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Em Fortaleza, Dia de Lutas reúne mais de mil servidores

Eles seguiram em passeata até a Assembleia Legislativa em protesto contra a intransigência de prefeitos e a pauta do Congresso Nacional.

Escrito por: Confetam • Publicado em: 04/03/2016 - 14:15 • Última modificação: 07/03/2016 - 15:26 Escrito por: Confetam Publicado em: 04/03/2016 - 14:15 Última modificação: 07/03/2016 - 15:26

Marcos Adegas Servidores ocuparam a calçada de acesso ao Plenário 13 de Maio

No Dia Nacional de Lutas dos Servidores Públicos Municipais, a Praça da Imprensa, em Fortaleza, foi pintada de vermelho, cor das blusas usadas por centenas de manifestantes de 13 municípios do Ceará, que se deslocaram do Interior até a Capital para engrossar a atividade, realizada no dia 3 de março.

Da praça, os servidores seguiram em passeata pela Avenida Desembargador Moreira até a Assembleia Legislativa, onde foram recebidos por uma comissão de parlamentares. “Todos os dias a nossa onda vermelha só aumenta”, comemorou o professor Aguiar, servidor da base dos municipais de Maracanaú.

Realizado simultaneamente em nove estados do Brasil, o Dia de Lutas foi um protesto da categoria contra a pauta conservadora do Congresso Nacional e a intransigência de prefeitos que dificultam as negociações da Campanha Salarial Unificada 2016.

O ato, convocado nacionalmente pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), contou com as presenças do deputado estadual Elmano de Freitas (PT), do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/CE), Wil Pereira, e da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), Ana Cristina Guilherme, que foram pessoalmente levar solidariedade aos servidores das prefeituras, muitos deles em greve por melhores salários e condições de trabalho.

Ato dá visibilidade às lutas dos municipais

A presidente da Confetam, Vilani Oliveira, abriu o ato afirmando que a manifestação, coberta pela maioria dos veículos de comunicação da cidade, era uma estratégia para dar visibilidade à luta do funcionalismo municipal em defesa do Serviço Público de qualidade. “Este é o momento de darmos visibilidade às nossas dores, de denunciarmos a truculência de prefeitos, como Roberto Cláudio (PDT), que judicializam a luta dos servidores municipais”, criticou.

Vilani Oliveira se referia ao prefeito de Fortaleza, que conseguiu na Justiça a decretação da ilegalidade da greve dos professores do município. A categoria paralisou as atividades para pressionar o gestor a cumprir a Lei do Piso Nacional do Magistério e devolver aos profissionais os R$ 289 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) apropriados indevidamente pelo erário municipal. “O Sindiute não vai baixar as bandeiras. Vai ter luta o ano inteiro”, avisou.

Retrocessos serão engolidos por um tsunami

Para além das reivindicações corporativas dos servidores municipais, o Dia de Lutas foi um protesto contra as pautas retrógradas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, onde tramitam uma dezena de projetos de lei que impõem retrocessos aos direitos dos trabalhadores e aos interesses do Brasil. “O Congresso Nacional não representa o povo brasileiro. É uma Casa conservadora, que tem protagonizado votações vergonhosas, como a aprovação da retirada da exclusividade da Petrobrás na exploração do Pré-Sal. Não abriremos mão dos royaltes do petróleo para a educação e saúde”, adiantou a presidente da Confetam.

Ela também citou a aprovação da Lei Antiterrorismo, que criminaliza os movimentos sindical, social e popular. “Lutar pelos nossos direitos agora é crime?”, questionou. Vilani criticou ainda os projetos do Estatuto da Família, cujo conceito excluiu casais LGBTs, e da Terceirização sem limites. “A terceirização é a porta de entrada para a corrupção”, enfatizou.

Segundo a presidente da Confetam, a onda conservadora que avança no Parlamento será engolida por um “tsunami” de trabalhadores em defesa dos direitos adquiridos. “Nada do que está na nossa pauta é impossível de ser realizado”, concluiu.

Título: Em Fortaleza, Dia de Lutas reúne mais de mil servidores, Conteúdo: No Dia Nacional de Lutas dos Servidores Públicos Municipais, a Praça da Imprensa, em Fortaleza, foi pintada de vermelho, cor das blusas usadas por centenas de manifestantes de 13 municípios do Ceará, que se deslocaram do Interior até a Capital para engrossar a atividade, realizada no dia 3 de março. Da praça, os servidores seguiram em passeata pela Avenida Desembargador Moreira até a Assembleia Legislativa, onde foram recebidos por uma comissão de parlamentares. “Todos os dias a nossa onda vermelha só aumenta”, comemorou o professor Aguiar, servidor da base dos municipais de Maracanaú. Realizado simultaneamente em nove estados do Brasil, o Dia de Lutas foi um protesto da categoria contra a pauta conservadora do Congresso Nacional e a intransigência de prefeitos que dificultam as negociações da Campanha Salarial Unificada 2016. O ato, convocado nacionalmente pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam), contou com as presenças do deputado estadual Elmano de Freitas (PT), do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/CE), Wil Pereira, e da presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sindiute), Ana Cristina Guilherme, que foram pessoalmente levar solidariedade aos servidores das prefeituras, muitos deles em greve por melhores salários e condições de trabalho. Ato dá visibilidade às lutas dos municipais A presidente da Confetam, Vilani Oliveira, abriu o ato afirmando que a manifestação, coberta pela maioria dos veículos de comunicação da cidade, era uma estratégia para dar visibilidade à luta do funcionalismo municipal em defesa do Serviço Público de qualidade. “Este é o momento de darmos visibilidade às nossas dores, de denunciarmos a truculência de prefeitos, como Roberto Cláudio (PDT), que judicializam a luta dos servidores municipais”, criticou. Vilani Oliveira se referia ao prefeito de Fortaleza, que conseguiu na Justiça a decretação da ilegalidade da greve dos professores do município. A categoria paralisou as atividades para pressionar o gestor a cumprir a Lei do Piso Nacional do Magistério e devolver aos profissionais os R$ 289 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) apropriados indevidamente pelo erário municipal. “O Sindiute não vai baixar as bandeiras. Vai ter luta o ano inteiro”, avisou. Retrocessos serão engolidos por um tsunami Para além das reivindicações corporativas dos servidores municipais, o Dia de Lutas foi um protesto contra as pautas retrógradas do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, onde tramitam uma dezena de projetos de lei que impõem retrocessos aos direitos dos trabalhadores e aos interesses do Brasil. “O Congresso Nacional não representa o povo brasileiro. É uma Casa conservadora, que tem protagonizado votações vergonhosas, como a aprovação da retirada da exclusividade da Petrobrás na exploração do Pré-Sal. Não abriremos mão dos royaltes do petróleo para a educação e saúde”, adiantou a presidente da Confetam. Ela também citou a aprovação da Lei Antiterrorismo, que criminaliza os movimentos sindical, social e popular. “Lutar pelos nossos direitos agora é crime?”, questionou. Vilani criticou ainda os projetos do Estatuto da Família, cujo conceito excluiu casais LGBTs, e da Terceirização sem limites. “A terceirização é a porta de entrada para a corrupção”, enfatizou. Segundo a presidente da Confetam, a onda conservadora que avança no Parlamento será engolida por um “tsunami” de trabalhadores em defesa dos direitos adquiridos. “Nada do que está na nossa pauta é impossível de ser realizado”, concluiu.



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