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Centrais sindicais se mobilizam para barrar Reforma da Previdência

Seminário aponta ações para o enfrentamento à retirada de direitos

Escrito por: CUT Brasil/Sindsep Quixadá/Vermelho • Publicado em: 09/02/2017 - 12:54 • Última modificação: 09/02/2017 - 16:08 Escrito por: CUT Brasil/Sindsep Quixadá/Vermelho Publicado em: 09/02/2017 - 12:54 Última modificação: 09/02/2017 - 16:08

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Durante dois dias as Centrais Sindicais CUT, CTB, Força Sindical, Intersindical, CGTB, CSB e Conlutas se reuniram para discutir os desafios e ações de enfrentamento a Reforma da Previdência, enviada para o Congresso pelo Poder Executivo, que acaba com a aposentadoria pública da população brasileira e diminui o acesso ao Estado.

O “Seminário Reforma da Previdência: Desafios e Ação Sindical” que encerrou nesta quarta (8), em São Paulo, foi organizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e teve como objetivo formar sindicalistas multiplicadores de informações sobre a Reforma da Previdência e apontar ações sindicais unificadas contra a proposta.

“Nós não temos a imprensa ao nosso lado e precisamos garantir que a população conheça todo o desmonte do Estado que está sendo implementado por um projeto neoliberal do governo que não foi eleito nas urnas”, explicou a vice-presidenta do DIEESE, Raquel Kacelnikas. “As centrais têm papel crucial de impedir que essa reforma seja aprovada no Congresso”, enfatizou.

Desmonte da Seguridade Social

Foram discutidos vários aspectos da reforma, que muitos especialistas presentes chamaram por outro nome: um desmonte da Seguridade Social -  política implementada na Constituição de 1988 que garante proteção social aos trabalhadores e trabalhadoras, da qual a Previdência faz parte.

Estudos mostrados por técnicos do DIEESE que trabalharam subsidiando o debate, entre eles uma nota técnica sobre o tema, comprovam que as mudanças na Previdência tem como objetivo a privatização da poupança previdenciária, que levará ao aumento da desigualdade no país.

A vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, destacou a importância e a responsabilidade das centrais sindicais nesta etapa de luta, neste período difícil que o país está vivendo, com o alto índice de desemprego e sem nenhuma perspectiva de volta do crescimento econômico para enfrentar a crise. “Temos que devolver a Reforma da Previdência para a gaveta de quem a pensou. Essa reforma é injusta e seletiva – só vai tirar dos trabalhadores.  Não vejo nenhuma proposta de aumentar imposto dos empresários ou mesmo de auditoria das dívidas públicas".

Homens e mulheres nas ruas em 8 de Março

Carmen destaca a importância de homens e mulheres das centrais sindicais estarem nas ruas no 8 de março, Dia Internacional da Mulher, momento em que as trabalhadoras reivindicarão direitos. “Este ano a Reforma da Previdência é eixo principal das trabalhadoras rurais e urbanas, porque serão as mulheres as mais prejudicadas”, afirmou.

“Apesar das diferenças, temos unidade para enfrentar e barrar a reforma na luta e será nas ruas. Ou nós enfrentamos a Reforma da Previdência ou a reforma derrota a classe trabalhadora”, disse.

De acordo com a secretária nacional de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, o recado das centrais sindicais foi dado: "a reforma da Previdência arrebenta com a vida da população brasileira. Não aceitamos nem emendar, nem modificar. Precisamos mesmo é derrotar esse projeto dos golpistas", resumiu. 

Dia Nacional de Paralisação

Além da mobilização no Dia Internacional da Mulher, Graça Costa propôs que as centrais sindicais unissem forças em 15 de março, data do Dia Nacional de Paralisação. Convocada pela CUT, a paralisação nacional contará com a adesão das federações e sindicatos ligados à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT).

“Não cabe sentar-se à mesa para negociar retirada de direitos. E quem trair a classe trabalhadora ficará marcado na história da luta de classe”, avisou a secretária de Relações do Trabalho da CUT. “Nós temos que barrar essa reforma, porque derrotaremos também o que está em curso neste país, que é o desmonte do Estado de bem social que foi duramente conquistado”, completou.

Graça sugeriu que o movimento sindical retome o diálogo com a população nos municípios e nos locais de trabalho, ampliando ao máximo o contato com os trabalhadores. “Nós não temos a Rede Globo para fazer essa batalha, nós só temos a nossa língua, a nossa fala, o nosso contato com a classe trabalhadora”, destacou.

Datas de mobilização chamadas pela CUT

8 de Março – Dia Internacional de Lutas das Mulheres

15 de Março – Dia Nacional de Paralisação

Veja mais: 

Reforma justa da Previdência exige diálogo, afirma diretor da OIT

http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2017/02/reforma-justa-da-previdencia-exige-dialogo-afirma-diretor-da-oit

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http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2017/02/reforma-justa-da-previdencia-exige-dialogo-afirma-diretor-da-oit

Para Contag, reforma inviabiliza aposentadoria rural e pode provocar êxodo

http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2017/02/para-contag-pec-exclui-rurais-da-aposentadoria-e-pode-provcar-exodo

Ipea aponta elitização e masculinização em PEC da reforma da Previdência

http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2017/02/estudo-do-ipea-aponta-elitizacao-e-masculinizacao-na-pec-287

Reforma da Previdênciahttp://cut.org.br/noticias/rodrigo-maia-promete-reforma-da-previdencia-para-primeiro-semestre-8463/

Imprensa ao nosso ladohttp://cut.org.br/noticias/desmonte-da-comunicacao-publica-promove-propaganda-do-governo-golpista-1848/

Nota técnica do DIEESEhttp://www.dieese.org.br/notatecnica/2017/notaTec168Pec.pdf

'Pedalada' na Constituição e 'contabilidade criativa' forjam déficit da Previdência

 http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2017/02/pedalada-na-constituicao-e-contabilidade-criativa-forjam-deficit-da-previdencia

Título: Centrais sindicais se mobilizam para barrar Reforma da Previdência, Conteúdo: Durante dois dias as Centrais Sindicais CUT, CTB, Força Sindical, Intersindical, CGTB, CSB e Conlutas se reuniram para discutir os desafios e ações de enfrentamento a Reforma da Previdência, enviada para o Congresso pelo Poder Executivo, que acaba com a aposentadoria pública da população brasileira e diminui o acesso ao Estado. O “Seminário Reforma da Previdência: Desafios e Ação Sindical” que encerrou nesta quarta (8), em São Paulo, foi organizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e teve como objetivo formar sindicalistas multiplicadores de informações sobre a Reforma da Previdência e apontar ações sindicais unificadas contra a proposta. “Nós não temos a imprensa ao nosso lado e precisamos garantir que a população conheça todo o desmonte do Estado que está sendo implementado por um projeto neoliberal do governo que não foi eleito nas urnas”, explicou a vice-presidenta do DIEESE, Raquel Kacelnikas. “As centrais têm papel crucial de impedir que essa reforma seja aprovada no Congresso”, enfatizou. Desmonte da Seguridade Social Foram discutidos vários aspectos da reforma, que muitos especialistas presentes chamaram por outro nome: um desmonte da Seguridade Social -  política implementada na Constituição de 1988 que garante proteção social aos trabalhadores e trabalhadoras, da qual a Previdência faz parte. Estudos mostrados por técnicos do DIEESE que trabalharam subsidiando o debate, entre eles uma nota técnica sobre o tema, comprovam que as mudanças na Previdência tem como objetivo a privatização da poupança previdenciária, que levará ao aumento da desigualdade no país. A vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, destacou a importância e a responsabilidade das centrais sindicais nesta etapa de luta, neste período difícil que o país está vivendo, com o alto índice de desemprego e sem nenhuma perspectiva de volta do crescimento econômico para enfrentar a crise. “Temos que devolver a Reforma da Previdência para a gaveta de quem a pensou. Essa reforma é injusta e seletiva – só vai tirar dos trabalhadores.  Não vejo nenhuma proposta de aumentar imposto dos empresários ou mesmo de auditoria das dívidas públicas. Homens e mulheres nas ruas em 8 de Março Carmen destaca a importância de homens e mulheres das centrais sindicais estarem nas ruas no 8 de março, Dia Internacional da Mulher, momento em que as trabalhadoras reivindicarão direitos. “Este ano a Reforma da Previdência é eixo principal das trabalhadoras rurais e urbanas, porque serão as mulheres as mais prejudicadas”, afirmou. “Apesar das diferenças, temos unidade para enfrentar e barrar a reforma na luta e será nas ruas. Ou nós enfrentamos a Reforma da Previdência ou a reforma derrota a classe trabalhadora”, disse. De acordo com a secretária nacional de Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, o recado das centrais sindicais foi dado: a reforma da Previdência arrebenta com a vida da população brasileira. Não aceitamos nem emendar, nem modificar. Precisamos mesmo é derrotar esse projeto dos golpistas, resumiu.  Dia Nacional de Paralisação Além da mobilização no Dia Internacional da Mulher, Graça Costa propôs que as centrais sindicais unissem forças em 15 de março, data do Dia Nacional de Paralisação. Convocada pela CUT, a paralisação nacional contará com a adesão das federações e sindicatos ligados à Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT). “Não cabe sentar-se à mesa para negociar retirada de direitos. E quem trair a classe trabalhadora ficará marcado na história da luta de classe”, avisou a secretária de Relações do Trabalho da CUT. “Nós temos que barrar essa reforma, porque derrotaremos também o que está em curso neste país, que é o desmonte do Estado de bem social que foi duramente conquistado”, completou. Graça sugeriu que o movimento sindical retome o diálogo com a população nos municípios e nos locais de trabalho, ampliando ao máximo o contato com os trabalhadores. “Nós não temos a Rede Globo para fazer essa batalha, nós só temos a nossa língua, a nossa fala, o nosso contato com a classe trabalhadora”, destacou. Datas de mobilização chamadas pela CUT 8 de Março – Dia Internacional de Lutas das Mulheres 15 de Março – Dia Nacional de Paralisação Veja mais:  Reforma justa da Previdência exige diálogo, afirma diretor da OIT http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2017/02/reforma-justa-da-previdencia-exige-dialogo-afirma-diretor-da-oit Reforma justa da Previdência exige diálogo, afirma diretor da OIT http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2017/02/reforma-justa-da-previdencia-exige-dialogo-afirma-diretor-da-oit Para Contag, reforma inviabiliza aposentadoria rural e pode provocar êxodo http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2017/02/para-contag-pec-exclui-rurais-da-aposentadoria-e-pode-provcar-exodo Ipea aponta elitização e masculinização em PEC da reforma da Previdência http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2017/02/estudo-do-ipea-aponta-elitizacao-e-masculinizacao-na-pec-287 Reforma da Previdência: http://cut.org.br/noticias/rodrigo-maia-promete-reforma-da-previdencia-para-primeiro-semestre-8463/ Imprensa ao nosso lado: http://cut.org.br/noticias/desmonte-da-comunicacao-publica-promove-propaganda-do-governo-golpista-1848/ Nota técnica do DIEESE: http://www.dieese.org.br/notatecnica/2017/notaTec168Pec.pdf Pedalada na Constituição e contabilidade criativa forjam déficit da Previdência  http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2017/02/pedalada-na-constituicao-e-contabilidade-criativa-forjam-deficit-da-previdencia



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