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Em Genebra, CUT denuncia golpe e recebe apoio internacional

Manifestação ocorreu durante reunião da Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra

Escrito por: CUT • Publicado em: 07/06/2016 - 16:23 • Última modificação: 08/06/2016 - 16:10 Escrito por: CUT Publicado em: 07/06/2016 - 16:23 Última modificação: 08/06/2016 - 16:10

CUT Lideranças internacionais durante atividade na OIT

Representantes da delegação brasileira e lideranças que participam da 105ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (CIT), em Genebra, Suíça, realizaram um ato nesta segunda-feira (6) para denunciar o golpe de Estado liderado pelas forças conservadoras, com apoio da grande mídia, parlamento e setores do Judiciário contra a presidenta Dilma Rousseff.

A atividade contou com apoio de lideranças internacionais, como o Secretário-Geral da CSI África, Kwasi Adu-Amankwah, que expressou solidariedade à luta dos brasileiros e ajuda a ampliar a campanha internacional"Somos todos Brasil contra o golpe".

“Expressamos nossa solidariedade com os trabalhadores e o povo brasileiro nesta grande luta pela democracia porque constatamos que a organização dos trabalhadores e sua contribuição à Política ajudaram a tirar milhões e milhões da pobreza dando-lhes acesso a educação e a saúde. E isso foi realizado em 12 anos em tal escala que em muito supera quaisquer benefícios recebidos pela classe trabalhadora em séculos de dominação das elites. E é por isso que devemos estar solidários com os trabalhadores brasileiros contra aqueles que querem usar meios civis para dar um golpe de Estado contra um governo democraticamente eleito", apontou.

O manifesto “Somos Brasil contra o golpe”, que a CUT distribuiu em Genebra, denuncia como a trama foi arquitetada “através de ataques sistemáticos e orquestrados por setores do judiciário, empresários, grandes meios de comunicação e apoiados, de maneira entusiasmada, pela parcela mais rica da sociedade brasileira”.

Presidente da CSI, João Felício apontou que o golpe tem como alvo as conquistas da classe trabalhadora. "Para a CSI (Confederação Sindical Internacional), o que está ocorrendo no Brasil é um golpe contra os trabalhadores e à população mais pobre. O movimento sindical internacional há muito tempo vê o Brasil como exemplo de conquista e direito. E é justamente isso que os golpistas querem retirar", disse.

Secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa reforçou a importância de tantas lideranças presentes na manifestação. "O ato que realizamos aqui em Genebra com mais de 200 dirigentes sindicais do mundo inteiro, foi uma demonstração muito forte de solidariedade. Isso tem uma importância grande porque as pessoas que compareceram vão manter o compromisso de denunciar a situação de golpe no Brasil", definiu

Diretor Executivo da CUT, Júlio Turra apontou a importância do apoio da classe trabalhadora internacional. "É uma forte demonstração de solidariedade de sindicalistas de todo o continente reunidos aqui em Genebra, expressando que estão do nosso lado na luta para derrotar o golpe, restabelecer a democracia e os direitos dos trabalhadores", falou.

Abrir os olhos do mundo 

O manifesto “Somos Brasil Contra o Golpe” defende que o “programa dos golpistas prevê, dentre outros pontos, o fortalecimento do acordo global de comércio TISA - que reduz a soberania nacional; enfraquecimento dos BRICS e do Mercosul, priorizando acordos bilaterais; desregulamentação do mercado de trabalho; enfraquecimento dos sindicatos nas negociações coletivas e tornar os direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em objeto de negociação, prevalecendo o negociado sobre o legislado; elevação da idade mínima para aposentadoria, assim como permitir benefícios com valores inferiores ao do salário mínimo; redução da massa salarial e do salário médio; privatizações selvagens, inclusive das gigantescas reservas da camada do Pré-Sal; desvinculação geral dos gastos do governo federal, sobretudo nas áreas de educação e saúde, caminhando, dessa forma, para a privatização e abertura da economia com o fim da política de conteúdo local para compras governamentais”, destaca

Destaca ainda que a “CUT Brasil e demais forças democráticas não reconhecem o governo Temer e o condenam como ilegítimo, por ser resultado de um processo ilegal e golpista de impeachment e por desrespeitar a vontade expressa da maioria dos cidadãos brasileiros que reelegeu, em 2014, a presidenta Dilma com mais de 54 milhões de votos – único governo eleito e, portanto, legítimo. Não aceitaremos que a classe trabalhadora e os setores mais pobres da população tenham que sofrer ainda mais sacrifícios. Lutamos até agora contra o golpe e continuaremos lutando, nas ruas e nos locais de trabalho, para reconduzir o país ao Estado de Direito e ao regime democrático, contra a retirada de direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e contra iniciativas que busquem a inserção subordinada do Brasil na economia internacional, regredindo, dessa forma, aos anos 90”, conclui o documento.

Líderes internacionais contra o golpe

“A Industrial Global Union representa 50 milhões de trabalhadores no mundo todo e aprovamos em nossa última reunião o apoio à luta do povo brasileiro contra o golpe. Aproveitando o Congresso da OIT aqui em Genebra, junto a militantes de várias partes do mundo, ajudamos a organizar esse ato que foi muito importante e demonstrou solidariedade dos cinco continentes à luta desenvolvida pela CUT.”
(Fernando Lopes – Adjunto IndustriALL)

“Nós da confederação Sindical Galega queremos mostrar nossa solidariedade à CUT na campanha contra o golpe contra a Dilma. Um golpe injustificado das forças externas dos países imperialistas e capitalistas que vimos com preocupação porque no Brasil está a referência para apontar para onde vamos, de um lado ou de outro, de acordo com a forma como se posicionarem as classes populares nesse processo.”
(Luis Jácome Rivera – Confederação Sindical Galega)

“Há uma política definida pela CSA, proposta pela CUT Brasil, em nosso último congresso, em abril deste ano, de expressar nossa solidariedade em qualquer lugar onde haja trabalhadores organizados em sindicatos. Seja em manifestações nas embaixadas brasileiras, às autoridades brasileiras e em conjunto com o movimento sindical. Acho que nós aqui na Conferência da OIT vamos mostrar ao mundo que ocorre um golpe, que não concordamos com ele e com o governo ilegítimo do Temer.”
(Rafael Freire – CSA)

“Toda solidariedade aos trabalhadores e à CUT contra o golpe produzido pela direita e extrema direita. Apoiamos todo o trabalho e a luta desenvolvida com a certeza de que os trabalhadores e o povo brasileiro vencerão. Venceremos, companheiros.” (Carlos Trindade – CGTB IN Portugal)

Título: Em Genebra, CUT denuncia golpe e recebe apoio internacional, Conteúdo: Representantes da delegação brasileira e lideranças que participam da 105ª reunião da Conferência Internacional do Trabalho (CIT), em Genebra, Suíça, realizaram um ato nesta segunda-feira (6) para denunciar o golpe de Estado liderado pelas forças conservadoras, com apoio da grande mídia, parlamento e setores do Judiciário contra a presidenta Dilma Rousseff. A atividade contou com apoio de lideranças internacionais, como o Secretário-Geral da CSI África, Kwasi Adu-Amankwah, que expressou solidariedade à luta dos brasileiros e ajuda a ampliar a campanha internacionalSomos todos Brasil contra o golpe. “Expressamos nossa solidariedade com os trabalhadores e o povo brasileiro nesta grande luta pela democracia porque constatamos que a organização dos trabalhadores e sua contribuição à Política ajudaram a tirar milhões e milhões da pobreza dando-lhes acesso a educação e a saúde. E isso foi realizado em 12 anos em tal escala que em muito supera quaisquer benefícios recebidos pela classe trabalhadora em séculos de dominação das elites. E é por isso que devemos estar solidários com os trabalhadores brasileiros contra aqueles que querem usar meios civis para dar um golpe de Estado contra um governo democraticamente eleito, apontou. O manifesto “Somos Brasil contra o golpe”, que a CUT distribuiu em Genebra, denuncia como a trama foi arquitetada “através de ataques sistemáticos e orquestrados por setores do judiciário, empresários, grandes meios de comunicação e apoiados, de maneira entusiasmada, pela parcela mais rica da sociedade brasileira”. Presidente da CSI, João Felício apontou que o golpe tem como alvo as conquistas da classe trabalhadora. Para a CSI (Confederação Sindical Internacional), o que está ocorrendo no Brasil é um golpe contra os trabalhadores e à população mais pobre. O movimento sindical internacional há muito tempo vê o Brasil como exemplo de conquista e direito. E é justamente isso que os golpistas querem retirar, disse. Secretário de Relações Internacionais da CUT, Antônio Lisboa reforçou a importância de tantas lideranças presentes na manifestação. O ato que realizamos aqui em Genebra com mais de 200 dirigentes sindicais do mundo inteiro, foi uma demonstração muito forte de solidariedade. Isso tem uma importância grande porque as pessoas que compareceram vão manter o compromisso de denunciar a situação de golpe no Brasil, definiu Diretor Executivo da CUT, Júlio Turra apontou a importância do apoio da classe trabalhadora internacional. É uma forte demonstração de solidariedade de sindicalistas de todo o continente reunidos aqui em Genebra, expressando que estão do nosso lado na luta para derrotar o golpe, restabelecer a democracia e os direitos dos trabalhadores, falou. Abrir os olhos do mundo  O manifesto “Somos Brasil Contra o Golpe” defende que o “programa dos golpistas prevê, dentre outros pontos, o fortalecimento do acordo global de comércio TISA - que reduz a soberania nacional; enfraquecimento dos BRICS e do Mercosul, priorizando acordos bilaterais; desregulamentação do mercado de trabalho; enfraquecimento dos sindicatos nas negociações coletivas e tornar os direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em objeto de negociação, prevalecendo o negociado sobre o legislado; elevação da idade mínima para aposentadoria, assim como permitir benefícios com valores inferiores ao do salário mínimo; redução da massa salarial e do salário médio; privatizações selvagens, inclusive das gigantescas reservas da camada do Pré-Sal; desvinculação geral dos gastos do governo federal, sobretudo nas áreas de educação e saúde, caminhando, dessa forma, para a privatização e abertura da economia com o fim da política de conteúdo local para compras governamentais”, destaca Destaca ainda que a “CUT Brasil e demais forças democráticas não reconhecem o governo Temer e o condenam como ilegítimo, por ser resultado de um processo ilegal e golpista de impeachment e por desrespeitar a vontade expressa da maioria dos cidadãos brasileiros que reelegeu, em 2014, a presidenta Dilma com mais de 54 milhões de votos – único governo eleito e, portanto, legítimo. Não aceitaremos que a classe trabalhadora e os setores mais pobres da população tenham que sofrer ainda mais sacrifícios. Lutamos até agora contra o golpe e continuaremos lutando, nas ruas e nos locais de trabalho, para reconduzir o país ao Estado de Direito e ao regime democrático, contra a retirada de direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e contra iniciativas que busquem a inserção subordinada do Brasil na economia internacional, regredindo, dessa forma, aos anos 90”, conclui o documento. Líderes internacionais contra o golpe “A Industrial Global Union representa 50 milhões de trabalhadores no mundo todo e aprovamos em nossa última reunião o apoio à luta do povo brasileiro contra o golpe. Aproveitando o Congresso da OIT aqui em Genebra, junto a militantes de várias partes do mundo, ajudamos a organizar esse ato que foi muito importante e demonstrou solidariedade dos cinco continentes à luta desenvolvida pela CUT.” (Fernando Lopes – Adjunto IndustriALL) “Nós da confederação Sindical Galega queremos mostrar nossa solidariedade à CUT na campanha contra o golpe contra a Dilma. Um golpe injustificado das forças externas dos países imperialistas e capitalistas que vimos com preocupação porque no Brasil está a referência para apontar para onde vamos, de um lado ou de outro, de acordo com a forma como se posicionarem as classes populares nesse processo.” (Luis Jácome Rivera – Confederação Sindical Galega) “Há uma política definida pela CSA, proposta pela CUT Brasil, em nosso último congresso, em abril deste ano, de expressar nossa solidariedade em qualquer lugar onde haja trabalhadores organizados em sindicatos. Seja em manifestações nas embaixadas brasileiras, às autoridades brasileiras e em conjunto com o movimento sindical. Acho que nós aqui na Conferência da OIT vamos mostrar ao mundo que ocorre um golpe, que não concordamos com ele e com o governo ilegítimo do Temer.” (Rafael Freire – CSA) “Toda solidariedade aos trabalhadores e à CUT contra o golpe produzido pela direita e extrema direita. Apoiamos todo o trabalho e a luta desenvolvida com a certeza de que os trabalhadores e o povo brasileiro vencerão. Venceremos, companheiros.” (Carlos Trindade – CGTB IN Portugal)



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