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Em Greve pela Vida, trabalhadores da Educação de SP fazem passeata para exigir vacina para todes

Há 87 dias em greve, profissionais exigiram imunização e respeito à vida. Na porta da Secretaria de Saúde, eles leram os nomes dos 268 trabalhadores da rede municipal de ensino mortos pela covid-19

Escrito por: Pedro Canfora • Publicado em: 07/05/2021 - 17:11 • Última modificação: 07/05/2021 - 17:33 Escrito por: Pedro Canfora Publicado em: 07/05/2021 - 17:11 Última modificação: 07/05/2021 - 17:33

Sindsep/SP Cerca de 200 profissionais em greve há quase 90 dias participaram do protesto por vacina

Os trabalhadores e trabalhadoras da educação municipal, em greve desde o dia 10 de fevereiro, realizaram um ato com caminhada, partindo do Gabinete do Prefeito até à Secretaria Municipal de Saúde, na manhã de ontem (06). O objetivo do ato era, além de mostrar à população a necessidade de se realizar apenas atividades à distância, cobrar do Secretário Municipal de Saúde, Edson Aparecido, que tome medidas para proteger os profissionais da educação, os alunos e seus familiares. Enfrentamos, e isso vem há bastante tempo, um momento delicado com a pandemia, com hospitais super lotados e, segundo o próprio secretário, já há ameaça de chegada de uma terceira onda (sendo que a primeira não teve sua curva diminuída, mesmo após um ano de pandemia). 

João Gabriel Buonavita, vice-presidente do Sindsep, abriu o ato falando sobre a defesa da vida pelos trabalhadores em greve. “O governo Covas/Ricardo Nunes decidiu retomar as aulas no meio da pandemia e o custo disso tem sido vidas humanas, a vida de trabalhadores da educação, alunos e seus familiares. Nós estamos aqui para dizer: nós queremos viver. A vida de todos nós importa.” João também enfatizou a luta de todas e todos.

A marcha, que contou com a participação de diversos movimentos e intervenções artísticas com música e palavras de ordem, homenageou aos profissionais que, infelizmente perderam a vida por conta da Covid-19 e o descaso dos governos federal, estadual e municipal. Quando a caminhada chegou em frente ao Theatro Municipal, a Polícia Militar tentou forçar que os manifestantes mudassem o trajeto da caminhada pela rua Barão de Itapetininga, onde não circulam carros e, assim, perdesse a visibilidade. Os manifestantes protestaram gritando "deixem passar a revolta popular!", e após negociação a marcha seguiu em direção à Secretaria Municipal de Saúde pela Avenida São João. 

Luba Melo, diretora do Sindsep, lembrou que faltam vacinas, kits para entubação e leitos nos hospitais. “Não vamos aceitar a necropolítica de Covas, Nunes, Doria, não vamos aceitar a política de morte em nossas escolas. É greve pela vida”. 

Maciel Nascimento, diretor dos Trabalhadores/as da Educação do Sindsep, reforçou também a necessidade de diálogo e negociação, que a Prefeitura de São Paulo não tem garantido. “Prefeitura hoje está discutindo o Plano de Metas da cidade, porém, o plano não foi divulgado. Ele tem até o próximo dia 10 para que seja feita a leitura pela população, não há tempo hábil. Além disso, o Plano Diretor será alterado, sem a participação da população e representantes das entidades. Cadê o prefeito em exercício, Ricardo Nunes, para explicar porquê está tudo sendo dicutido escondido?”, criticou. 

Lira Ali, professora de Artes da EMEF CEU Butantã e do comando de greve regional, resgatou em sua intervenção o histórico de lutas de diversas gerações. “Não tem nada que vai nos tirar da luta, eles podem cortar nossos salários, mas a gente sabe que a vida é o bem maior. Pela vida, tudo vale a pena. Vale a pena porque a gente acredita num futuro mais feliz, a gente acredita numa educação pública de qualidade para nossos estudantes”, enfatizou ela, exaltando a dedicação dos servidores públicos em dar à cidade políticas públicas de qualidade. E, questionou, lembrando que a maior parte dos profissionais da educação ainda não foram vacinados: “porque agora, quando a situação é mais crítica, insistem em manter as escolas abertas?”

Em frente à Secretaria Municipal de Saúde, a aula pública teve sequência pelos manifestantes, que fizeram uso do microfone para pedir que o secretário Edson Aparecido recebesse uma comissão de trabalhadores/as. A professora Adriana, do Comando de Greve de São Miguel, fez então a leitura emocionada dos 268 nomes de profissionais da educação vítimas da Covid-19. "Culpa do descaso da administração pública que, além de não proteger seus trabalhadores, não adequou as unidades e hoje força um retorno irresponsável às atividades presenciais", disseram alguns trabalhadores.

Flávia Anunciação, trabalhadora do HSPM e diretora do Sindsep, também lembrou o drama dos trabalhadores adoecidos no Hospital. “Essa secretaria [de saúde] e sua gestão tem se omitido em se colocar na defesa da vida dos trabalhadores, principalmente dos trabalhadores da educação. Ninguém aqui consegue garantir que nenhuma de nossas escolas seja um ambiente sanitariamente seguro.”

Ao final da atividade, João Gabriel convocou a todas e todos a participarem das próximas atividades da Greve. Na próxima terça-feira (11/05) estão previstos novos atos simultâneos em várias regiões da cidade. Dia 18 de maio, uma manifestação está marcada com todas as categorias do serviços públicos que será realizada em frente à Secretaria Municipal de Saúde.

Título: Em Greve pela Vida, trabalhadores da Educação de SP fazem passeata para exigir vacina para todes, Conteúdo: Os trabalhadores e trabalhadoras da educação municipal, em greve desde o dia 10 de fevereiro, realizaram um ato com caminhada, partindo do Gabinete do Prefeito até à Secretaria Municipal de Saúde, na manhã de ontem (06). O objetivo do ato era, além de mostrar à população a necessidade de se realizar apenas atividades à distância, cobrar do Secretário Municipal de Saúde, Edson Aparecido, que tome medidas para proteger os profissionais da educação, os alunos e seus familiares. Enfrentamos, e isso vem há bastante tempo, um momento delicado com a pandemia, com hospitais super lotados e, segundo o próprio secretário, já há ameaça de chegada de uma terceira onda (sendo que a primeira não teve sua curva diminuída, mesmo após um ano de pandemia).  João Gabriel Buonavita, vice-presidente do Sindsep, abriu o ato falando sobre a defesa da vida pelos trabalhadores em greve. “O governo Covas/Ricardo Nunes decidiu retomar as aulas no meio da pandemia e o custo disso tem sido vidas humanas, a vida de trabalhadores da educação, alunos e seus familiares. Nós estamos aqui para dizer: nós queremos viver. A vida de todos nós importa.” João também enfatizou a luta de todas e todos. A marcha, que contou com a participação de diversos movimentos e intervenções artísticas com música e palavras de ordem, homenageou aos profissionais que, infelizmente perderam a vida por conta da Covid-19 e o descaso dos governos federal, estadual e municipal. Quando a caminhada chegou em frente ao Theatro Municipal, a Polícia Militar tentou forçar que os manifestantes mudassem o trajeto da caminhada pela rua Barão de Itapetininga, onde não circulam carros e, assim, perdesse a visibilidade. Os manifestantes protestaram gritando deixem passar a revolta popular!, e após negociação a marcha seguiu em direção à Secretaria Municipal de Saúde pela Avenida São João.  Luba Melo, diretora do Sindsep, lembrou que faltam vacinas, kits para entubação e leitos nos hospitais. “Não vamos aceitar a necropolítica de Covas, Nunes, Doria, não vamos aceitar a política de morte em nossas escolas. É greve pela vida”.  Maciel Nascimento, diretor dos Trabalhadores/as da Educação do Sindsep, reforçou também a necessidade de diálogo e negociação, que a Prefeitura de São Paulo não tem garantido. “Prefeitura hoje está discutindo o Plano de Metas da cidade, porém, o plano não foi divulgado. Ele tem até o próximo dia 10 para que seja feita a leitura pela população, não há tempo hábil. Além disso, o Plano Diretor será alterado, sem a participação da população e representantes das entidades. Cadê o prefeito em exercício, Ricardo Nunes, para explicar porquê está tudo sendo dicutido escondido?”, criticou.  Lira Ali, professora de Artes da EMEF CEU Butantã e do comando de greve regional, resgatou em sua intervenção o histórico de lutas de diversas gerações. “Não tem nada que vai nos tirar da luta, eles podem cortar nossos salários, mas a gente sabe que a vida é o bem maior. Pela vida, tudo vale a pena. Vale a pena porque a gente acredita num futuro mais feliz, a gente acredita numa educação pública de qualidade para nossos estudantes”, enfatizou ela, exaltando a dedicação dos servidores públicos em dar à cidade políticas públicas de qualidade. E, questionou, lembrando que a maior parte dos profissionais da educação ainda não foram vacinados: “porque agora, quando a situação é mais crítica, insistem em manter as escolas abertas?” Em frente à Secretaria Municipal de Saúde, a aula pública teve sequência pelos manifestantes, que fizeram uso do microfone para pedir que o secretário Edson Aparecido recebesse uma comissão de trabalhadores/as. A professora Adriana, do Comando de Greve de São Miguel, fez então a leitura emocionada dos 268 nomes de profissionais da educação vítimas da Covid-19. Culpa do descaso da administração pública que, além de não proteger seus trabalhadores, não adequou as unidades e hoje força um retorno irresponsável às atividades presenciais, disseram alguns trabalhadores. Flávia Anunciação, trabalhadora do HSPM e diretora do Sindsep, também lembrou o drama dos trabalhadores adoecidos no Hospital. “Essa secretaria [de saúde] e sua gestão tem se omitido em se colocar na defesa da vida dos trabalhadores, principalmente dos trabalhadores da educação. Ninguém aqui consegue garantir que nenhuma de nossas escolas seja um ambiente sanitariamente seguro.” Ao final da atividade, João Gabriel convocou a todas e todos a participarem das próximas atividades da Greve. Na próxima terça-feira (11/05) estão previstos novos atos simultâneos em várias regiões da cidade. Dia 18 de maio, uma manifestação está marcada com todas as categorias do serviços públicos que será realizada em frente à Secretaria Municipal de Saúde.



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