimentos sociais vai cobrar desenvolvimento com valorização do trabalho

Secretário geral da CUT, Sérgio Nobre destaca necessidade de valorizar a empresa nacional, garantindo contrapartidas sociais

Escrito por: • Publicado em: 04/02/2013 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 04/02/2013 - 00:00

Lideranças da CUT e das demais centrais sindicais (CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT) estiveram reunidas nesta segunda-feira (4) na capital paulista para ultimar os preparativos para a Marcha a Brasília, no próximo dia 6 de março. Em entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho, o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores, Sérgio Nobre destaca as principais definições da reunião, que ampliou o caráter da mobilização para “Marcha das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais”, sublinhando a importância de uma “ação unificada para sensibilizar o governo e os parlamentares para a pauta da classe, que é de toda a sociedade brasileira, por um desenvolvimento com valorização do trabalho e distribuição de renda”.
A convocação para o dia 6 de março ganhou caráter mais amplo do que uma marcha apenas das centrais sindicais e passou a incorporar os movimentos sociais. Quais foram as razões desta decisão?
Há uma visão comum entre as centrais de que há importantes pontos de convergência com os movimentos sociais na nossa pauta: 10% do PIB para a educação – que tem um impacto direto na melhoria da qualidade do ensino, dialogando com o movimento estudantil, com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES); os 10% do PIB para a saúde – que dialoga com uma parcela ampla da população, com os idosos, com as donas de casa e com um leque de atores sociais; e a própria bandeira do desenvolvimento, pois a continuidade do crescimento econômico traz melhores salários e empregos, elevando o padrão de vida da sociedade. Quando o país cresce, abre a possibilidade do movimento social ir à luta, mobilizar e conquistar. Já quando o país está em crise, a agenda é outra. Então esta é uma marcha que interessa ao povo brasileiro. É um gesto de unidade, de um amplo leque de forças, que estimula as pessoas a se envolverem. Isso aponta para uma grande manifestação, cuja expressividade demonstrará ao governo e ao Congresso Nacional que é preciso corrigir o rumo e avançar.
Um dos pontos que ganhou bastante destaque na Marcha deste ano é a política de valorização dos benefícios, que dialoga com milhões de aposentados e pensionistas. Qual a sua avaliação sobre o tema?
Os últimos 10 anos provaram que o salário é um indutor do crescimento e que, ao contrário do que diziam os neoliberais, com a política de valorização do salário mínimo, o país cresceu e a renda das famílias aumentou. Isso também repercutiu positivamente no reajuste das campanhas salariais, quando a ação sindical, a mobilização dos trabalhadores, garantiu reajustes acima da inflação. Diferente disso, quando no ano passado tivemos a resistência empresarial e do próprio governo em adotar uma política de ganho real para os trabalhadores, isso se refletiu na baixa do crescimento econômico, o que não é inteligente. Afinal, quando os salários aumentam, é mais dinheiro no bolso do povo e isso vai direto para o consumo, aquecendo a economia. No caso dos benefícios dos aposentados e pensionistas essa é uma realidade bem visível, pois os idosos consomem, havendo cidades inteiras sustentadas pelos idosos. Não podemos permitir que a mesma visão equivocada de 2012 se repita, pois não foi nada bom para o país.
E o fim do fator previdenciário?
O fim do fator previdenciário é mais do que uma necessidade, é uma questão de justiça social. Não é possível que um trabalhador passe a sua vida contribuindo pelo teto e, quando chega na hora de se aposentar, lhe apliquem um redutor no qual vai receber até 40% menos. Isso é como entrar num consórcio pagando por uma BMW e sair com um fusquinha. É preciso que se receba pelo que se pagou. Não há qualquer justificativa para que esse redutor seja mantido. O fator previdenciário tem que acabar.
Como a CUT pretende incorporar esse segmento, com recursos historicamente limitados, à Marcha?
As limitações financeiras e estruturais não devem ser um impeditivo, não podem ser um empecilho à participação dos aposentados e pensionistas. Se nós queremos lotar Brasília, cobrir a Esplanada dos Ministérios com uma grande mobilização e obter conquistas concretas, não podemos ter uma marcha esvaziada. Por isso é fundamental que as CUTs estaduais, Confederações, Federações e Sindicatos coloquem ônibus à disposição dos aposentados, e também dos estudantes e movimentos populares, para que tenhamos êxito no nosso movimento. Para nós, a solidariedade tem um papel fundamental.
Uma das preocupações das centrais é a defesa da indústria nacional, fundamental para o desenvolvimento do mercado interno e para a garantia de empregos, salários e direitos. Mas muitas empresas têm se aproveitado das desonerações, por exemplo, para demitir. Qual a sua avaliação?
Há uma unidade entre as centrais de que toda desoneração precisa vir acompanhada de contrapartidas sociais e que a maior delas é o próprio emprego. É inadmissível que uma empresa receba incentivos e logo depois venha demitir, como ocorreu em alguns setores. Precisamos de contrapartidas como a melhora das condições de emprego e nas relações de trabalho. Em relação à defesa do mercado interno, vale lembrar que o mundo todo protege a sua produção nacional, as suas empresas, e não vejo nenhuma razão para que no Brasil seja diferente. Mas, como falei, é fundamental termos contrapartidas. Para além do lucro, as empresas modernas têm responsabilidade social como uma das suas metas. Há países, inclusive, que tem esta responsabilidade regulada em lei. Por trás desta questão do papel social está o debate sobre o projeto de país, da necessidade de um desenvolvimento inclusivo, com distribuição de renda e valorização do trabalho.
Quais as tarefas de comunicação da Marcha?
Em primeiro lugar é importante organizar os nossos veículos da imprensa sindical, colocar todos em sintonia, o que já não é pouca coisa. Uniformizar a convocação é essencial para garantir uma ampla divulgação das reivindicações da Marcha, da pauta dos trabalhadores. Muitas entidades têm programas de rádio, jornais mensais, semanais e até diários, o que deve levar bem longe a nossa mensagem. Além disso, vamos utilizar outros meios, como outdoors e redes de rádio para propagar as nossas bandeiras, que também são do interesse de muitos meios de comunicação, como o crescimento econômico e a redução da jornada de trabalho. São bandeiras com as quais podemos cavar espaço inclusive nos meios tradicionais. Por isso é importante que o conjunto dos dirigentes das centrais visitem as redações dos jornais para vender a pauta da marcha. É preciso ocupar os espaços, fazer tudo o que está ao nosso alcance para dar visibilidade às nossas propostas.
Fonte: CUT Nacional - http://www.cut.org.br

Título: Marcha das centrais e movimentos sociais vai cobrar desenvolvimento com valorização do trabalho, Conteúdo: Lideranças da CUT e das demais centrais sindicais (CGTB, CTB, Força Sindical, NCST e UGT) estiveram reunidas nesta segunda-feira (4) na capital paulista para ultimar os preparativos para a Marcha a Brasília, no próximo dia 6 de março. Em entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho, o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores, Sérgio Nobre destaca as principais definições da reunião, que ampliou o caráter da mobilização para “Marcha das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais”, sublinhando a importância de uma “ação unificada para sensibilizar o governo e os parlamentares para a pauta da classe, que é de toda a sociedade brasileira, por um desenvolvimento com valorização do trabalho e distribuição de renda”. A convocação para o dia 6 de março ganhou caráter mais amplo do que uma marcha apenas das centrais sindicais e passou a incorporar os movimentos sociais. Quais foram as razões desta decisão? Há uma visão comum entre as centrais de que há importantes pontos de convergência com os movimentos sociais na nossa pauta: 10% do PIB para a educação – que tem um impacto direto na melhoria da qualidade do ensino, dialogando com o movimento estudantil, com a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES); os 10% do PIB para a saúde – que dialoga com uma parcela ampla da população, com os idosos, com as donas de casa e com um leque de atores sociais; e a própria bandeira do desenvolvimento, pois a continuidade do crescimento econômico traz melhores salários e empregos, elevando o padrão de vida da sociedade. Quando o país cresce, abre a possibilidade do movimento social ir à luta, mobilizar e conquistar. Já quando o país está em crise, a agenda é outra. Então esta é uma marcha que interessa ao povo brasileiro. É um gesto de unidade, de um amplo leque de forças, que estimula as pessoas a se envolverem. Isso aponta para uma grande manifestação, cuja expressividade demonstrará ao governo e ao Congresso Nacional que é preciso corrigir o rumo e avançar. Um dos pontos que ganhou bastante destaque na Marcha deste ano é a política de valorização dos benefícios, que dialoga com milhões de aposentados e pensionistas. Qual a sua avaliação sobre o tema? Os últimos 10 anos provaram que o salário é um indutor do crescimento e que, ao contrário do que diziam os neoliberais, com a política de valorização do salário mínimo, o país cresceu e a renda das famílias aumentou. Isso também repercutiu positivamente no reajuste das campanhas salariais, quando a ação sindical, a mobilização dos trabalhadores, garantiu reajustes acima da inflação. Diferente disso, quando no ano passado tivemos a resistência empresarial e do próprio governo em adotar uma política de ganho real para os trabalhadores, isso se refletiu na baixa do crescimento econômico, o que não é inteligente. Afinal, quando os salários aumentam, é mais dinheiro no bolso do povo e isso vai direto para o consumo, aquecendo a economia. No caso dos benefícios dos aposentados e pensionistas essa é uma realidade bem visível, pois os idosos consomem, havendo cidades inteiras sustentadas pelos idosos. Não podemos permitir que a mesma visão equivocada de 2012 se repita, pois não foi nada bom para o país. E o fim do fator previdenciário? O fim do fator previdenciário é mais do que uma necessidade, é uma questão de justiça social. Não é possível que um trabalhador passe a sua vida contribuindo pelo teto e, quando chega na hora de se aposentar, lhe apliquem um redutor no qual vai receber até 40% menos. Isso é como entrar num consórcio pagando por uma BMW e sair com um fusquinha. É preciso que se receba pelo que se pagou. Não há qualquer justificativa para que esse redutor seja mantido. O fator previdenciário tem que acabar. Como a CUT pretende incorporar esse segmento, com recursos historicamente limitados, à Marcha? As limitações financeiras e estruturais não devem ser um impeditivo, não podem ser um empecilho à participação dos aposentados e pensionistas. Se nós queremos lotar Brasília, cobrir a Esplanada dos Ministérios com uma grande mobilização e obter conquistas concretas, não podemos ter uma marcha esvaziada. Por isso é fundamental que as CUTs estaduais, Confederações, Federações e Sindicatos coloquem ônibus à disposição dos aposentados, e também dos estudantes e movimentos populares, para que tenhamos êxito no nosso movimento. Para nós, a solidariedade tem um papel fundamental. Uma das preocupações das centrais é a defesa da indústria nacional, fundamental para o desenvolvimento do mercado interno e para a garantia de empregos, salários e direitos. Mas muitas empresas têm se aproveitado das desonerações, por exemplo, para demitir. Qual a sua avaliação? Há uma unidade entre as centrais de que toda desoneração precisa vir acompanhada de contrapartidas sociais e que a maior delas é o próprio emprego. É inadmissível que uma empresa receba incentivos e logo depois venha demitir, como ocorreu em alguns setores. Precisamos de contrapartidas como a melhora das condições de emprego e nas relações de trabalho. Em relação à defesa do mercado interno, vale lembrar que o mundo todo protege a sua produção nacional, as suas empresas, e não vejo nenhuma razão para que no Brasil seja diferente. Mas, como falei, é fundamental termos contrapartidas. Para além do lucro, as empresas modernas têm responsabilidade social como uma das suas metas. Há países, inclusive, que tem esta responsabilidade regulada em lei. Por trás desta questão do papel social está o debate sobre o projeto de país, da necessidade de um desenvolvimento inclusivo, com distribuição de renda e valorização do trabalho. Quais as tarefas de comunicação da Marcha? Em primeiro lugar é importante organizar os nossos veículos da imprensa sindical, colocar todos em sintonia, o que já não é pouca coisa. Uniformizar a convocação é essencial para garantir uma ampla divulgação das reivindicações da Marcha, da pauta dos trabalhadores. Muitas entidades têm programas de rádio, jornais mensais, semanais e até diários, o que deve levar bem longe a nossa mensagem. Além disso, vamos utilizar outros meios, como outdoors e redes de rádio para propagar as nossas bandeiras, que também são do interesse de muitos meios de comunicação, como o crescimento econômico e a redução da jornada de trabalho. São bandeiras com as quais podemos cavar espaço inclusive nos meios tradicionais. Por isso é importante que o conjunto dos dirigentes das centrais visitem as redações dos jornais para vender a pauta da marcha. É preciso ocupar os espaços, fazer tudo o que está ao nosso alcance para dar visibilidade às nossas propostas. Fonte: CUT Nacional - http://www.cut.org.br



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