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CUT presente na 18ª Parada LGBT de São Paulo

Luta por criminalização da homofobia e consolidação do Coletivo LGBT de São Paulo marcam engajamento da Central

Escrito por: • Publicado em: 07/05/2014 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 07/05/2014 - 00:00

O tom acizentado e formal da Avenida Paulista foi tomado na manhã do domingo (4) pelas cores do arco-íris e pela irreverência e, sobretudo, pela luta por direitos e contra a homofobia.
Com o mote "País vencedor é país sem homolesbotransfobia. Chega de mortes!", a Parada do Orgulho LGBT levou milhares às ruas da capital pelo 18º ano consecutivo, dos quais mais de uma década com a participação do trio elétrico da CUT São Paulo e seus sindicatos filiados.
Fantasias ora coloridas, ora em branco e preto; coreografias, cartazes e desfile sobre salto alto ou em perna de pau - não faltou criatividade à expressão dos participantes vindos de diversas regiões do Brasil e do exterior para o evento que é um dos principais do calendário mundial LGBT. O caminhão da CUT ficou lotado e o vermelho tomou conta do trio ao som do DJ Dori Medeiros.
O balanço do período aponta para avanços e conquistas, mas permanece o desafio de colocar os direitos dos trabalhadores (as) LGBT em prática no cotidiano, avaliam os dirigentes cutistas.
O Projeto de Lei Complementar nº 122, que visava punir como crime de ódio a discriminação por orientação sexual ou de gênero, foi "enterrado" no final de 2013, numa manobra que deixou o texto genérico e incorporou a proposta à reforma do Código Penal.
Por isso, a construção de uma lei efetiva no combate à homofobia é prioridade apontada com unanimidade por dirigentes estaduais e nacionais da Central.
"O trabalhador LGBT que tem mais consciência, tem buscado mais os seus direitos", afirma Carlos Obici, coordenador nacional co Coletivo LGBT da CUT, “mas a luta não é nada fácil. A utililzação do nome social é garantida por lei, bem como a proibição da discriminação nas contratações. Mas ninguém consegue usar o nome sem judicialização. E o trabalhador, estigmatizado como LGBT, não consegue emprego".
Membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT, Obici defendeu o embate constante no Congresso Nacional, principalmente diante da atuação dos parlamentares "fundamentalistas" quanto se trata de direitos humanos.
Conquistas e desafios
Como avanço no período, João Batista Gomes, secretário de Políticas Sociais da CUT São Paulo, ressalta a consolidação do Coletivo Estadual LGBT. "A construção continua, mas a participação dos sindicatos aumentou e realizamos, entre outras atividades, o 3º Encontro Estadual de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBT, que reforçou a coordenação do coletivo em SP".
A prática cotidiana segue como desafio no movimento sindical, segundo Gomes. "Alguns sindicatos compreendem a importância da questão LGBT, mas, além de concentrar atividades na semana da Parada, precisam se apropiar do tema no dia a dia e durante o todo ano", pontua o secretário cutista.
Ramos como o financeiro, químico e da educação, entre outros, têm promovido avanços maiores e efetivos, como a inclusão de itens buscando a igualdade de direitos nas convenções coletivas, avalia Walmir Siqueira, coordenador do Coletivo Estadual LGBT da CUT/SP. "Mas, considerando que a união homoafetiva foi reconhecida há três anos, estamos estagnados".
Plenária Estadual
O coordenador estadual do Coletivo LGBT defende a ampliação da representação desses trabalhadores (as) na Central, pauta que será levada à Plenária Estatutária da CUT/SP, que ocorrerá no final de maio, em Guarulhos. "A principal reivindicação e ter ao menos um membro do coletivo nas plenárias e congressos para discutirmos a questão LGBT", afirma.
Além de outras contribuições enviadas pelos sindicatos, a próxima plenária vai reforçar as políticas e fará uma discussão a partir do balanço dos últimos dois anos, explica Gomes. "Com o desafio de aprovar leis contra a homofobia e a discriminação, é preciso reafirmar a posição da Central e levar o debate para a CUT Nacional".
Fonte: CUT Nacional

Título: CUT presente na 18ª Parada LGBT de São Paulo, Conteúdo: O tom acizentado e formal da Avenida Paulista foi tomado na manhã do domingo (4) pelas cores do arco-íris e pela irreverência e, sobretudo, pela luta por direitos e contra a homofobia. Com o mote País vencedor é país sem homolesbotransfobia. Chega de mortes!, a Parada do Orgulho LGBT levou milhares às ruas da capital pelo 18º ano consecutivo, dos quais mais de uma década com a participação do trio elétrico da CUT São Paulo e seus sindicatos filiados. Fantasias ora coloridas, ora em branco e preto; coreografias, cartazes e desfile sobre salto alto ou em perna de pau - não faltou criatividade à expressão dos participantes vindos de diversas regiões do Brasil e do exterior para o evento que é um dos principais do calendário mundial LGBT. O caminhão da CUT ficou lotado e o vermelho tomou conta do trio ao som do DJ Dori Medeiros. O balanço do período aponta para avanços e conquistas, mas permanece o desafio de colocar os direitos dos trabalhadores (as) LGBT em prática no cotidiano, avaliam os dirigentes cutistas. O Projeto de Lei Complementar nº 122, que visava punir como crime de ódio a discriminação por orientação sexual ou de gênero, foi enterrado no final de 2013, numa manobra que deixou o texto genérico e incorporou a proposta à reforma do Código Penal. Por isso, a construção de uma lei efetiva no combate à homofobia é prioridade apontada com unanimidade por dirigentes estaduais e nacionais da Central. O trabalhador LGBT que tem mais consciência, tem buscado mais os seus direitos, afirma Carlos Obici, coordenador nacional co Coletivo LGBT da CUT, “mas a luta não é nada fácil. A utililzação do nome social é garantida por lei, bem como a proibição da discriminação nas contratações. Mas ninguém consegue usar o nome sem judicialização. E o trabalhador, estigmatizado como LGBT, não consegue emprego. Membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação LGBT, Obici defendeu o embate constante no Congresso Nacional, principalmente diante da atuação dos parlamentares fundamentalistas quanto se trata de direitos humanos. Conquistas e desafios Como avanço no período, João Batista Gomes, secretário de Políticas Sociais da CUT São Paulo, ressalta a consolidação do Coletivo Estadual LGBT. A construção continua, mas a participação dos sindicatos aumentou e realizamos, entre outras atividades, o 3º Encontro Estadual de Trabalhadores e Trabalhadoras LGBT, que reforçou a coordenação do coletivo em SP. A prática cotidiana segue como desafio no movimento sindical, segundo Gomes. Alguns sindicatos compreendem a importância da questão LGBT, mas, além de concentrar atividades na semana da Parada, precisam se apropiar do tema no dia a dia e durante o todo ano, pontua o secretário cutista. Ramos como o financeiro, químico e da educação, entre outros, têm promovido avanços maiores e efetivos, como a inclusão de itens buscando a igualdade de direitos nas convenções coletivas, avalia Walmir Siqueira, coordenador do Coletivo Estadual LGBT da CUT/SP. Mas, considerando que a união homoafetiva foi reconhecida há três anos, estamos estagnados. Plenária Estadual O coordenador estadual do Coletivo LGBT defende a ampliação da representação desses trabalhadores (as) na Central, pauta que será levada à Plenária Estatutária da CUT/SP, que ocorrerá no final de maio, em Guarulhos. A principal reivindicação e ter ao menos um membro do coletivo nas plenárias e congressos para discutirmos a questão LGBT, afirma. Além de outras contribuições enviadas pelos sindicatos, a próxima plenária vai reforçar as políticas e fará uma discussão a partir do balanço dos últimos dois anos, explica Gomes. Com o desafio de aprovar leis contra a homofobia e a discriminação, é preciso reafirmar a posição da Central e levar o debate para a CUT Nacional. Fonte: CUT Nacional



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