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Eleições 2016: uma campanha misógina e sexista

Professora do Departamento de Serviço Social da UnB, Valdenízia Peixoto denuncia o preconceito contra candidatas às eleições municipais. "Difamar sexualmente mulheres é uma prática usual", afirma.

Escrito por: Valdenízia Peixoto • Publicado em: 01/07/2016 - 15:38 • Última modificação: 04/07/2016 - 11:58 Escrito por: Valdenízia Peixoto Publicado em: 01/07/2016 - 15:38 Última modificação: 04/07/2016 - 11:58

. Luizianne Lins foi vítima de cartazes difamatórios depois de anunciar pré-candidatura à prefeita

Recentemente, o mundo acompanhou o ataque contra uma boate estadunidense em Orlando, tendo como alvo o público de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), onde, entre mortos e feridos, somaram-se mais de 100 vítimas. Um crime brutal, resultado de ódio e intolerância contra pessoas LGBT. 

O ódio que matou lá mata também aqui no Brasil. Afinal, somos um dos primeiros países no ranking mundial em assassinatos de LGBT. Tais crimes são denominados como LGBTfobia, ou seja, um tipo específico de violência provocada por pessoas que não toleram qualquer outro relacionamento afetivo que não seja exclusivamente heterossexual.

Essa violência, porém, não se opera apenas por meio de crimes fatais. A LGBTfobia se apresenta também de modo sutil, como em xingamentos e piadas, por vezes naturalizadas devido a uma cultura misógina e sexista. Ela é herdeira de uma formação social brasileira fundada em valores moralistas advindos do patriarcado e do fundamentalismo religioso.

Foi esse mesmo sentimento de ódio e de intolerância que fez com que alguns locais da cidade de Fortaleza fossem inundados por cartazes difamatórios contra a deputada federal Luizianne Lins (PT), após o anúncio de sua pré-candidatura à Prefeitura de Fortaleza. Difamar sexualmente mulheres é uma prática usual em diversos espaços de trabalho e, no ambiente da política institucional, isso fica mais evidente ante o desespero de algumas pessoas que projetam nas mulheres uma ameaça aos espaços de poder ocupados hegemonicamente por homens.

A essa prática sórdida da pequena política, só resta o repúdio. Ademais, quanto ao fato específico dos cartazes, espera-se que os órgãos competentes tomem as providências cabíveis, para que o processo de campanha não seja maculado pelo escárnio contra a democracia. 

Título: Eleições 2016: uma campanha misógina e sexista, Conteúdo: Recentemente, o mundo acompanhou o ataque contra uma boate estadunidense em Orlando, tendo como alvo o público de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), onde, entre mortos e feridos, somaram-se mais de 100 vítimas. Um crime brutal, resultado de ódio e intolerância contra pessoas LGBT.  O ódio que matou lá mata também aqui no Brasil. Afinal, somos um dos primeiros países no ranking mundial em assassinatos de LGBT. Tais crimes são denominados como LGBTfobia, ou seja, um tipo específico de violência provocada por pessoas que não toleram qualquer outro relacionamento afetivo que não seja exclusivamente heterossexual. Essa violência, porém, não se opera apenas por meio de crimes fatais. A LGBTfobia se apresenta também de modo sutil, como em xingamentos e piadas, por vezes naturalizadas devido a uma cultura misógina e sexista. Ela é herdeira de uma formação social brasileira fundada em valores moralistas advindos do patriarcado e do fundamentalismo religioso. Foi esse mesmo sentimento de ódio e de intolerância que fez com que alguns locais da cidade de Fortaleza fossem inundados por cartazes difamatórios contra a deputada federal Luizianne Lins (PT), após o anúncio de sua pré-candidatura à Prefeitura de Fortaleza. Difamar sexualmente mulheres é uma prática usual em diversos espaços de trabalho e, no ambiente da política institucional, isso fica mais evidente ante o desespero de algumas pessoas que projetam nas mulheres uma ameaça aos espaços de poder ocupados hegemonicamente por homens. A essa prática sórdida da pequena política, só resta o repúdio. Ademais, quanto ao fato específico dos cartazes, espera-se que os órgãos competentes tomem as providências cabíveis, para que o processo de campanha não seja maculado pelo escárnio contra a democracia. 



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