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CUT São Paulo e movimentos sociais propõem ação para cobrar responsabilidade de Alckmin sobre crise da água

Central também questionará na Justiça uma eventual cobrança de multa de 30% dos consumidores

Escrito por: • Publicado em: 19/05/2014 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 19/05/2014 - 00:00

Organizar uma grande mobilização popular para denunciar a irresponsabilidade do governo tucano de Geraldo Alckmin (PSDB) em relação à crise no abastecimento de água, que afeta oito milhões de pessoas e ameaça cerca de 14 milhões na capital e regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas. Esta foi a decisão unânime dos participantes do seminário “A Crise da Água”, realizado na terça-feira (13), no auditório Paulo Kobaiashi da Assembleia Legislativa (Alesp).
Participaram do evento cerca de 200 pessoas, entre deputados petistas e militantes dos movimentos sindical e social, como a Central dos Movimentos Populares (CMP), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Sem-Terra (MST), entre outros.
O anúncio da mobilização foi feito pelo presidente da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima, pouco antes do encerramento do seminário. “Vamos nos reunir com os demais movimentos para organizar essa mobilização. Vamos convocar associações de bairro, igrejas e todos aqueles que podem ser afetados por essa situação”, disse ele.
Ação judicial – O dirigente afirmou ainda que a CUT/SP entrará com ação judicial contra a multa de 30% prevista aos consumidores que utilizarem água acima da média. A ação será movida assim que for publicado o decreto do governo estadual determinando a cobrança. “Não é possível que a população pague a conta pela estiagem e o desabastecimento, principalmente diante da inércia e irresponsabilidade do governo estadual paulista que, por duas décadas, deixou de investir em obras e planos de contingência para aproveitamento dos recursos hídricos”, apontou.
A crise da água, ainda segundo Adi, pode afetar mais o emprego do que o apagão da energia ocorrido em 2001, pois a eletricidade podia ser fornecida por geradores, mas a água não tem substituto, por exemplo, para resfriamento de peças. “Quando a água é insumo da produção, o desabastecimento pode colocar o emprego em risco”, alertou.
O pior está por vir – Para o dirigente, não é possível que o estado mais rico do Brasil fique refém da chuva. E o uso do volume morto da água, previsto para ter início a partir desta quinta-feira (15) “é sinal de que o pior ainda está por vir, porque essa reserva vai acabar e as chuvas ainda não terão começado para repor a água utilizada”, pontua.
Para todos os que fizeram uso da palavra, a seca no Sistema Cantareira é fruto da má gestão do governo estadual e da Sabesp e não somente um problema climático ou, ainda, culpa da população, que gasta demais. Benedito Barbosa, coordenador da CMP, afirmou que “está faltando mobilização de rua para cobrar do governo do Estado esclarecimentos em relação à crise e explicações sobre a falta de investimentos e do acesso à água”.
Sobre o racionamento, insistentemente negado por Alckmin, o líder da Bancada do PT, deputado João Paulo Rillo, garantiu que a medida já é realidade nas periferias. A afirmação foi reforçada por diversos depoimentos de pessoas presentes no seminário, como JaBonancia, morador na Casa Verde, zona norte, e militante do MAB: “Todas as noites a região fica sem água e contamos apenas com as caixas das nossas residências. Nunca fomos informados oficialmente, mas por volta de 22h não tem mais água vindo da rede e ela só volta pela manhã”, denunciou.
Morte anunciada – O ex-prefeito de Diadema, Mário Reali, apresentou estudos que demonstram a má gestão da Sabesp. Segundo ele, a crise da água em São Paulo é a “crônica de uma morte anunciada”. São Paulo tem necessidade de 28 metros cúbicos de água por segundo e, com o volume morto, chegará a apenas 14 m3. “A própria Sabesp admite que há uma diminuição na vazão durante a noite, que equivale a um rodízio 48h por 48h”, ressaltou Reali.
CPI para investigar perdas – A Bancada do PT na Assembleia Legislativa quer investigar, por meio da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), as perdas de água da Sabesp. A companhia tem um contrato de R$ 400 milhões com a companhia japonesa de desenvolvimento Jica, executado desde 2009, mas cuja situação continua a mesma: perde-se cerca de 30% da água tratada na região metropolitana de São Paulo.
O requerimento de pedido da CPI, de autoria do deputado Marcos Martins, descreve também a investigação da contratação de empresas de ex-diretores da Sabesp, que prestam serviço para a companhia, sobretudo em manutenção de redes. Até o momento, 26 parlamentares assinaram o requerimento. São necessários 32 para que o pedido seja protocolado.
Além de Martins e Rillo, também estiveram presentes no seminário os deputados Adriano Diogo, Alencar Santana, Ana do Carmo, Antonio Mentor, Beth Sahão, Carlos Neder, Enio Tatto e José Zico Prado. Em suas intervenções, todos apontaram a responsabilidade do governo tucano sobre a atual crise, pois não foram feitos investimentos, apesar dos altos lucros da Sabesp. “Privatizaram a empresa, que passou a ter que dar lucro aos acionistas, ao invés de resolver os problemas de saneamento do Estado”, apontou Adriano Diogo.
Fonte: CUT Nacional

Título: CUT São Paulo e movimentos sociais propõem ação para cobrar responsabilidade de Alckmin sobre crise da água, Conteúdo: Organizar uma grande mobilização popular para denunciar a irresponsabilidade do governo tucano de Geraldo Alckmin (PSDB) em relação à crise no abastecimento de água, que afeta oito milhões de pessoas e ameaça cerca de 14 milhões na capital e regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas. Esta foi a decisão unânime dos participantes do seminário “A Crise da Água”, realizado na terça-feira (13), no auditório Paulo Kobaiashi da Assembleia Legislativa (Alesp). Participaram do evento cerca de 200 pessoas, entre deputados petistas e militantes dos movimentos sindical e social, como a Central dos Movimentos Populares (CMP), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Sem-Terra (MST), entre outros. O anúncio da mobilização foi feito pelo presidente da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima, pouco antes do encerramento do seminário. “Vamos nos reunir com os demais movimentos para organizar essa mobilização. Vamos convocar associações de bairro, igrejas e todos aqueles que podem ser afetados por essa situação”, disse ele. Ação judicial – O dirigente afirmou ainda que a CUT/SP entrará com ação judicial contra a multa de 30% prevista aos consumidores que utilizarem água acima da média. A ação será movida assim que for publicado o decreto do governo estadual determinando a cobrança. “Não é possível que a população pague a conta pela estiagem e o desabastecimento, principalmente diante da inércia e irresponsabilidade do governo estadual paulista que, por duas décadas, deixou de investir em obras e planos de contingência para aproveitamento dos recursos hídricos”, apontou. A crise da água, ainda segundo Adi, pode afetar mais o emprego do que o apagão da energia ocorrido em 2001, pois a eletricidade podia ser fornecida por geradores, mas a água não tem substituto, por exemplo, para resfriamento de peças. “Quando a água é insumo da produção, o desabastecimento pode colocar o emprego em risco”, alertou. O pior está por vir – Para o dirigente, não é possível que o estado mais rico do Brasil fique refém da chuva. E o uso do volume morto da água, previsto para ter início a partir desta quinta-feira (15) “é sinal de que o pior ainda está por vir, porque essa reserva vai acabar e as chuvas ainda não terão começado para repor a água utilizada”, pontua. Para todos os que fizeram uso da palavra, a seca no Sistema Cantareira é fruto da má gestão do governo estadual e da Sabesp e não somente um problema climático ou, ainda, culpa da população, que gasta demais. Benedito Barbosa, coordenador da CMP, afirmou que “está faltando mobilização de rua para cobrar do governo do Estado esclarecimentos em relação à crise e explicações sobre a falta de investimentos e do acesso à água”. Sobre o racionamento, insistentemente negado por Alckmin, o líder da Bancada do PT, deputado João Paulo Rillo, garantiu que a medida já é realidade nas periferias. A afirmação foi reforçada por diversos depoimentos de pessoas presentes no seminário, como JaBonancia, morador na Casa Verde, zona norte, e militante do MAB: “Todas as noites a região fica sem água e contamos apenas com as caixas das nossas residências. Nunca fomos informados oficialmente, mas por volta de 22h não tem mais água vindo da rede e ela só volta pela manhã”, denunciou. Morte anunciada – O ex-prefeito de Diadema, Mário Reali, apresentou estudos que demonstram a má gestão da Sabesp. Segundo ele, a crise da água em São Paulo é a “crônica de uma morte anunciada”. São Paulo tem necessidade de 28 metros cúbicos de água por segundo e, com o volume morto, chegará a apenas 14 m3. “A própria Sabesp admite que há uma diminuição na vazão durante a noite, que equivale a um rodízio 48h por 48h”, ressaltou Reali. CPI para investigar perdas – A Bancada do PT na Assembleia Legislativa quer investigar, por meio da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), as perdas de água da Sabesp. A companhia tem um contrato de R$ 400 milhões com a companhia japonesa de desenvolvimento Jica, executado desde 2009, mas cuja situação continua a mesma: perde-se cerca de 30% da água tratada na região metropolitana de São Paulo. O requerimento de pedido da CPI, de autoria do deputado Marcos Martins, descreve também a investigação da contratação de empresas de ex-diretores da Sabesp, que prestam serviço para a companhia, sobretudo em manutenção de redes. Até o momento, 26 parlamentares assinaram o requerimento. São necessários 32 para que o pedido seja protocolado. Além de Martins e Rillo, também estiveram presentes no seminário os deputados Adriano Diogo, Alencar Santana, Ana do Carmo, Antonio Mentor, Beth Sahão, Carlos Neder, Enio Tatto e José Zico Prado. Em suas intervenções, todos apontaram a responsabilidade do governo tucano sobre a atual crise, pois não foram feitos investimentos, apesar dos altos lucros da Sabesp. “Privatizaram a empresa, que passou a ter que dar lucro aos acionistas, ao invés de resolver os problemas de saneamento do Estado”, apontou Adriano Diogo. Fonte: CUT Nacional



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