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Lançamento da Jornada Unitária em Defesa dos Serviços Públicos alcança unidade histórica

Lançamento reuniu mais de 40 entidades nacionais e internacionais de trabalhadores dos setores público e privado que unirão forças para derrotar a reforma administrativa de Bolsonaro e Guedes.

Escrito por: Déborah Lima • Publicado em: 04/09/2020 - 16:55 • Última modificação: 04/09/2020 - 17:35 Escrito por: Déborah Lima Publicado em: 04/09/2020 - 16:55 Última modificação: 04/09/2020 - 17:35

. Vilani:

Quatro entidades internacionais, nove centrais sindicais, 28 entidades nacionais, sendo sete confederações, dez federações, seis sindicatos e cinco associações, se uniram para o lançamento da Jornada Unitária em Defesa dos Serviços Públicos, realizado virtualmente na noite dessa quinta-feira (3), com alcance de dez mil visualizações.

O lançamento da Jornada contou ainda com a presença de parlamentares progressistas e de representantes dos movimentos sociais. Juntos, eles declararam guerra à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma Administrativa, exigiram a retirada da matéria e prometerem resistir à tentativa do desgoverno Bolsonaro de desmontar o Estado e privatizar os serviços públicos no Brasil.

Servidores municipais, estaduais e federais, trabalhadores da Educação Básica, Técnica e Superior, da Seguridade, das carreiras típicas de Estado, dos Correios, da Saúde, Previdência e Assistência Social, dos Fiscos Estaduais, do Judiciário, do Legislativo, do MPU e TCU, das Agências Reguladoras, magistrados, profissionais de Imprensa, advogados, petroleiros, bancários, urbanitários, moedeiros, auditores do Trabalho, da Receita, da CGU e da STN deixaram claro que estarão unidos na luta em defesa dos servidores e do direito da população brasileira a serviços públicos gratuitos e de qualidade.

Unidade histórica

A unidade histórica das entidades em torno da defesa dos serviços públicos, das empresas públicas e das estatais foi celebrada por Vilani Oliveira, presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) e da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Municipais da Internacional de Serviços Públicos nas Américas (Contram/ISP/Américas).

“Esta unidade representa a compreensão de que essa reforma administrativa não ataca somente os direitos dos servidores. Ela é um ataque sobretudo ao povo brasileiro, aos mais pobres, aqueles que não têm outra alternativa que não seja utilizar o serviço público”, afirmou.

Demonização dos servidores

A dirigente máxima dos servidores municipais no Brasil e nas Américas criticou duramente a campanha dos grandes veículos de comunicação, patrocinada pelo desgoverno Bolsonaro, contra a imagem dos trabalhadores do serviço público. “É um processo de demonização do servidor público para justificar a privatização, como está fazendo com os Correios, como dilapidou um dos maiores patrimônios públicos da sociedade brasileira, como a Petrobrás”, protestou.

Nem marajás, nem parasitas, nem inimigos da população, como acusa levianamente o banqueiro-ministro da Economia, Paulo Guedes. Os servidores públicos são a ponte entre o povo brasileiro, a efetivação do direito à cidadania e a garantia da dignidade.

“Estamos perdendo nossas vidas para salvar outras”

“Estamos nos cemitérios enterrando os nossos mortos - mais de 120 mil por culpa de um governo genocida, irresponsável, que não tem apreço à vida. Estamos na coleta do lixo, nos cargos administrativos, nos hospitais, nos postos de saúde, salvando vidas e perdendo nossas vidas para salvar outras. Estamos nas salas de aula, nas nossas casas utilizando nossos equipamentos, nossas redes sociais, dando o nosso melhor para que os filhos da classe trabalhadora não fiquem sem aulas”, exemplificou a dirigente.

Vilani destacou a importância de fazer a população entender que a luta contra a reforma administrativa e em defesa do serviço público não é só dos servidores, mas de toda a sociedade. “Num momento em que prefeitos e prefeitas se aproveitam dessa pandemia, juntamente com seu aliado Bolsonaro, para retirar direitos, é importante que a população compreenda que essa luta também é de todos e de todas: defender o serviço público, defender os direitos do servidor, porque sem servidor não há serviço público”, pontuou.

Revogação do teto dos gastos públicos

A presidenta da Contram/Confetam ressaltou que a unidade dos servidores das três esferas de governo contra a reforma administrativa deve se ampliar para outras batalhas da classe trabalhadora, como a revogação da Emenda Constitucional (EC) que limitou o crescimento dos investimentos públicos ao índice da inflação do ano anterior.

“Vamos aqui fazer uma grande unidade, que não deve se acabar agora, mas se postergar para que todas as nossas ações estejam em defesa do povo brasileiro contra a Emenda Constitucional 95 que congela os gastos públicos e inviabiliza a melhor prestação de serviço”.

Rompendo a bolha

A sindicalista ressalta, no entanto, que essa unidade só será vencedora se o movimento sindical e popular conseguir “furar a bolha” e estabelecer uma comunicação efetiva com os trabalhadores, os desempregados, as comunidades e os moradores de cada município brasileiro.

“Vamos romper com essa bolha, vamos chegar ao maior número possível de pessoas para que essa campanha (em defesa do serviço público) possa efetivamente conquistar corações e mentes! É nisso que a Confetam acredita e luta. É isso que a nossa Confederação (dos Trabalhadores Municipais) das Américas também acredita. É nisso que todas as entidades do serviço público das três esferas organizadas nas diversas entidades, nas centrais sindicais, estão acreditando e apostando”, sinalizou.

Próximas atividades

O programa da Jornada Unitária em Defesa do Serviço Público prossegue nos meses de setembro e outubro. Neste mês, estão previstos dois seminários de formação, sendo o primeiro na próxima quinta-feira (10) e o segundo no dia 24 de setembro. Para o dia 30, as entidades estão organizando o Ato Nacional em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos. A agenda inclui ainda uma grande mobilização nacional em 28 de outubro, Dia do Servidor Público. Confira os temas dos seminários e agende-se:

Agenda da Jornada:

10 de setembro, das 18 às 20h Seminário Os mitos e as verdades sobre servidores e serviços públicos, empresas públicas, estatais e seus trabalhadores

24 de setembro, das 18 às 20h - Seminário As privatizações, a desnacionalização do patrimônio público e das riquezas nacionais

30 de setembro - Ato Nacional em Defesa dos Servidores e dos Serviços Públicos

28 de outubro Dia do Servidor Público

Os links das atividades serão disponibilizados

Como aderir:

1. Marque na agenda a data das atividades;
2. Convoque as bases e convide a população em geral, especialmente pessoas próximas;
3. Dialogue com as pessoas sobre a importância dos serviços públicos e a necessidade de proteção dos trabalhadores da administração pública;
4. Grave vídeos e compartilhe nas redes sociais, alertando para o desmonte do Estado e convidando todas/os para aderir à Jornada;
5. Acompanhe as divulgações da Confetam/CUT sobre as ações da Jornada e compartilhe sempre.

Título: Lançamento da Jornada Unitária em Defesa dos Serviços Públicos alcança unidade histórica, Conteúdo: Quatro entidades internacionais, nove centrais sindicais, 28 entidades nacionais, sendo sete confederações, dez federações, seis sindicatos e cinco associações, se uniram para o lançamento da Jornada Unitária em Defesa dos Serviços Públicos, realizado virtualmente na noite dessa quinta-feira (3), com alcance de dez mil visualizações. O lançamento da Jornada contou ainda com a presença de parlamentares progressistas e de representantes dos movimentos sociais. Juntos, eles declararam guerra à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma Administrativa, exigiram a retirada da matéria e prometerem resistir à tentativa do desgoverno Bolsonaro de desmontar o Estado e privatizar os serviços públicos no Brasil. Servidores municipais, estaduais e federais, trabalhadores da Educação Básica, Técnica e Superior, da Seguridade, das carreiras típicas de Estado, dos Correios, da Saúde, Previdência e Assistência Social, dos Fiscos Estaduais, do Judiciário, do Legislativo, do MPU e TCU, das Agências Reguladoras, magistrados, profissionais de Imprensa, advogados, petroleiros, bancários, urbanitários, moedeiros, auditores do Trabalho, da Receita, da CGU e da STN deixaram claro que estarão unidos na luta em defesa dos servidores e do direito da população brasileira a serviços públicos gratuitos e de qualidade. Unidade histórica A unidade histórica das entidades em torno da defesa dos serviços públicos, das empresas públicas e das estatais foi celebrada por Vilani Oliveira, presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT) e da Confederação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Municipais da Internacional de Serviços Públicos nas Américas (Contram/ISP/Américas). “Esta unidade representa a compreensão de que essa reforma administrativa não ataca somente os direitos dos servidores. Ela é um ataque sobretudo ao povo brasileiro, aos mais pobres, aqueles que não têm outra alternativa que não seja utilizar o serviço público”, afirmou. Demonização dos servidores A dirigente máxima dos servidores municipais no Brasil e nas Américas criticou duramente a campanha dos grandes veículos de comunicação, patrocinada pelo desgoverno Bolsonaro, contra a imagem dos trabalhadores do serviço público. “É um processo de demonização do servidor público para justificar a privatização, como está fazendo com os Correios, como dilapidou um dos maiores patrimônios públicos da sociedade brasileira, como a Petrobrás”, protestou. Nem marajás, nem parasitas, nem inimigos da população, como acusa levianamente o banqueiro-ministro da Economia, Paulo Guedes. Os servidores públicos são a ponte entre o povo brasileiro, a efetivação do direito à cidadania e a garantia da dignidade. “Estamos perdendo nossas vidas para salvar outras” “Estamos nos cemitérios enterrando os nossos mortos - mais de 120 mil por culpa de um governo genocida, irresponsável, que não tem apreço à vida. Estamos na coleta do lixo, nos cargos administrativos, nos hospitais, nos postos de saúde, salvando vidas e perdendo nossas vidas para salvar outras. Estamos nas salas de aula, nas nossas casas utilizando nossos equipamentos, nossas redes sociais, dando o nosso melhor para que os filhos da classe trabalhadora não fiquem sem aulas”, exemplificou a dirigente. Vilani destacou a importância de fazer a população entender que a luta contra a reforma administrativa e em defesa do serviço público não é só dos servidores, mas de toda a sociedade. “Num momento em que prefeitos e prefeitas se aproveitam dessa pandemia, juntamente com seu aliado Bolsonaro, para retirar direitos, é importante que a população compreenda que essa luta também é de todos e de todas: defender o serviço público, defender os direitos do servidor, porque sem servidor não há serviço público”, pontuou. Revogação do teto dos gastos públicos A presidenta da Contram/Confetam ressaltou que a unidade dos servidores das três esferas de governo contra a reforma administrativa deve se ampliar para outras batalhas da classe trabalhadora, como a revogação da Emenda Constitucional (EC) que limitou o crescimento dos investimentos públicos ao índice da inflação do ano anterior. “Vamos aqui fazer uma grande unidade, que não deve se acabar agora, mas se postergar para que todas as nossas ações estejam em defesa do povo brasileiro contra a Emenda Constitucional 95 que congela os gastos públicos e inviabiliza a melhor prestação de serviço”. Rompendo a bolha A sindicalista ressalta, no entanto, que essa unidade só será vencedora se o movimento sindical e popular conseguir “furar a bolha” e estabelecer uma comunicação efetiva com os trabalhadores, os desempregados, as comunidades e os moradores de cada município brasileiro. “Vamos romper com essa bolha, vamos chegar ao maior número possível de pessoas para que essa campanha (em defesa do serviço público) possa efetivamente conquistar corações e mentes! É nisso que a Confetam acredita e luta. É isso que a nossa Confederação (dos Trabalhadores Municipais) das Américas também acredita. É nisso que todas as entidades do serviço público das três esferas organizadas nas diversas entidades, nas centrais sindicais, estão acreditando e apostando”, sinalizou. Próximas atividades O programa da Jornada Unitária em Defesa do Serviço Público prossegue nos meses de setembro e outubro. Neste mês, estão previstos dois seminários de formação, sendo o primeiro na próxima quinta-feira (10) e o segundo no dia 24 de setembro. Para o dia 30, as entidades estão organizando o Ato Nacional em Defesa dos Servidores e Serviços Públicos. A agenda inclui ainda uma grande mobilização nacional em 28 de outubro, Dia do Servidor Público. Confira os temas dos seminários e agende-se: Agenda da Jornada: 10 de setembro, das 18 às 20h - Seminário Os mitos e as verdades sobre servidores e serviços públicos, empresas públicas, estatais e seus trabalhadores 24 de setembro, das 18 às 20h - Seminário As privatizações, a desnacionalização do patrimônio público e das riquezas nacionais 30 de setembro - Ato Nacional em Defesa dos Servidores e dos Serviços Públicos 28 de outubro – Dia do Servidor Público Os links das atividades serão disponibilizados Como aderir: 1. Marque na agenda a data das atividades; 2. Convoque as bases e convide a população em geral, especialmente pessoas próximas; 3. Dialogue com as pessoas sobre a importância dos serviços públicos e a necessidade de proteção dos trabalhadores da administração pública; 4. Grave vídeos e compartilhe nas redes sociais, alertando para o desmonte do Estado e convidando todas/os para aderir à Jornada; 5. Acompanhe as divulgações da Confetam/CUT sobre as ações da Jornada e compartilhe sempre.



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