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Caxias do Sul: Servidores prestigiam audiência sobre Ipam/Saúde

Os servidores municipais lotaram o plenário da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul para a audiência pública sobre o Ipam/Saúde, plano de saúde dos servidores, nesta sexta-feira, 23 de maio.

Escrito por: • Publicado em: 26/05/2014 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 26/05/2014 - 00:00

O vereador Guila Sebben (PP), presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Fiscalização e Controle Orçamentário (CDEFCO) fez a abertura da audiência. Os vereadores Jaison Barbosa (PDT), Raimundo Bampi (PSB), Henrique Silva (PCdoB), Denise Pessoa (PT) e Mauro Pereira (PMDB) também acompanharam a audiência.
A presidente do Ipam e procuradora do município Cezira Hockele informou que o Ipam está enfrentando dificuldades devido ao credenciamento de médicos, a exemplo de outros planos de saúde no país. Segundo ela, existem pedidos para credenciamento de algumas categorias. Além disso, declarou que o Ipam fará a divulgação dos números da pesquisa feita com os servidores em assembleia, agendada para o dia 30 de maio, 19 horas, no Bloco J da UCS. Sobre a nova gestão, Cezira apontou a necessidade de gerir com transparência o instituto, com a implantação de informatização do sistema, constituição de quadro próprio e medidas para a melhoria da gestão. Após convidou o diretor administrativo Vinicius Bacichetto que apresentou o novo site do Ipam, que possui menus ainda em atualização. Segundo ele, haverá um guia de saúde para download com listagem de conveniados e mostrou a interface dos números do Ipam. O diretor médico previdenciário do Ipam, Rachid Miguel, demonstrou a preocupação com os gastos em procedimentos com órteses e próteses pelo Ipam/Saúde. Como perito, tomou medidas para que houvesse mais controle sobre as cirurgias de coluna. Segundo ele, a gestão do Ipam/Saúde precisa de pessoal capacitado e é preciso pensar sobre isso. Jucelei Bonatto da Silva mostrou um gráfico com contribuições e despesas do plano de saúde dos servidores. Segundo ela, de 2002 a 2006, os números eram preocupantes. Em 2007, com a redução de 40 para 25% do desconto da farmácia e o pagamento das consultas em consultório a situação melhorou. Em 2013, houve superávit com redução de despesas e medidas internas. A distribuição dos segurados por faixa etária também foi apresentada.
O presidente do Sindiserv João Dorlan agradeceu aos vereadores por atender o pedido feito pelo sindicato, uma reivindicação que preocupa os servidores e está na pauta da Campanha Salarial. Esse tema é solicitado porque o sindicato sempre foi parceiro para garantir um Ipam/Saúde sustentável, que permita aos servidores o acesso aos atendimentos de saúde. O presidente discorreu sobre a importância de uma gestão eficiente e profissional no Ipam/Saúde, lembrando que os números mostram e não foram favoráveis às necessidades da categoria. "Se a gestão for aprimorada é possível fortalecer o plano de saúde dos servidores. Sobre o aumento da alíquota não há concordância do sindicato, tampouco dos servidores," informou. Em 2013, o sindicato buscou o diálogo com o servidor para que a cirurgia seja uma opção apenas após esgotadas as medidas de prevenção disponíveis. Com essa medida, o déficit de R$7 milhões foi revertido para um superávit de R$2 milhões. É preciso garantir as coberturas atrativas para que os servidores se mantenham no Ipam/Saúde e o plano seja viável. Ressaltou que o serviço de Odontologia próprio onera o sistema e a realização de convênios pode gerar economia. Revelou que os servidores não encontram médicos e pediatras no Ipam. Uma evasão, que inviabilizaria o Ipam/Saúde, precisa ser evitada. Avançar em ações preventivas conjuntas é uma necessidade que pode representar uma economia para o sistema. Dorlan afirmou que a Farmácia do Ipam não é vantajosa para o servidor porque o mercado propicia modalidades de compras melhores, mesmo com os 25% de desconto que os servidores têm direito. O presidente destacou que o convênio em farmácias concorrentes é legal e pode ser feito para beneficiar os servidores. "Acreditamos, sim que é possível manter o Ipam/Saúde público, sem aumento de alíquota, com coberturas diferenciadas sem onerar os servidores. Aprofundando a gestão é possível o servidor beneficiário do Ipam/Saúde o atendimento seja garantido. A informatização ajuda na transparência e permite que os assistentes sociais façam um controle adequado dos atendimentos. Todos queremos achar soluções para manter o Ipam/Saúde sustentável", finalizou.
Os servidores tiveram a oportunidade de se manifestar sobre o Ipam/Saúde. A professora Glaucia Helena Gomes, servidora e presidente do Conselho Municipal de Educação, fez a leitura de um documento em que manifestou o seu descontentamento sobre o procedimento que determina aos psicólogos o envio de relatório detalhado sobre o tratamento dos servidores.
O ex-presidente do Sindiserv Gustavo Ruivo lembrou que o orçamento do Ipam/Saúde deve ter um valor equivalente a uma das prefeituras da região, é presidida por indicação do prefeito municipal.
Para o servidor Leonardo Sandi em uma empresa particular o patrão privilegia os trabalhadore: “Vejo que o Ipam foi um cabide de emprego. Espero uma resposta dos vereadores sobre isso”.
O servidor Paulo Andrade demonstrou estranheza diante do superávit de 2013, já que a cada cinco meses houve troca de presidente. Segundo ele, alguns cargos ficaram vagos por meses.
O presidente do Conselho Fiscal, Pedro Vanzin Filho, declarou que o Ipam/Saúde tem dívidas com médicos e por isso o superávit não é real. Também destacou que há ações judiciais que podem onerar gravemente o plano de saúde dos servidores. “Eu não consigo entender porque não há uma auditoria interna no Ipam/Saúde”, pontuou. Para ele, é preciso ter um sistema de controle interno. Sobre o artigo 19, é preciso aplicar o menor preço onde for possível, disse Pedro. O servidor propôs que seja estabelecida uma política de diálogo para que possa ser feito um acompanhamento.
A secretária de Recursos Humanos e Logistica, Jaqueline Marques Bernardi, lembrou que acumulou a presidência do Ipam por três meses e percebeu que a questão da gestão tem que ser exercida no limite da legislação. Para ela, é importante que os servidores estejam na assembleia do Ipam/Saúde para que, em conjunto, seja tomada uma decisão.
Os vereadores Mauro Pereira (PMDB) e Jaison Barbosa (PDT) ressaltaram a importância de debater o Ipam/Saúde.
Ao final da audiência, a presidente do Ipam declarou que ouvir os servidores foi muito importante. Demonstrou preocupação sobre os laudos dos servidores e informou que houve afastamento de presidente do instituto por motivo de saúde. Convidou a todos para a assembleia do dia 30.
O presidente João Dorlan finalizou pontuando que a audiência pública foi um momento importante e por isso é preciso que a categoria se mobilize para participar da assembleia que vai ser realizada na próxima semana: “Nós temos uma certeza: a categoria não aceitará aumento de alíquota do Ipam/Saúde ou do Faps e espera que o governo tenha sensibilidade para isso. Se houver medidas eficazes de gestão é possível termos um plano de saúde sustentável e garantidor de direitos. O esforço dos servidores do Ipam precisa ser reconhecido porque a maioria é cedido. Precisamos encontrar saídas com prazos para que a nova equipe mostre o seu projeto de administração. Se há consenso, é preciso tomar as atitudes. Na assembleia, será um debate deliberativo”, finalizou. Informou que somente os segurados do Ipam/Saúde terão acesso à assembleia.
Fonte: SINDSERV

Título: Caxias do Sul: Servidores prestigiam audiência sobre Ipam/Saúde, Conteúdo: O vereador Guila Sebben (PP), presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Fiscalização e Controle Orçamentário (CDEFCO) fez a abertura da audiência. Os vereadores Jaison Barbosa (PDT), Raimundo Bampi (PSB), Henrique Silva (PCdoB), Denise Pessoa (PT) e Mauro Pereira (PMDB) também acompanharam a audiência. A presidente do Ipam e procuradora do município Cezira Hockele informou que o Ipam está enfrentando dificuldades devido ao credenciamento de médicos, a exemplo de outros planos de saúde no país. Segundo ela, existem pedidos para credenciamento de algumas categorias. Além disso, declarou que o Ipam fará a divulgação dos números da pesquisa feita com os servidores em assembleia, agendada para o dia 30 de maio, 19 horas, no Bloco J da UCS. Sobre a nova gestão, Cezira apontou a necessidade de gerir com transparência o instituto, com a implantação de informatização do sistema, constituição de quadro próprio e medidas para a melhoria da gestão. Após convidou o diretor administrativo Vinicius Bacichetto que apresentou o novo site do Ipam, que possui menus ainda em atualização. Segundo ele, haverá um guia de saúde para download com listagem de conveniados e mostrou a interface dos números do Ipam. O diretor médico previdenciário do Ipam, Rachid Miguel, demonstrou a preocupação com os gastos em procedimentos com órteses e próteses pelo Ipam/Saúde. Como perito, tomou medidas para que houvesse mais controle sobre as cirurgias de coluna. Segundo ele, a gestão do Ipam/Saúde precisa de pessoal capacitado e é preciso pensar sobre isso. Jucelei Bonatto da Silva mostrou um gráfico com contribuições e despesas do plano de saúde dos servidores. Segundo ela, de 2002 a 2006, os números eram preocupantes. Em 2007, com a redução de 40 para 25% do desconto da farmácia e o pagamento das consultas em consultório a situação melhorou. Em 2013, houve superávit com redução de despesas e medidas internas. A distribuição dos segurados por faixa etária também foi apresentada. O presidente do Sindiserv João Dorlan agradeceu aos vereadores por atender o pedido feito pelo sindicato, uma reivindicação que preocupa os servidores e está na pauta da Campanha Salarial. Esse tema é solicitado porque o sindicato sempre foi parceiro para garantir um Ipam/Saúde sustentável, que permita aos servidores o acesso aos atendimentos de saúde. O presidente discorreu sobre a importância de uma gestão eficiente e profissional no Ipam/Saúde, lembrando que os números mostram e não foram favoráveis às necessidades da categoria. Se a gestão for aprimorada é possível fortalecer o plano de saúde dos servidores. Sobre o aumento da alíquota não há concordância do sindicato, tampouco dos servidores, informou. Em 2013, o sindicato buscou o diálogo com o servidor para que a cirurgia seja uma opção apenas após esgotadas as medidas de prevenção disponíveis. Com essa medida, o déficit de R$7 milhões foi revertido para um superávit de R$2 milhões. É preciso garantir as coberturas atrativas para que os servidores se mantenham no Ipam/Saúde e o plano seja viável. Ressaltou que o serviço de Odontologia próprio onera o sistema e a realização de convênios pode gerar economia. Revelou que os servidores não encontram médicos e pediatras no Ipam. Uma evasão, que inviabilizaria o Ipam/Saúde, precisa ser evitada. Avançar em ações preventivas conjuntas é uma necessidade que pode representar uma economia para o sistema. Dorlan afirmou que a Farmácia do Ipam não é vantajosa para o servidor porque o mercado propicia modalidades de compras melhores, mesmo com os 25% de desconto que os servidores têm direito. O presidente destacou que o convênio em farmácias concorrentes é legal e pode ser feito para beneficiar os servidores. Acreditamos, sim que é possível manter o Ipam/Saúde público, sem aumento de alíquota, com coberturas diferenciadas sem onerar os servidores. Aprofundando a gestão é possível o servidor beneficiário do Ipam/Saúde o atendimento seja garantido. A informatização ajuda na transparência e permite que os assistentes sociais façam um controle adequado dos atendimentos. Todos queremos achar soluções para manter o Ipam/Saúde sustentável, finalizou. Os servidores tiveram a oportunidade de se manifestar sobre o Ipam/Saúde. A professora Glaucia Helena Gomes, servidora e presidente do Conselho Municipal de Educação, fez a leitura de um documento em que manifestou o seu descontentamento sobre o procedimento que determina aos psicólogos o envio de relatório detalhado sobre o tratamento dos servidores. O ex-presidente do Sindiserv Gustavo Ruivo lembrou que o orçamento do Ipam/Saúde deve ter um valor equivalente a uma das prefeituras da região, é presidida por indicação do prefeito municipal. Para o servidor Leonardo Sandi em uma empresa particular o patrão privilegia os trabalhadore: “Vejo que o Ipam foi um cabide de emprego. Espero uma resposta dos vereadores sobre isso”. O servidor Paulo Andrade demonstrou estranheza diante do superávit de 2013, já que a cada cinco meses houve troca de presidente. Segundo ele, alguns cargos ficaram vagos por meses. O presidente do Conselho Fiscal, Pedro Vanzin Filho, declarou que o Ipam/Saúde tem dívidas com médicos e por isso o superávit não é real. Também destacou que há ações judiciais que podem onerar gravemente o plano de saúde dos servidores. “Eu não consigo entender porque não há uma auditoria interna no Ipam/Saúde”, pontuou. Para ele, é preciso ter um sistema de controle interno. Sobre o artigo 19, é preciso aplicar o menor preço onde for possível, disse Pedro. O servidor propôs que seja estabelecida uma política de diálogo para que possa ser feito um acompanhamento. A secretária de Recursos Humanos e Logistica, Jaqueline Marques Bernardi, lembrou que acumulou a presidência do Ipam por três meses e percebeu que a questão da gestão tem que ser exercida no limite da legislação. Para ela, é importante que os servidores estejam na assembleia do Ipam/Saúde para que, em conjunto, seja tomada uma decisão. Os vereadores Mauro Pereira (PMDB) e Jaison Barbosa (PDT) ressaltaram a importância de debater o Ipam/Saúde. Ao final da audiência, a presidente do Ipam declarou que ouvir os servidores foi muito importante. Demonstrou preocupação sobre os laudos dos servidores e informou que houve afastamento de presidente do instituto por motivo de saúde. Convidou a todos para a assembleia do dia 30. O presidente João Dorlan finalizou pontuando que a audiência pública foi um momento importante e por isso é preciso que a categoria se mobilize para participar da assembleia que vai ser realizada na próxima semana: “Nós temos uma certeza: a categoria não aceitará aumento de alíquota do Ipam/Saúde ou do Faps e espera que o governo tenha sensibilidade para isso. Se houver medidas eficazes de gestão é possível termos um plano de saúde sustentável e garantidor de direitos. O esforço dos servidores do Ipam precisa ser reconhecido porque a maioria é cedido. Precisamos encontrar saídas com prazos para que a nova equipe mostre o seu projeto de administração. Se há consenso, é preciso tomar as atitudes. Na assembleia, será um debate deliberativo”, finalizou. Informou que somente os segurados do Ipam/Saúde terão acesso à assembleia. Fonte: SINDSERV



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