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Em seminário das trabalhadoras da CUT, secretária de Mulheres de São Paulo defende reaproximação com movimentos sociais

Enfrentamento à violência e autonomia econômica serão diretrizes

Escrito por: • Publicado em: 28/01/2013 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 28/01/2013 - 00:00

Secretária Especial de Políticas para as Mulheres da cidade de São Paulo, Denise Motta Dau, afirmou nesta quarta-feira (24), durante seminário de planejamento da secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT, que a pasta manterá diálogo constante com os movimentos sociais.
Ex-dirigente da cutista, Denise tratou do tema ao responder os questionamentos das lideranças presentes e garantiu que o diálogo será constante. Segundo ela, imediatamente será criado um fórum com participação dos movimentos sociais e, posteriormente, um conselho dos direitos da mulher, atrelado à Coordenadoria de Participação Social.
A secretária comentou também que o governo criará um banco de dados sobre violência contra a mulher, promoverá um programa de sensibilização preventiva junto aos jovens e uma casa de passagem para apoiar as mulheres vítimas de violência que precisam de ajuda imediata, mas não necessitem ficar em uma casa abrigo durante um longo período.
Ainda em resposta às perguntas, ela afirmou que o funcionalismo não será esquecido e que trabalhará num plano de equidade para dialogar com a demanda das servidoras.
Retomar as políticas para as mulheres – Denise Motta Dau fez ainda um resgate do surgimento da secretaria e lembrou que a ideia nasceu durante a campanha do então candidato, Fernando Haddad, que ficou sensibilizado com as denúncias de violência contra mulheres que ouviu nos bairros por onde passou.
A partir daí, a pasta foi pensada para atuar sob três diretrizes: enfrentamento a todas as formas de violência, com recuperação dos equipamentos para atender as mulheres, priorizar a autonomia econômica e buscar ações temáticas intersetoriais.
Juliana Borges, Secretária Adjunta de Políticas para as Mulheres do Município de São Paulo, ressaltou que o governo pretende usar meios de comunicação subutilizados pela prefeitura municipal para dialogar com a sociedade.
“Pretendemos usar as TVs presentes em ônibus da SPTrans e o jornal da empresa para falar de enfretamento à violência, da saúde da mulher e de seus direitos, ao invés de usar o espaço para informar a programação da novela”, disse.
Renda e selo de qualidade – Sobre o tema emprego, Denise lembrou que as trabalhadoras já correspondem a 52% da população economicamente ativa em São Paulo e citou que pretende implementar projetos de facilitação de acesso ao crédito e um selo premiando a empresa amiga da mulher, que faça estudos para estimular a capacitação e combater a desigualdade, além de cumprir as obrigações trabalhistas.
“Temos também de ter foco na promoção de emprego, trabalho e renda, incluindo a ampliação de rede de creches públicas, qualificação profissional, estímulo à participação mulheres nos espaços de poder”, citou.
Apoio não excluirá cobrança – Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, comentou que a Central apoiará o governo, mas não deixará de cobrar avanços.
“Devemos lembrar que o estado de São Paulo foi último estado a assinar pacto contra violência e isso só aconteceu com muita pressão da CUT-SP e da Marcha Mundial de Mulheres. E, mesmo assim, assinou, mas, não vimos política efetiva até agora. Ainda hoje não temos uma secretaria estadual da mulher. Então, ter uma secretária na cidade é um avanço muito grande, mas, ao mesmo tempo, traz grande responsabilidade para nós. E não deixáramos de pressionar por conquistas.”
Agenda da CUT
Presidenta em exercício da Central Única dos Trabalhadores, Carmen Foro foi quem abriu a atividade citando os objetivos da entidade para 2013 e destacou que a prioridade é fazer avançar a pauta da classe trabalhadora no Executivo e no Legislativo. Desafio que a CUT e as demais centrais enfrentarão em uma grande marcha marcada para 6 de março.
Ela lembrou ainda a necessidade de as mulheres estarem articuladas desde já para efetivar a paridade em cargos de direção nas estaduais e na CUT nacional e anunciou a construção de uma grande atividade das trabalhadoras em 2014.
“Participamos de várias ações em parceria com entidades dos movimentos sociais como a Marcha das Margaridas e a Marcha das Mulheres, mas é fundamental construirmos uma ação política nacional para 2014 protagonizada por nós, mulheres cutistas, para dar visibilidade à nossa ousadia”, acredita.
Encontro internacional de mulheres –Representante da Marcha Mundial de Mulheres no Brasil (MMM), Miriam Nobre falou sobre o 9º Encontro internacional da organização, que deve acontecer em São Paulo, em agosto. A expectativa é reunir 2 mil pessoas durante sete dias de debates e oficinas, culminando com uma grande passeata.
Segundo Miriam, o objetivo é refletir sobre o feminismo que os movimentos estão construindo e pensá-lo como uma possibilidade concreta, discutir a renovação e divicom as militantes de outros países a experiência da América Latina. “Apesar dos problemas, vivemos outro momento, isso é inegável. E há uma curiosidade sobre a relação dos movimentos sociais com o governo popular, como fazemos para empurrá-lo para radicalizar o processo de construção da igualdade.”
Seminário continua – Nos debates de amanhã, as trabalhadoras da CUT irão definir os estados com maior potencial de mobilização para o encontro e apresentarão o calendário de lutas para 2013.
Fonte: CUT Nacional

Título: Em seminário das trabalhadoras da CUT, secretária de Mulheres de São Paulo defende reaproximação com movimentos sociais, Conteúdo: Secretária Especial de Políticas para as Mulheres da cidade de São Paulo, Denise Motta Dau, afirmou nesta quarta-feira (24), durante seminário de planejamento da secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT, que a pasta manterá diálogo constante com os movimentos sociais. Ex-dirigente da cutista, Denise tratou do tema ao responder os questionamentos das lideranças presentes e garantiu que o diálogo será constante. Segundo ela, imediatamente será criado um fórum com participação dos movimentos sociais e, posteriormente, um conselho dos direitos da mulher, atrelado à Coordenadoria de Participação Social. A secretária comentou também que o governo criará um banco de dados sobre violência contra a mulher, promoverá um programa de sensibilização preventiva junto aos jovens e uma casa de passagem para apoiar as mulheres vítimas de violência que precisam de ajuda imediata, mas não necessitem ficar em uma casa abrigo durante um longo período. Ainda em resposta às perguntas, ela afirmou que o funcionalismo não será esquecido e que trabalhará num plano de equidade para dialogar com a demanda das servidoras. Retomar as políticas para as mulheres – Denise Motta Dau fez ainda um resgate do surgimento da secretaria e lembrou que a ideia nasceu durante a campanha do então candidato, Fernando Haddad, que ficou sensibilizado com as denúncias de violência contra mulheres que ouviu nos bairros por onde passou. A partir daí, a pasta foi pensada para atuar sob três diretrizes: enfrentamento a todas as formas de violência, com recuperação dos equipamentos para atender as mulheres, priorizar a autonomia econômica e buscar ações temáticas intersetoriais. Juliana Borges, Secretária Adjunta de Políticas para as Mulheres do Município de São Paulo, ressaltou que o governo pretende usar meios de comunicação subutilizados pela prefeitura municipal para dialogar com a sociedade. “Pretendemos usar as TVs presentes em ônibus da SPTrans e o jornal da empresa para falar de enfretamento à violência, da saúde da mulher e de seus direitos, ao invés de usar o espaço para informar a programação da novela”, disse. Renda e selo de qualidade – Sobre o tema emprego, Denise lembrou que as trabalhadoras já correspondem a 52% da população economicamente ativa em São Paulo e citou que pretende implementar projetos de facilitação de acesso ao crédito e um selo premiando a empresa amiga da mulher, que faça estudos para estimular a capacitação e combater a desigualdade, além de cumprir as obrigações trabalhistas. “Temos também de ter foco na promoção de emprego, trabalho e renda, incluindo a ampliação de rede de creches públicas, qualificação profissional, estímulo à participação mulheres nos espaços de poder”, citou. Apoio não excluirá cobrança – Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva, comentou que a Central apoiará o governo, mas não deixará de cobrar avanços. “Devemos lembrar que o estado de São Paulo foi último estado a assinar pacto contra violência e isso só aconteceu com muita pressão da CUT-SP e da Marcha Mundial de Mulheres. E, mesmo assim, assinou, mas, não vimos política efetiva até agora. Ainda hoje não temos uma secretaria estadual da mulher. Então, ter uma secretária na cidade é um avanço muito grande, mas, ao mesmo tempo, traz grande responsabilidade para nós. E não deixáramos de pressionar por conquistas.” Agenda da CUT Presidenta em exercício da Central Única dos Trabalhadores, Carmen Foro foi quem abriu a atividade citando os objetivos da entidade para 2013 e destacou que a prioridade é fazer avançar a pauta da classe trabalhadora no Executivo e no Legislativo. Desafio que a CUT e as demais centrais enfrentarão em uma grande marcha marcada para 6 de março. Ela lembrou ainda a necessidade de as mulheres estarem articuladas desde já para efetivar a paridade em cargos de direção nas estaduais e na CUT nacional e anunciou a construção de uma grande atividade das trabalhadoras em 2014. “Participamos de várias ações em parceria com entidades dos movimentos sociais como a Marcha das Margaridas e a Marcha das Mulheres, mas é fundamental construirmos uma ação política nacional para 2014 protagonizada por nós, mulheres cutistas, para dar visibilidade à nossa ousadia”, acredita. Encontro internacional de mulheres –Representante da Marcha Mundial de Mulheres no Brasil (MMM), Miriam Nobre falou sobre o 9º Encontro internacional da organização, que deve acontecer em São Paulo, em agosto. A expectativa é reunir 2 mil pessoas durante sete dias de debates e oficinas, culminando com uma grande passeata. Segundo Miriam, o objetivo é refletir sobre o feminismo que os movimentos estão construindo e pensá-lo como uma possibilidade concreta, discutir a renovação e divicom as militantes de outros países a experiência da América Latina. “Apesar dos problemas, vivemos outro momento, isso é inegável. E há uma curiosidade sobre a relação dos movimentos sociais com o governo popular, como fazemos para empurrá-lo para radicalizar o processo de construção da igualdade.” Seminário continua – Nos debates de amanhã, as trabalhadoras da CUT irão definir os estados com maior potencial de mobilização para o encontro e apresentarão o calendário de lutas para 2013. Fonte: CUT Nacional



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