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Dia do/a Trabalhador/a com cidadania, cultura e lazer

1º de maio na zona sul de São Paulo contou com massiva presença da juventude; unidade no discurso entre lideranças, artistas e população reforça luta para democratizar a comunicação

Escrito por: • Publicado em: 05/05/2014 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 05/05/2014 - 00:00

Não somente de atos políticos é feito o Dia do/a Trabalhador/a (1º de maio) da Central Única dos Trabalhadores em São Paulo. Na zona sul da capital, a celebração ocorreu no Parque das Árvores, bairro do Grajaú, e contou com atrações musicais, cultura e lazer, mas principalmente ações de cidadania e conscientização sobre o papel da classe trabalhadora e a importância de cada um/uma estar filiado ao seu sindicato.
De acordo com a organização, mais de 100 mil pessoas passaram pelo evento, um recorde de público entre todas as edições desde o inicio do evento na zona sul, conforme ressaltou Osvaldo da Silva Bezerra (Pipoka), coordenador geral do Sindicato dos Químicos de São Paulo. No ano passado, segundo dados oficiais da Polícia Militar, foram cerca de 60 mil.
Este é o sexto ano seguido em que a CUT promove o Dia do Trabalhador na região, numa parceria com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Sindicato dos Químicos e Fetec/CUT-SP.
Filas gigantescas se formaram em torno das tendas que prestavam serviços gratuitos de cidadania (emissão de documentos), saúde (glicemia, pressão arterial, papanicolau, osteoporose, entre outros) e de beleza (podologia, cabeleireiro, massagem), sem contar o Cine B (Cinema Nacional Brasileiro) com exibição de curta-metragens. As crianças também se divertiram bastante. Além do espaço com brinquedos, houve uma exposição de contos populares.
“A CUT tem que estar mais presente nas comunidades”, afirmou Admirson Medeiros (Greg), secretário adjunto de Formação da CUT Nacional. “Precisamos melhorar nossa criatividade, ressignificar uma série de valores e promover o diálogo com escolas, igrejas, torcidas organizadas e os mais diversos setores. Reproduzir mais vezes ações de cidadania e cultura como esta do Dia do Trabalhador, mesmo que em menor proporção, é fundamental”, ponderou.
Shows com diversos artistas animavam os presentes. Já no final da noite, quem subiu ao palco foram os cantores Paula Lima e GOG. A banda Ponto de Equilíbrio fechou o dia com a batida do reggae que contagiou todo o público presente. “No 1º de maio da zona sul não tem jabá, não tem sorteio de carro ou casa. Pensamos numa atividade voltada para todos os públicos, na presença de artistas com identidade popular, como a própria Paula Lima, o GOG, a banda Ponto de Equilíbrio, todos inclusive gravaram depoimentos em defesa a democratização da comunicação”, exaltou Adriana Magalhães, secretária de Imprensa da CUT-SP.
A temática escolhida para o Dia do Trabalhador neste ano foi ‘Comunicação: O Desafio do Século’. No palco, intervenções das lideranças e de diversos artistas enfatizaram a necessidade do Brasil ter uma mídia mais plural, democrática e de qualidade. “A juventude que está aqui não se sente representada e a resposta que nós tivemos hoje (ontem) foi muito positiva. O povo anseia por uma mudança imediata nos meios de comunicação”, disse Adriana, lembrando que a CUT-SP promoveu uma série de debates sobre o tema por todo o Estado e um seminário internacional na última segunda (28).
Seja com intervenções nas tendas montadas ou no contato direto com a população, militantes também faziam o recolhimento de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP), conhecido como Lei da Mídia Democrática.
Uma das responsáveis pela interação com o público durante os intervalos dos shows, Najara Leite, acredita que não há mais espaço para a comunicação de uma só voz. “Queremos um outro modelo que não este sensacionalista, preconceituoso, que divulga apenas tragédia, mas que promova uma informação de qualidade, porque aqui na periferia tem muita coisa boa”, afirmou.
Everton Benjamin, mais conhecido como MC África, também subiu ao palco para animar a galera. Em uma de suas intervenções, ele fez um agradecimento à CUT por levar este evento tão importante para a periferia.
Estado de São Paulo carece de mudanças - com a experiência de ter morado na zona sul por sete anos, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvândia Moreira, recorda que levava mais de três horas somente no trajeto de ida e volta entre a sua casa e o centro da capital. “A comunidade da zona sul precisa de metrô, mas não este que temos hoje, completamente sucateado. E diferentemente do divulgado por aí, metrô não é lugar para paquerar, até porque as pessoas de tão apertadas mal conseguem olhar para o lado. Queremos metrô de qualidade que atenda todas as regiões”, disse.
Para ela, o estado de São Paulo necessita de um novo projeto de governo com investimentos em políticas públicas de segurança, lazer, cultura, saúde e educação. “Por isso os trabalhadores precisam escolher bem seus candidatos e depois acompanhar de perto o andamento de suas gestões”, assinalou.
Juvândia saudou o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que foi o responsável por articular o programa ‘Mais Médicos’. Padilha, por sua vez, interagiu com o plateia e quando mencionou o caso de racismo contra o jogador de futebol Daniel Alves e que a luta deve ser constante, principalmente na periferia, foi ovacionado pelo público.
Já Pipoka, dos Químicos de São Paulo, recordou que já são mais de 20 anos de governos do PSDB em São Paulo. “E o que vemos hoje são grandes carências para a população, principalmente na periferia. Queremos um projeto que atenda os anseios da sociedade, que promova a melhoria da qualidade de vida de cada trabalhador e trabalhadora.”
O deputado estadual Luiz Claudio Marcolino, figura expressiva na defesa da classe trabalhadora e um dos idealizadores do projeto do 1º de maio na zona sul, lamenta o fato de não conseguir avançar com projetos na Assembleia Legislativa, como o metrô 24h e a lei de cotas para negros nas universidades estaduais.
Por fim, Adriana Magalhães avaliou que o 1º de maio na zona sul é "exemplo de que a gente ousando, apostando no novo, conseguimos dialogar com a juventude. E quando fazemos um evento descentralizado estamos mais próximos dos locais onde os trabalhadores e trabalhadoras moram.”
Passaram pelo evento o presidente estadual do PT-SP, Emidio de Souza; o deputado federal Carlos Zarattini; a deputada estadual Beth Sahão e o vereador Alfredinho.
Fonte: CUT Nacional

Título: Dia do/a Trabalhador/a com cidadania, cultura e lazer, Conteúdo: Não somente de atos políticos é feito o Dia do/a Trabalhador/a (1º de maio) da Central Única dos Trabalhadores em São Paulo. Na zona sul da capital, a celebração ocorreu no Parque das Árvores, bairro do Grajaú, e contou com atrações musicais, cultura e lazer, mas principalmente ações de cidadania e conscientização sobre o papel da classe trabalhadora e a importância de cada um/uma estar filiado ao seu sindicato. De acordo com a organização, mais de 100 mil pessoas passaram pelo evento, um recorde de público entre todas as edições desde o inicio do evento na zona sul, conforme ressaltou Osvaldo da Silva Bezerra (Pipoka), coordenador geral do Sindicato dos Químicos de São Paulo. No ano passado, segundo dados oficiais da Polícia Militar, foram cerca de 60 mil. Este é o sexto ano seguido em que a CUT promove o Dia do Trabalhador na região, numa parceria com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Sindicato dos Químicos e Fetec/CUT-SP. Filas gigantescas se formaram em torno das tendas que prestavam serviços gratuitos de cidadania (emissão de documentos), saúde (glicemia, pressão arterial, papanicolau, osteoporose, entre outros) e de beleza (podologia, cabeleireiro, massagem), sem contar o Cine B (Cinema Nacional Brasileiro) com exibição de curta-metragens. As crianças também se divertiram bastante. Além do espaço com brinquedos, houve uma exposição de contos populares. “A CUT tem que estar mais presente nas comunidades”, afirmou Admirson Medeiros (Greg), secretário adjunto de Formação da CUT Nacional. “Precisamos melhorar nossa criatividade, ressignificar uma série de valores e promover o diálogo com escolas, igrejas, torcidas organizadas e os mais diversos setores. Reproduzir mais vezes ações de cidadania e cultura como esta do Dia do Trabalhador, mesmo que em menor proporção, é fundamental”, ponderou. Shows com diversos artistas animavam os presentes. Já no final da noite, quem subiu ao palco foram os cantores Paula Lima e GOG. A banda Ponto de Equilíbrio fechou o dia com a batida do reggae que contagiou todo o público presente. “No 1º de maio da zona sul não tem jabá, não tem sorteio de carro ou casa. Pensamos numa atividade voltada para todos os públicos, na presença de artistas com identidade popular, como a própria Paula Lima, o GOG, a banda Ponto de Equilíbrio, todos inclusive gravaram depoimentos em defesa a democratização da comunicação”, exaltou Adriana Magalhães, secretária de Imprensa da CUT-SP. A temática escolhida para o Dia do Trabalhador neste ano foi ‘Comunicação: O Desafio do Século’. No palco, intervenções das lideranças e de diversos artistas enfatizaram a necessidade do Brasil ter uma mídia mais plural, democrática e de qualidade. “A juventude que está aqui não se sente representada e a resposta que nós tivemos hoje (ontem) foi muito positiva. O povo anseia por uma mudança imediata nos meios de comunicação”, disse Adriana, lembrando que a CUT-SP promoveu uma série de debates sobre o tema por todo o Estado e um seminário internacional na última segunda (28). Seja com intervenções nas tendas montadas ou no contato direto com a população, militantes também faziam o recolhimento de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP), conhecido como Lei da Mídia Democrática. Uma das responsáveis pela interação com o público durante os intervalos dos shows, Najara Leite, acredita que não há mais espaço para a comunicação de uma só voz. “Queremos um outro modelo que não este sensacionalista, preconceituoso, que divulga apenas tragédia, mas que promova uma informação de qualidade, porque aqui na periferia tem muita coisa boa”, afirmou. Everton Benjamin, mais conhecido como MC África, também subiu ao palco para animar a galera. Em uma de suas intervenções, ele fez um agradecimento à CUT por levar este evento tão importante para a periferia. Estado de São Paulo carece de mudanças - com a experiência de ter morado na zona sul por sete anos, a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvândia Moreira, recorda que levava mais de três horas somente no trajeto de ida e volta entre a sua casa e o centro da capital. “A comunidade da zona sul precisa de metrô, mas não este que temos hoje, completamente sucateado. E diferentemente do divulgado por aí, metrô não é lugar para paquerar, até porque as pessoas de tão apertadas mal conseguem olhar para o lado. Queremos metrô de qualidade que atenda todas as regiões”, disse. Para ela, o estado de São Paulo necessita de um novo projeto de governo com investimentos em políticas públicas de segurança, lazer, cultura, saúde e educação. “Por isso os trabalhadores precisam escolher bem seus candidatos e depois acompanhar de perto o andamento de suas gestões”, assinalou. Juvândia saudou o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que foi o responsável por articular o programa ‘Mais Médicos’. Padilha, por sua vez, interagiu com o plateia e quando mencionou o caso de racismo contra o jogador de futebol Daniel Alves e que a luta deve ser constante, principalmente na periferia, foi ovacionado pelo público. Já Pipoka, dos Químicos de São Paulo, recordou que já são mais de 20 anos de governos do PSDB em São Paulo. “E o que vemos hoje são grandes carências para a população, principalmente na periferia. Queremos um projeto que atenda os anseios da sociedade, que promova a melhoria da qualidade de vida de cada trabalhador e trabalhadora.” O deputado estadual Luiz Claudio Marcolino, figura expressiva na defesa da classe trabalhadora e um dos idealizadores do projeto do 1º de maio na zona sul, lamenta o fato de não conseguir avançar com projetos na Assembleia Legislativa, como o metrô 24h e a lei de cotas para negros nas universidades estaduais. Por fim, Adriana Magalhães avaliou que o 1º de maio na zona sul é exemplo de que a gente ousando, apostando no novo, conseguimos dialogar com a juventude. E quando fazemos um evento descentralizado estamos mais próximos dos locais onde os trabalhadores e trabalhadoras moram.” Passaram pelo evento o presidente estadual do PT-SP, Emidio de Souza; o deputado federal Carlos Zarattini; a deputada estadual Beth Sahão e o vereador Alfredinho. Fonte: CUT Nacional



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