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Confira os prejuízos impostos pelo PLP 257 ao funcionalismo, serviço público e população em geral

Representante da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça de SP, Janaina Masquesini explica os danos causados pelo projeto

Escrito por: Confetam • Publicado em: 29/07/2016 - 16:53 • Última modificação: 01/08/2016 - 16:28 Escrito por: Confetam Publicado em: 29/07/2016 - 16:53 Última modificação: 01/08/2016 - 16:28

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No retorno do recesso parlamentar, o PLP 257/16 estará na pauta da Câmara dos Deputados como item único de votação desta segunda-feira (01/08). A previsão é de que, se houver quórum, o projeto comece a ser discutido em sessão deliberativa extraordinária, convocada para às 16 horas. A notícia mobilizou os servidores públicos e as entidades representativas da categoria em todo o país, que prometem reagir com firmeza para impedir a aprovação da proposta.

Para explicar os prejuízos causados pela eventual aprovação da matéria às carreiras do funcionalismo, ao serviço público e à população em geral, a representante da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo (ASSETJ), Janaina Masquesini, responde às principais dúvidas sobre o PLP 257/16. Confira:   

O que é o PLP nº 257/2016?

O PLP nº 257/2016 é um Projeto de Lei Complementar apresentado pelo Poder Executivo, em tramitação na Câmara Federal, que propõe a renegociação das dívidas dos Estados com a União. Porém, traz como contrapartida várias medidas que representam graves prejuízos aos direitos dos servidores públicos e ameaçam o bom funcionamento do serviço público para toda sociedade brasileira. Com a aprovação da matéria, o Governo Federal concede mais 20 anos para quitação das dívidas, mas destrói o estado do bem-estar social e coloca os servidores públicos como responsáveis pelo pagamento da conta. 

Quais os danos que a aprovação do PLP pode trazer aos servidores públicos?

Os prejuízos aos funcionários públicos são enormes. O Projeto trará arrocho salarial, pois proíbe reajustes ou adequação de remuneração a qualquer título aos servidores que há anos não recebem as devidas reposições salariais e impede também a progressão em planos de cargos e carreiras. Com a aprovação do PLP, quinquênios, licença prêmio, férias e licenças em pecúnia também ficam proibidos, além de aumentar de 11% para 14% a contribuição previdenciária do servidor.

E quanto aos danos para sociedade?

As medidas não são só contra o servidor mas também contra todo serviço público e consequentemente contra a sociedade. Os direitos previstos na Constituição só chegam até o cidadão pelas mãos do servidor público. Este Projeto impede novas contratações e a nomeação de servidores já aprovados em concursos, o que deixa a população ainda mais vulnerável nos atendimentos como saúde, educação, segurança, justiça, controle e infraestrutura. Já os servidores na ativa ficarão cada vez mais sobrecarregados e sem nenhuma motivação devido às reduções de verbas e ao congelamento dos salários. Um verdadeiro desastre para a sociedade que precisa de qualidade dos serviços públicos.

Quais servidores podem ser afetados pela aprovação desse Projeto?

A aprovação afetará todos os servidores públicos de todas as esferas (Federal, Estadual e Municipal) de todos os poderes (Judiciário, Executivo e Legislativo) e de todos os cargos, inclusive militares e magistratura. Isso porque o texto da matéria propõe alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal e suas diretrizes poderão ser incluídas em Leis Estaduais e Municipais regulamentadoras nas renegociações de dívidas. 

O atual cenário de crise política representa o que na tramitação do projeto? 

O momento atual é totalmente favorável para aprovação desse tipo de Projeto. Também existe um grande interesse dos governantes dos Estados para aprovação da matéria sob a justificativa de que os cofres públicos estão vazios. Além do mais, os governos dos Poderes Executivos Federal e Estaduais exercem forte influência nos parlamentares, o que aumenta o perigo de uma tramitação rápida. 

A mobilização dos servidores para barrar esse Projeto deve ser feita apenas em Brasília?

Não. A luta deve se estender por todo território nacional. Embora o Projeto de Lei esteja em tramitação na Câmara Federal, sabemos que cada parlamentar possui sua base eleitoral nos Estados e Municípios. Portanto, a mobilização dos servidores e de toda sociedade pode influenciar os eleitores. Na esfera municipal, a base política é fundamental, pois influencia diretamente nas decisões dos Estados e da União.

Como servidor público ou como cidadão, o que posso fazer para ajudar?

A luta das entidades só ganha legitimidade com a participação das suas bases. Para ajudar, é de extrema importância participar ativamente das mobilizações em defesa do serviço público, sejam elas nas ruas, nas audiências públicas, assembleias, possíveis paralisações e encontros nas sedes das entidades. Engrossar as manifestações virtuais nas redes sociais pautadas pelas entidades também é de grande relevância. Usem as hashtags #PLP257 #NaoaoPLP257 #ServidoresContraPLP257. É preciso que todos pressionem seus representantes políticos, mantendo contato com autoridades, vereadores, deputados estaduais e federais de suas regiões, seja pessoalmente ou até mesmo por email, encaminhando manifestações contrárias à aprovação do PLP 257/16. Também devemos conscientizar os cidadãos quanto às perdas na entrega de serviços públicos de qualidade, pois sem novas contratações quem sofre mais é a população. Todos devem se colocar contra esse Projeto com base num discurso organizado junto às entidades representativas do serviço público para aumentar a força da mobilização.

Fonte: Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União - Fenajufe
 

Título: Confira os prejuízos impostos pelo PLP 257 ao funcionalismo, serviço público e população em geral, Conteúdo: No retorno do recesso parlamentar, o PLP 257/16 estará na pauta da Câmara dos Deputados como item único de votação desta segunda-feira (01/08). A previsão é de que, se houver quórum, o projeto comece a ser discutido em sessão deliberativa extraordinária, convocada para às 16 horas. A notícia mobilizou os servidores públicos e as entidades representativas da categoria em todo o país, que prometem reagir com firmeza para impedir a aprovação da proposta. Para explicar os prejuízos causados pela eventual aprovação da matéria às carreiras do funcionalismo, ao serviço público e à população em geral, a representante da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo (ASSETJ), Janaina Masquesini, responde às principais dúvidas sobre o PLP 257/16. Confira:    O que é o PLP nº 257/2016? O PLP nº 257/2016 é um Projeto de Lei Complementar apresentado pelo Poder Executivo, em tramitação na Câmara Federal, que propõe a renegociação das dívidas dos Estados com a União. Porém, traz como contrapartida várias medidas que representam graves prejuízos aos direitos dos servidores públicos e ameaçam o bom funcionamento do serviço público para toda sociedade brasileira. Com a aprovação da matéria, o Governo Federal concede mais 20 anos para quitação das dívidas, mas destrói o estado do bem-estar social e coloca os servidores públicos como responsáveis pelo pagamento da conta.  Quais os danos que a aprovação do PLP pode trazer aos servidores públicos? Os prejuízos aos funcionários públicos são enormes. O Projeto trará arrocho salarial, pois proíbe reajustes ou adequação de remuneração a qualquer título aos servidores que há anos não recebem as devidas reposições salariais e impede também a progressão em planos de cargos e carreiras. Com a aprovação do PLP, quinquênios, licença prêmio, férias e licenças em pecúnia também ficam proibidos, além de aumentar de 11% para 14% a contribuição previdenciária do servidor. E quanto aos danos para sociedade? As medidas não são só contra o servidor mas também contra todo serviço público e consequentemente contra a sociedade. Os direitos previstos na Constituição só chegam até o cidadão pelas mãos do servidor público. Este Projeto impede novas contratações e a nomeação de servidores já aprovados em concursos, o que deixa a população ainda mais vulnerável nos atendimentos como saúde, educação, segurança, justiça, controle e infraestrutura. Já os servidores na ativa ficarão cada vez mais sobrecarregados e sem nenhuma motivação devido às reduções de verbas e ao congelamento dos salários. Um verdadeiro desastre para a sociedade que precisa de qualidade dos serviços públicos. Quais servidores podem ser afetados pela aprovação desse Projeto? A aprovação afetará todos os servidores públicos de todas as esferas (Federal, Estadual e Municipal) de todos os poderes (Judiciário, Executivo e Legislativo) e de todos os cargos, inclusive militares e magistratura. Isso porque o texto da matéria propõe alterações na Lei de Responsabilidade Fiscal e suas diretrizes poderão ser incluídas em Leis Estaduais e Municipais regulamentadoras nas renegociações de dívidas.  O atual cenário de crise política representa o que na tramitação do projeto?  O momento atual é totalmente favorável para aprovação desse tipo de Projeto. Também existe um grande interesse dos governantes dos Estados para aprovação da matéria sob a justificativa de que os cofres públicos estão vazios. Além do mais, os governos dos Poderes Executivos Federal e Estaduais exercem forte influência nos parlamentares, o que aumenta o perigo de uma tramitação rápida.  A mobilização dos servidores para barrar esse Projeto deve ser feita apenas em Brasília? Não. A luta deve se estender por todo território nacional. Embora o Projeto de Lei esteja em tramitação na Câmara Federal, sabemos que cada parlamentar possui sua base eleitoral nos Estados e Municípios. Portanto, a mobilização dos servidores e de toda sociedade pode influenciar os eleitores. Na esfera municipal, a base política é fundamental, pois influencia diretamente nas decisões dos Estados e da União. Como servidor público ou como cidadão, o que posso fazer para ajudar? A luta das entidades só ganha legitimidade com a participação das suas bases. Para ajudar, é de extrema importância participar ativamente das mobilizações em defesa do serviço público, sejam elas nas ruas, nas audiências públicas, assembleias, possíveis paralisações e encontros nas sedes das entidades. Engrossar as manifestações virtuais nas redes sociais pautadas pelas entidades também é de grande relevância. Usem as hashtags #PLP257 #NaoaoPLP257 #ServidoresContraPLP257. É preciso que todos pressionem seus representantes políticos, mantendo contato com autoridades, vereadores, deputados estaduais e federais de suas regiões, seja pessoalmente ou até mesmo por email, encaminhando manifestações contrárias à aprovação do PLP 257/16. Também devemos conscientizar os cidadãos quanto às perdas na entrega de serviços públicos de qualidade, pois sem novas contratações quem sofre mais é a população. Todos devem se colocar contra esse Projeto com base num discurso organizado junto às entidades representativas do serviço público para aumentar a força da mobilização. Fonte: Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União - Fenajufe  



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