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Lançamento da Frente contra o Escola sem Partido reúne mais de 300 no Rio

Movimento começa a articular lutas no âmbito nacional contra o Projeto de Lei 867/2015, que proíbe "doutrinação política e ideológica" em sala de aula

Escrito por: Confetam • Publicado em: 13/07/2016 - 17:52 • Última modificação: 18/07/2016 - 15:43 Escrito por: Confetam Publicado em: 13/07/2016 - 17:52 Última modificação: 18/07/2016 - 15:43

Frente Nacional pela Educação Bandeira da Confetam sinalizou a presença dos servidores municipais no lançamento

Mais de 300 estudantes, trabalhadores, sindicalistas, parlamentares e representantes de entidades lotaram o salão nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na manhã desta quarta-feira (13/07), para prestigir o lançamento da Frente Nacional contra o Projeto "Escola sem Partido". A primeira ação da Frente, que começará a articular as lutas em âmbito nacional contra o Projeto de Lei 867/2015, contou com a participação da secretária-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), Jucélia Vargas.

"A direita e o facismo estão unidos na estratégia e na atuação e nós, muitas vezes, nos dividimos. E eles apostam na nossa divisão. Por isso, queria conclamar não só as entidades, mas principalmente a juventude que aqui está em peso. Como professora municipal há 30 anos, queria conclamar esta juventude a não permitir, junto conosco, que nos coloquem uma mordaça. Que não deixe nos calar, que não permita que as gerações futuras não possam falar. Sei que as nossas diferenças são muitas na concepção e na organização, mas neste momento vamos pô-las de lado porque o inimigo está muito forte e somente a nossa união, manifestada nesta manhã, poderá derrotar este e tantos outros PLs que pretendam nos amordaçar. A Confetam está junto com todos e todas por um Brasil de liberdade", afirmou. 

O reitor da UFRJ, Roberto Leher, e o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Gaudêncio Frigotto, também participaram dos debates. Ambos explanaram sobre as consequências nefastas de uma eventual aprovação do PL 867 pelo Congresso Nacional e de propostas semelhantes que também tramitam nas Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais e Distritais. Para eles, as matérias representam um retrocesso à educação no Brasil.

Censura e patrulhamento ideológico

Na última quinta-feira (07/07), mais de 200 entidades, entre elas a Confetam/CUT, lançaram um Manifesto denunciando o caráter de censura e patrulhamento ideológico do PL 867 e das réplicas que tramitam pelo Brasil. Unidos, os participantes do lançamento da Frente exigiram que as propostas sejam retiradas da pauta dos Legislativos nas três esferas.

O PL prevê "neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado" e proíbe em sala de aula a prática de "doutrinação política e ideológica", bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades que possam estar em "conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis" pelos estudantes.

Grito precisa ecoar

O Movimento OcupaMinc-RJ foi responsável pelo desfecho da atividade, que encerrou com centenas de militantes cantando músicas de Gonzaguinha. “Hoje foi o nosso primeiro dia, mas cabe a cada um de nós fazer com que esse grito continue a ecoar no país todo”, afirmaram os militantes.

Antes do início da mesa, foi feito um minuto de silêncio em memória do estudante da UFRJ, Diego Vieira Machado, assassinado no último dia 2 de julho em crime motivado por homofobia e racismo.

Com informações da Frente Nacional pela Educação

Título: Lançamento da Frente contra o Escola sem Partido reúne mais de 300 no Rio, Conteúdo: Mais de 300 estudantes, trabalhadores, sindicalistas, parlamentares e representantes de entidades lotaram o salão nobre do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na manhã desta quarta-feira (13/07), para prestigir o lançamento da Frente Nacional contra o Projeto Escola sem Partido. A primeira ação da Frente, que começará a articular as lutas em âmbito nacional contra o Projeto de Lei 867/2015, contou com a participação da secretária-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), Jucélia Vargas. A direita e o facismo estão unidos na estratégia e na atuação e nós, muitas vezes, nos dividimos. E eles apostam na nossa divisão. Por isso, queria conclamar não só as entidades, mas principalmente a juventude que aqui está em peso. Como professora municipal há 30 anos, queria conclamar esta juventude a não permitir, junto conosco, que nos coloquem uma mordaça. Que não deixe nos calar, que não permita que as gerações futuras não possam falar. Sei que as nossas diferenças são muitas na concepção e na organização, mas neste momento vamos pô-las de lado porque o inimigo está muito forte e somente a nossa união, manifestada nesta manhã, poderá derrotar este e tantos outros PLs que pretendam nos amordaçar. A Confetam está junto com todos e todas por um Brasil de liberdade, afirmou.  O reitor da UFRJ, Roberto Leher, e o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Gaudêncio Frigotto, também participaram dos debates. Ambos explanaram sobre as consequências nefastas de uma eventual aprovação do PL 867 pelo Congresso Nacional e de propostas semelhantes que também tramitam nas Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais e Distritais. Para eles, as matérias representam um retrocesso à educação no Brasil. Censura e patrulhamento ideológico Na última quinta-feira (07/07), mais de 200 entidades, entre elas a Confetam/CUT, lançaram um Manifesto denunciando o caráter de censura e patrulhamento ideológico do PL 867 e das réplicas que tramitam pelo Brasil. Unidos, os participantes do lançamento da Frente exigiram que as propostas sejam retiradas da pauta dos Legislativos nas três esferas. O PL prevê neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado e proíbe em sala de aula a prática de doutrinação política e ideológica, bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis pelos estudantes. ‪Grito precisa ecoar O Movimento OcupaMinc-RJ foi responsável pelo desfecho da atividade, que encerrou com centenas de militantes cantando músicas de Gonzaguinha. “Hoje foi o nosso primeiro dia, mas cabe a cada um de nós fazer com que esse grito continue a ecoar no país todo”, afirmaram os militantes. Antes do início da mesa, foi feito um minuto de silêncio em memória do estudante da UFRJ, Diego Vieira Machado, assassinado no último dia 2 de julho em crime motivado por homofobia e racismo. Com informações da Frente Nacional pela Educação



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