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Debate em SC traz reflexão sobre os projetos em disputa na sociedade

Diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio falou sobre os desafios da classe trabadora

Escrito por: • Publicado em: 12/12/2014 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 12/12/2014 - 00:00

Dirigentes Sindicais CUTistas de Santa Catarina, participaram no dia 9 de dezembro na Escola Sul em Florianópolis, de um debate com o sociólogo e diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Clemente Ganz Lúcio. O debate com o tema “O alcance político das nossas práticas sindicais”, trouxe aos sindicalistas uma avaliação do período que estamos passando, a partir das conquistas dos últimos anos e o do cenário econômico internacional.
Clemente parabenizou a CUT-SC por se dispor a fazer essa reflexão, segundo ele, a uma dificuldade dos movimentos de esquerda de fazer uma autocrítica e reavaliar suas práticas. “É importante trocar ideias e ver outras visões sobre o que esta acontecendo. É preciso um distanciamento para fazer uma avaliação de todo um processo”, frisou Clemente.
O sonho e a realidade - De acordo com o sociólogo, o movimento de esquerda tem uma utopia que é construir uma sociedade justa, igualitária e fraterna. “Como vamos construir essa sociedade, se nós do movimento sindical, muitas vezes não praticamos isso? Fomos criados dentro de uma sociedade capitalista e o sistema capitalista não é para produzir igualdade, justiça e solidariedade, o sistema é para produzir riqueza”.
Clemente faz um resgate histórico dos movimentos de esquerda no mundo e o comparou com o processo no Brasil. Ele destacou que em nosso país essa construção de uma sociedade democrática se deu através de muita luta contra a ditadura militar, que resultou também numa nova constituinte. Segundo ele, a democracia foi uma conquista dos movimentos de esquerda, que ao longo de 300 anos travaram uma batalha contra a burguesia, para garantir que cada pessoa tivesse seu direito de escolha, com possibilidade de disputar espaços de decisão.
Segundo o sociólogo, é preciso que tenhamos clareza que vivemos dentro de uma sociedade capitalista e que mesmo com governos de esquerda, nós somos eleitos para administrar o capitalismo. “O Brasil possui quatro grandes poderes (executivo, legislativo, judiciário e os meios de comunicação), nós estamos no comando de apenas um deles, que é o executivo, não temos como avançar em reformas mais profundas com uma força desfavorável, o que temos a fazer é procurar medidas que amenizem a grande desigualdade social em que vivemos”.
Brasil é um país em disputa – Desde 2008 o sistema capitalista vive uma grande crise mundial, o Brasil nos últimos anos, veio na contramão dessa crise e gerou emprego e renda para a população. Hoje, de acordo com Clemente, o poder econômico olha para o nosso país com muita cobiça. “Nós temos muitos ativos, que é o que permite gerar riqueza”.
Atualmente o debate do sistema capitalista é a sua sustentação ambiental e o Brasil tem uma das maiores riquezas naturais do planeta. “O nosso país tem um dos maiores ativos para a sustentabilidade ambiental, é visto como um país que dá a possibilidade de reciclagem do capitalismo. Estamos entre os maiores produtores de alimentos do planeta. Somos os maiores produtores de minério, temos uma base de petróleo das maiores do planeta, temos uma diversidade de biomas enorme e somos a maior base de biofarma do mundo, nenhum país tem tanta diversidade vegetal para produzir fármacos como o Brasil”, elencou Clemente.
Segundo ele o conhecimento desses dados é importante para que os trabalhadores tenham consciência do que está em disputa em nosso país. “Por muito menos se faz uma guerra, por muito menos se mata muita gente. Nós estamos disputando o poder de um país com grande capacidade”.
Organizar e politizar os trabalhadores – Para ele, uma das grandes forças do movimento de esquerda é a politização dos trabalhadores. “Eles tem o poder econômico e a nossa única força é a organização. A politização significa abrir os olhos para que as pessoas percebam que se elas estão em determinados espaços, é porque houve uma disputa”.
Segundo Clemente, o mundo caminha progressivamente para à direita. Há anos as lutas do movimento de esquerda estão sendo desqualificadas, retirando o interesse das pessoas em participar de organizações que promovam a solidariedade. “Sabemos que temos dificuldade em colocar nossas pautas dentro de uma sociedade de quatro poderes, que destes, três estão com o poder econômico. Mas precisamos ser criativos e usar o estado para fortalecer a organização”, destacou Clemente que usou como exemplo os Espaços de Cultura, criado pelo Governo Lula e fechado pelo governo Dilma, como espaços que promoviam os valores da esquerda, como solidariedade, justiça e igualdade.
“No mundo do trabalho acredito que a prioridade agora é formação sindical e organização nos locais de trabalho. Temos que trazer os trabalhadores para o nosso lado e só vamos conseguir isso com um pensamento estratégico. Devemos mostrar a eles que a vida é complexa e que eles têm muita força, só que é preciso externa-la, mas mesmo assim não vamos atingir tudo o que queremos, mas vamos nos opor e garantir muito dos nossos direitos”, segundo Clemente o movimento sindical tem muita musculatura, só basta se organizar!
Mais fotos da atividade - http://www.cut-sc.org.br/galeria-de-fotos/125/debate-o-alcance-das-nossas-praticas-sindicais-com-clemente-ganz

Título: Debate em SC traz reflexão sobre os projetos em disputa na sociedade, Conteúdo: Dirigentes Sindicais CUTistas de Santa Catarina, participaram no dia 9 de dezembro na Escola Sul em Florianópolis, de um debate com o sociólogo e diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Clemente Ganz Lúcio. O debate com o tema “O alcance político das nossas práticas sindicais”, trouxe aos sindicalistas uma avaliação do período que estamos passando, a partir das conquistas dos últimos anos e o do cenário econômico internacional. Clemente parabenizou a CUT-SC por se dispor a fazer essa reflexão, segundo ele, a uma dificuldade dos movimentos de esquerda de fazer uma autocrítica e reavaliar suas práticas. “É importante trocar ideias e ver outras visões sobre o que esta acontecendo. É preciso um distanciamento para fazer uma avaliação de todo um processo”, frisou Clemente. O sonho e a realidade - De acordo com o sociólogo, o movimento de esquerda tem uma utopia que é construir uma sociedade justa, igualitária e fraterna. “Como vamos construir essa sociedade, se nós do movimento sindical, muitas vezes não praticamos isso? Fomos criados dentro de uma sociedade capitalista e o sistema capitalista não é para produzir igualdade, justiça e solidariedade, o sistema é para produzir riqueza”. Clemente faz um resgate histórico dos movimentos de esquerda no mundo e o comparou com o processo no Brasil. Ele destacou que em nosso país essa construção de uma sociedade democrática se deu através de muita luta contra a ditadura militar, que resultou também numa nova constituinte. Segundo ele, a democracia foi uma conquista dos movimentos de esquerda, que ao longo de 300 anos travaram uma batalha contra a burguesia, para garantir que cada pessoa tivesse seu direito de escolha, com possibilidade de disputar espaços de decisão. Segundo o sociólogo, é preciso que tenhamos clareza que vivemos dentro de uma sociedade capitalista e que mesmo com governos de esquerda, nós somos eleitos para administrar o capitalismo. “O Brasil possui quatro grandes poderes (executivo, legislativo, judiciário e os meios de comunicação), nós estamos no comando de apenas um deles, que é o executivo, não temos como avançar em reformas mais profundas com uma força desfavorável, o que temos a fazer é procurar medidas que amenizem a grande desigualdade social em que vivemos”. Brasil é um país em disputa – Desde 2008 o sistema capitalista vive uma grande crise mundial, o Brasil nos últimos anos, veio na contramão dessa crise e gerou emprego e renda para a população. Hoje, de acordo com Clemente, o poder econômico olha para o nosso país com muita cobiça. “Nós temos muitos ativos, que é o que permite gerar riqueza”. Atualmente o debate do sistema capitalista é a sua sustentação ambiental e o Brasil tem uma das maiores riquezas naturais do planeta. “O nosso país tem um dos maiores ativos para a sustentabilidade ambiental, é visto como um país que dá a possibilidade de reciclagem do capitalismo. Estamos entre os maiores produtores de alimentos do planeta. Somos os maiores produtores de minério, temos uma base de petróleo das maiores do planeta, temos uma diversidade de biomas enorme e somos a maior base de biofarma do mundo, nenhum país tem tanta diversidade vegetal para produzir fármacos como o Brasil”, elencou Clemente. Segundo ele o conhecimento desses dados é importante para que os trabalhadores tenham consciência do que está em disputa em nosso país. “Por muito menos se faz uma guerra, por muito menos se mata muita gente. Nós estamos disputando o poder de um país com grande capacidade”. Organizar e politizar os trabalhadores – Para ele, uma das grandes forças do movimento de esquerda é a politização dos trabalhadores. “Eles tem o poder econômico e a nossa única força é a organização. A politização significa abrir os olhos para que as pessoas percebam que se elas estão em determinados espaços, é porque houve uma disputa”. Segundo Clemente, o mundo caminha progressivamente para à direita. Há anos as lutas do movimento de esquerda estão sendo desqualificadas, retirando o interesse das pessoas em participar de organizações que promovam a solidariedade. “Sabemos que temos dificuldade em colocar nossas pautas dentro de uma sociedade de quatro poderes, que destes, três estão com o poder econômico. Mas precisamos ser criativos e usar o estado para fortalecer a organização”, destacou Clemente que usou como exemplo os Espaços de Cultura, criado pelo Governo Lula e fechado pelo governo Dilma, como espaços que promoviam os valores da esquerda, como solidariedade, justiça e igualdade. “No mundo do trabalho acredito que a prioridade agora é formação sindical e organização nos locais de trabalho. Temos que trazer os trabalhadores para o nosso lado e só vamos conseguir isso com um pensamento estratégico. Devemos mostrar a eles que a vida é complexa e que eles têm muita força, só que é preciso externa-la, mas mesmo assim não vamos atingir tudo o que queremos, mas vamos nos opor e garantir muito dos nossos direitos”, segundo Clemente o movimento sindical tem muita musculatura, só basta se organizar! Mais fotos da atividade - http://www.cut-sc.org.br/galeria-de-fotos/125/debate-o-alcance-das-nossas-praticas-sindicais-com-clemente-ganz



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