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Copa do Mundo e Trabalho Decente

A realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil em 2014 pode abrir uma série de oportunidades para que os temas do mundo do trabalho sejam favorecidos com a realização deste evento e também outros, como as Olimpíadas de 2016.

Escrito por: • Publicado em: 14/03/2014 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 14/03/2014 - 00:00

A afirmação foi feita pela Diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, durante a abertura da 5ª Oficina de Promoção de Trabalho Decente nos Grandes Eventos – Copa do Mundo Fifa 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, que está sendo realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no Rio de Janeiro. O tema central é a garantia de trabalho decente e oportunidades de emprego iguais para mulheres e homens durante as duas competições esportivas.
Estão previstos pesados investimentos em infraestrutura (R$ 33 bilhões), a presença de 3,7 milhões de turistas e a criação de milhares de novos empregos, muitos deles permanentes. Mas, alertou Laís Abramo, existem riscos embutidos na realização de um evento deste porte, como o desrespeito aos direitos fundamentais no trabalho, o aumento da ocorrência de formas inaceitáveis de trabalho (trabalho infantil, trabalho forçado, tráfico de pessoas para exploração laboral), aumento dos casos de exploração sexual de crianças e adolescentes. Além disso, podem aumentar as formas precarizadas e inseguras de trabalho, além do fato de que o legado social e econômico é incerto.
Além disso, a Copa deverá agregar R$ 183 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil até 2019, ou 0,4 por cento ao ano. Desse total, R$ 47,5 bilhões serão de investimentos em infraestrutura, gastos de turistas e aumento no consumo das famílias. Outros R$ 135,7 bilhões virão da recirculação de dinheiro na economia e aumento do turismo e do uso dos estádios após a Copa.
Laís Abramo notou que eventos como a Copa do Mundo têm grande potencial de geração de recursos para setores direta ou indiretamente envolvidos no planejamento, preparação e execução dos jogos; grande oportunidade para investimentos em setores chave da economia do país e grande potencial de geração de empregos.
Esses fatores abrem caminho para potencialidades como trabalhos e empregos de qualidade, ambientalmente sustentáveis, permanentes, para jovens e outros grupos menos favorecidos no mercado de trabalho (mulheres, negros/as, pessoas com deficiência). Da mesma forma, existem riscos embutidos, tais como: trabalhos informais e precários, acidentes de trabalho, jornadas exaustiva, trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes, trabalho em condições análogas à escravidão e tráfico de pessoas, desrespeito aos direitos dos trabalhadores migrantes e problemas ambientais e impactos sociais nas populações que vivem nas imediações dos estádios.
“Como diminuir os riscos e aumentar as potencialidades? Dialogando, somando esforços, integrando ações e iniciativas”, disse a Diretora do Escritório da OIT no Brasil. Isso passa por um termo público de adesão para promover o Trabalho Decente envolvendo o combate aos potenciais problemas.
As oficinas são promovidas pelo Ministério do Trabalho, em parceria com o Fórum Nacional de Secretários do Trabalho (FONSET), o governo estadual, a prefeitura e a OIT. Outra meta das oficinas é incluir jovens, negros, mulheres e pessoas com deficiência entre os postos de trabalho produzidos nos eventos, além de assegurar a quantidade e qualidade dos empregos que serão criados. O Ministério do Trabalho, que já promoveu oficinas desse tipo em Cuiabá, Porto Alegre, Fortaleza e Recife, e pretende levar a atividade às demais cidades-sede da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Natal, Manaus, Salvador e São Paulo.
Fonte: OIT

Título: Copa do Mundo e Trabalho Decente, Conteúdo: A afirmação foi feita pela Diretora do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, durante a abertura da 5ª Oficina de Promoção de Trabalho Decente nos Grandes Eventos – Copa do Mundo Fifa 2014 e Jogos Olímpicos de 2016, que está sendo realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, no Rio de Janeiro. O tema central é a garantia de trabalho decente e oportunidades de emprego iguais para mulheres e homens durante as duas competições esportivas. Estão previstos pesados investimentos em infraestrutura (R$ 33 bilhões), a presença de 3,7 milhões de turistas e a criação de milhares de novos empregos, muitos deles permanentes. Mas, alertou Laís Abramo, existem riscos embutidos na realização de um evento deste porte, como o desrespeito aos direitos fundamentais no trabalho, o aumento da ocorrência de formas inaceitáveis de trabalho (trabalho infantil, trabalho forçado, tráfico de pessoas para exploração laboral), aumento dos casos de exploração sexual de crianças e adolescentes. Além disso, podem aumentar as formas precarizadas e inseguras de trabalho, além do fato de que o legado social e econômico é incerto. Além disso, a Copa deverá agregar R$ 183 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil até 2019, ou 0,4 por cento ao ano. Desse total, R$ 47,5 bilhões serão de investimentos em infraestrutura, gastos de turistas e aumento no consumo das famílias. Outros R$ 135,7 bilhões virão da recirculação de dinheiro na economia e aumento do turismo e do uso dos estádios após a Copa. Laís Abramo notou que eventos como a Copa do Mundo têm grande potencial de geração de recursos para setores direta ou indiretamente envolvidos no planejamento, preparação e execução dos jogos; grande oportunidade para investimentos em setores chave da economia do país e grande potencial de geração de empregos. Esses fatores abrem caminho para potencialidades como trabalhos e empregos de qualidade, ambientalmente sustentáveis, permanentes, para jovens e outros grupos menos favorecidos no mercado de trabalho (mulheres, negros/as, pessoas com deficiência). Da mesma forma, existem riscos embutidos, tais como: trabalhos informais e precários, acidentes de trabalho, jornadas exaustiva, trabalho infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes, trabalho em condições análogas à escravidão e tráfico de pessoas, desrespeito aos direitos dos trabalhadores migrantes e problemas ambientais e impactos sociais nas populações que vivem nas imediações dos estádios. “Como diminuir os riscos e aumentar as potencialidades? Dialogando, somando esforços, integrando ações e iniciativas”, disse a Diretora do Escritório da OIT no Brasil. Isso passa por um termo público de adesão para promover o Trabalho Decente envolvendo o combate aos potenciais problemas. As oficinas são promovidas pelo Ministério do Trabalho, em parceria com o Fórum Nacional de Secretários do Trabalho (FONSET), o governo estadual, a prefeitura e a OIT. Outra meta das oficinas é incluir jovens, negros, mulheres e pessoas com deficiência entre os postos de trabalho produzidos nos eventos, além de assegurar a quantidade e qualidade dos empregos que serão criados. O Ministério do Trabalho, que já promoveu oficinas desse tipo em Cuiabá, Porto Alegre, Fortaleza e Recife, e pretende levar a atividade às demais cidades-sede da Copa: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Natal, Manaus, Salvador e São Paulo. Fonte: OIT



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