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Bolsonaro tira R$ 8,5 bi do combate à fome com corte de ICMS

Bolsonaro conseguiu aprovar no Congresso Nacional, a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Escrito por: Thiago Marinho • Publicado em: 22/11/2022 - 08:24 Escrito por: Thiago Marinho Publicado em: 22/11/2022 - 08:24

Divulgação

Em pleno período eleitoral, com a disparada de preços dos combustíveis que tinham reajustes praticamente semanais nos últimos anos, o governo  Bolsonaro conseguiu aprovar no Congresso Nacional, a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pagos aos estados sobre o preço produto. Os preços dos combustíveis caíram durante um período e os mais pobres, quem não bebem gasolina, estão pagando a conta da bondade do governo.

O resultado da medida de Bolsonaro é que, enquanto os acionistas da Petrobras comemoram R$ 180 bilhões em  dividendos pagos a acionistas este ano, o caixa dos estados ficará sem R$ 8,5 bilhões que seriam destinados a programas de combate à fome e extrema pobreza, prejudicando uma das principais propostas de Lula (PT), que é garantir comida para todos os brasileiros. 

Pela Constituição os estados são obrigados a manter um fundo de combate à pobreza, e para mantê-lo eles podem usar 2% do ICMS cobrado sobre produtos e serviços de natureza supérflua. Só que Bolsonaro em junho deste ano sancionou a Lei Complementar 194/2022 mudando a classificação e os combustíveis se tornaram itens essenciais.

A equipe econômica do governo preferiu tirar a arrecadação dos estados sobre o produto ao definirem que o ICMS deveria ter uma alíquota teto de 17%, ao invés de acabar com a Política de Preços de Paridade Internacional (PPI), criada por Michel Temer (MDB-SP) e mantida por Bolsonaro, que cobra em dólar o preço dos combustíveis extraídos e produzidos aqui no Brasil. 

Ocorre que, desde 2019, o percentual não era reajustado e, portanto, não se pode responsabilizar o valor cobrado de ICMS pelo preço do combustível. Antes da nova lei o tributo estadual cobrado sobre a gasolina ia de 25% a 34%, dependendo de cada estado, mas a média ficava em torno de 27% a 28%. O preço do etanol varia de acordo com cotação do açúcar.

Dos 27 governadores, somente os do Amapá, Pará, Roraima e Santa Catarina não usam recursos dos combustíveis para complementar o fundo de combate à pobreza. Os 23 restantes segundo dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), arrecadaram, em 2021, R$ 106,3 bilhões em ICMS incidente sobre combustíveis. Ou seja, os 2% de adicional destinado aos fundos de combate à pobreza somariam R$ 2,13 bilhões em apenas um ano.

Título: Bolsonaro tira R$ 8,5 bi do combate à fome com corte de ICMS, Conteúdo: Em pleno período eleitoral, com a disparada de preços dos combustíveis que tinham reajustes praticamente semanais nos últimos anos, o governo  Bolsonaro conseguiu aprovar no Congresso Nacional, a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) pagos aos estados sobre o preço produto. Os preços dos combustíveis caíram durante um período e os mais pobres, quem não bebem gasolina, estão pagando a conta da bondade do governo. O resultado da medida de Bolsonaro é que, enquanto os acionistas da Petrobras comemoram R$ 180 bilhões em  dividendos pagos a acionistas este ano, o caixa dos estados ficará sem R$ 8,5 bilhões que seriam destinados a programas de combate à fome e extrema pobreza, prejudicando uma das principais propostas de Lula (PT), que é garantir comida para todos os brasileiros.  Pela Constituição os estados são obrigados a manter um fundo de combate à pobreza, e para mantê-lo eles podem usar 2% do ICMS cobrado sobre produtos e serviços de natureza supérflua. Só que Bolsonaro em junho deste ano sancionou a Lei Complementar 194/2022 mudando a classificação e os combustíveis se tornaram itens essenciais. A equipe econômica do governo preferiu tirar a arrecadação dos estados sobre o produto ao definirem que o ICMS deveria ter uma alíquota teto de 17%, ao invés de acabar com a Política de Preços de Paridade Internacional (PPI), criada por Michel Temer (MDB-SP) e mantida por Bolsonaro, que cobra em dólar o preço dos combustíveis extraídos e produzidos aqui no Brasil.  Ocorre que, desde 2019, o percentual não era reajustado e, portanto, não se pode responsabilizar o valor cobrado de ICMS pelo preço do combustível. Antes da nova lei o tributo estadual cobrado sobre a gasolina ia de 25% a 34%, dependendo de cada estado, mas a média ficava em torno de 27% a 28%. O preço do etanol varia de acordo com cotação do açúcar. Dos 27 governadores, somente os do Amapá, Pará, Roraima e Santa Catarina não usam recursos dos combustíveis para complementar o fundo de combate à pobreza. Os 23 restantes segundo dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), arrecadaram, em 2021, R$ 106,3 bilhões em ICMS incidente sobre combustíveis. Ou seja, os 2% de adicional destinado aos fundos de combate à pobreza somariam R$ 2,13 bilhões em apenas um ano.



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