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Ativistas digitais reforçam o importante papel da juventude no avanço das lutas sociais

Em seminário no 4º BlogProg, debatedores ressaltam que movimentos tradicionais precisam ampliar diálogo com os jovens

Escrito por: • Publicado em: 19/05/2014 - 00:00 Escrito por: Publicado em: 19/05/2014 - 00:00

Crise de representação na ordem institucional, falta de diálogo com os movimentos que representam a juventude e incompreensão das novas formas de organizações populares. A partir desse cenário, traçado durante a mesa "A juventude e a força das novas mídias", realizada neste sábado (17) durante o 4º BlogProg, ativistas digitais enumeraram os obstáculos no avanço de agendas estruturantes para a sociedade, como a Democratização da Comunicação e a Reforma Política.
Para eles, o principal empecilho seria a falta de intercâmbio entre a experiência de entidades históricas e as novas narrativas sociais construídas por movimentos de jovens. "Precisamos rejuvenescer enquanto movimento. Rejuvenescendo, perceberemos que os jovens têm demandas fortes e estão muitas vezes corretos", afirma a ativista Beá Tibiriçá, do Coletivo Digital. "As pessoas, ao invés de aprenderem com o novo, se afastam. E isso é um risco para a Democracia". Segundo Beá, em vez de rechaçar os movimentos de jovens, o que deve ser dito a eles é "venham para as ruas que nós vamos com vocês".
Para ela, a comunicação alternativa pode verdadeiramente colaborar com a construção de uma nova democracia e, portanto, o governo federal deve ampliar o investimento nesse setor. A posição é compartilhada por Pablo Capilé, do Coletivo Fora do Eixo. De acordo com o ativista, parte das insatisfações que tiveram seu auge nas manifestações de junho de 2013 é resultante dos cidadãos não terem condições de contar a própria história em primeira pessoa.
"É inegável que importantes avanços sociais e econômicos foram consolidados nos últimos anos, mas, na Comunicação, continuamos com o mesmo sistema concentrador e monopolizado", afirma Capilé, que ressalta ser vergonhosa a postura do Ministério das Comunicações em relação ao tema. O militante destacou a iniciativa do ex-presidente Lula em assumir com vigor a bandeira da Democratização da Comunicação no Brasil.
Para Renato Rovai, jornalista e blogueiro, muitas pessoas querem se engajar nas discussões sobre Democratização da Comunicação e Reforma Política. O problema é que elas não encontram espaço e não se identificam com os modos de atuação de movimentos tradicionais. "As tecnologias mudam a forma de se relacionar e, também, de se fazer política", aponta.
Capilé apontou como equívoco restringir a análise política a um comparativo entre o período FHC e os governos democrático-populares de Lula e Dilma. "Parte significativa dos jovens que foram às ruas não sabem o que representou o período neoliberal. A grande maioria vê o governo do PT como a mídia apresenta", disse o ativista, ressaltando a necessidade de mudança em relação aos poderes instituídos e dominados pela elite.
Fonte: CUT Nacional

Título: Ativistas digitais reforçam o importante papel da juventude no avanço das lutas sociais, Conteúdo: Crise de representação na ordem institucional, falta de diálogo com os movimentos que representam a juventude e incompreensão das novas formas de organizações populares. A partir desse cenário, traçado durante a mesa A juventude e a força das novas mídias, realizada neste sábado (17) durante o 4º BlogProg, ativistas digitais enumeraram os obstáculos no avanço de agendas estruturantes para a sociedade, como a Democratização da Comunicação e a Reforma Política. Para eles, o principal empecilho seria a falta de intercâmbio entre a experiência de entidades históricas e as novas narrativas sociais construídas por movimentos de jovens. Precisamos rejuvenescer enquanto movimento. Rejuvenescendo, perceberemos que os jovens têm demandas fortes e estão muitas vezes corretos, afirma a ativista Beá Tibiriçá, do Coletivo Digital. As pessoas, ao invés de aprenderem com o novo, se afastam. E isso é um risco para a Democracia. Segundo Beá, em vez de rechaçar os movimentos de jovens, o que deve ser dito a eles é venham para as ruas que nós vamos com vocês. Para ela, a comunicação alternativa pode verdadeiramente colaborar com a construção de uma nova democracia e, portanto, o governo federal deve ampliar o investimento nesse setor. A posição é compartilhada por Pablo Capilé, do Coletivo Fora do Eixo. De acordo com o ativista, parte das insatisfações que tiveram seu auge nas manifestações de junho de 2013 é resultante dos cidadãos não terem condições de contar a própria história em primeira pessoa. É inegável que importantes avanços sociais e econômicos foram consolidados nos últimos anos, mas, na Comunicação, continuamos com o mesmo sistema concentrador e monopolizado, afirma Capilé, que ressalta ser vergonhosa a postura do Ministério das Comunicações em relação ao tema. O militante destacou a iniciativa do ex-presidente Lula em assumir com vigor a bandeira da Democratização da Comunicação no Brasil. Para Renato Rovai, jornalista e blogueiro, muitas pessoas querem se engajar nas discussões sobre Democratização da Comunicação e Reforma Política. O problema é que elas não encontram espaço e não se identificam com os modos de atuação de movimentos tradicionais. As tecnologias mudam a forma de se relacionar e, também, de se fazer política, aponta. Capilé apontou como equívoco restringir a análise política a um comparativo entre o período FHC e os governos democrático-populares de Lula e Dilma. Parte significativa dos jovens que foram às ruas não sabem o que representou o período neoliberal. A grande maioria vê o governo do PT como a mídia apresenta, disse o ativista, ressaltando a necessidade de mudança em relação aos poderes instituídos e dominados pela elite. Fonte: CUT Nacional



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