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Em Washington, Lula prega direitos globalizados para trabalhadores

Falando a sindicalistas norte-americanos, ex-presidente ironizou o sistema financeiro: “Quando estourou a crise, o deus mercado foi socorrido pelo diabo Estado”

Escrito por: • Publicado em: 04/02/2013 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 04/02/2013 - 00:00

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou as principais centrais sindicais do mundo a pressionar os países do G20 a rever sua conduta em relação às conseqüências da crise econômica. Lula lembrou uma série de decisões aprovadas pela cúpula em abril de 2009 – direcionadas ao estímulo ao desenvolvimento sustentável e o zelo às condições sociais e ambientais do planeta.“Se a economia é globalizada, a produção é globalizada e os lucros são globalizados, os direitos dos trabalhadores têm de ser globalizados também”, afirmou, no discurso de abertura de de uma conferência promovida pelo United Auto Workers (UAW), o sindicato dos trabalhadores no setor automobilístico e aeroespecial norte-americano.
O presidente da UAW, Bob King, afirmou ter convidado o ex-presidente brasileiro por ter sido o único chefe de Estado a combater os efeitos das tragédias provocadas pelo sistema bancário a partir de 2008 nos países do mundo. “Enquanto todos falavam em austeridade, Lula apostava em prosperidade. Por isso o Brasil soube suportar a crise melhor que os demais, inclusive os Estados Unidos”, disse.
Em reunião informal ocorrida horas antes da abertura, Lula havia dito que é papel do movimento sindical se organizar para, além de cuidar dos assuntos específicos dos trabalhadores, promover a luta de toda a sociedade. “A luta dos trabalhadores, se for só por salários e melhores condições de vida, chega um momento em que ela perde a continuação. Então o trabalhador diz eu estou empregado, eu tenho uma casa, eu tenho um carro, então não preciso mais lutar’”, afirmou, conclamando as principais entidades sindicais mundiais a se organizar para pressionar o grupo dos 20 países mais desenvolvidos.
“O sistema financeiro não tinha direito de fazer o que fez ao mundo”, afirmou, referindo-se ao fato de o mercado impor seus interesses aos das pessoas, ter provocado a crise e, agora, dizer como resolvê-la. “Quando a crise apertou, o deus mercado foi pesocorro ao diabo estado”, ironizou.
Lula alfinetou também a direção mundial do grupo Renault/Nissan por estimular práticas antissindicais nas unidades da empresa nos Estados Unidos.
“Como se pode falar em democracia e em liberdade se não há liberdade de o trabalhador se organizar?”, criticou. O UAW move campanha para convencer a direção da Nissan a realizar uma eleição em sua unidade de Canton, no estado do Mississippi, para que os funcionários possam decise admitem a entidade como sua representante sindical. A Nissan rebate a campanha com ameaças de desativar a fábrica.
Fonte: Brasil Atual - http://www.redebrasilatual.com.br

Título: Em Washington, Lula prega direitos globalizados para trabalhadores, Conteúdo: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conclamou as principais centrais sindicais do mundo a pressionar os países do G20 a rever sua conduta em relação às conseqüências da crise econômica. Lula lembrou uma série de decisões aprovadas pela cúpula em abril de 2009 – direcionadas ao estímulo ao desenvolvimento sustentável e o zelo às condições sociais e ambientais do planeta.“Se a economia é globalizada, a produção é globalizada e os lucros são globalizados, os direitos dos trabalhadores têm de ser globalizados também”, afirmou, no discurso de abertura de de uma conferência promovida pelo United Auto Workers (UAW), o sindicato dos trabalhadores no setor automobilístico e aeroespecial norte-americano. O presidente da UAW, Bob King, afirmou ter convidado o ex-presidente brasileiro por ter sido o único chefe de Estado a combater os efeitos das tragédias provocadas pelo sistema bancário a partir de 2008 nos países do mundo. “Enquanto todos falavam em austeridade, Lula apostava em prosperidade. Por isso o Brasil soube suportar a crise melhor que os demais, inclusive os Estados Unidos”, disse. Em reunião informal ocorrida horas antes da abertura, Lula havia dito que é papel do movimento sindical se organizar para, além de cuidar dos assuntos específicos dos trabalhadores, promover a luta de toda a sociedade. “A luta dos trabalhadores, se for só por salários e melhores condições de vida, chega um momento em que ela perde a continuação. Então o trabalhador diz eu estou empregado, eu tenho uma casa, eu tenho um carro, então não preciso mais lutar’”, afirmou, conclamando as principais entidades sindicais mundiais a se organizar para pressionar o grupo dos 20 países mais desenvolvidos. “O sistema financeiro não tinha direito de fazer o que fez ao mundo”, afirmou, referindo-se ao fato de o mercado impor seus interesses aos das pessoas, ter provocado a crise e, agora, dizer como resolvê-la. “Quando a crise apertou, o deus mercado foi pesocorro ao diabo estado”, ironizou. Lula alfinetou também a direção mundial do grupo Renault/Nissan por estimular práticas antissindicais nas unidades da empresa nos Estados Unidos. “Como se pode falar em democracia e em liberdade se não há liberdade de o trabalhador se organizar?”, criticou. O UAW move campanha para convencer a direção da Nissan a realizar uma eleição em sua unidade de Canton, no estado do Mississippi, para que os funcionários possam decise admitem a entidade como sua representante sindical. A Nissan rebate a campanha com ameaças de desativar a fábrica. Fonte: Brasil Atual - http://www.redebrasilatual.com.br



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