Confetam discute o fortalecimento dos sindicatos CUTistas no Amapá

08/11/2016 - 12:37

As informações levantadas nas discussões serão posteriormente associadas à execução do Plano de Organização Sindical das entidades filiadas à CUT no Estado

Encerra nesta terça-feira (08), em Macapá (AP), o Ciclo de Debates sobre "Democracia e Fortalecimento do Projeto Político Organizativo da CUT". Promovida pela Central Única dos Trabalhadores do Estado do Amapá (CUT/AP), a atividade iniciou segunda-feira (07) com a participação da presidente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam/CUT), Vilani Oliveira.

Os debates, que contam com o apoio da Secretaria Nacional de Organização da CUT e da secretaria-geral da CUT/AP, também tiveram a participação do professor de Sociologia da Educação da Universidade Federal do Amapá, Adalberto Ribeiro, pesquisador do Grupo de Trabalho de Recursos Sociais, Educação e Meio Ambiente. Ele abordou o tema Conjuntura política e econômica nacional e estadual.

Já o Secretário Nacional de Organização da CUT, Ari Aloraldo do Nascimento, falou sobre Cenários e desafios da organização sindical CUTista no Estado. Em seguida, foi aberto debate sobre o planejamento das ações prioritárias de organização sindical, visando o fortalecimento das entidades. As informações levantadas na discussão serão posteriormente associadas à execução do Plano de Organização Sindical do Estado.

Hoje, último dia de debates, os representantes dos sindicatos CUTistas debateram a questão do Registro Sindical e tiveram suas dúvidas sobre o tema esclarecidas pela assessoria técnica do escritório da CUT Nacional em Brasília.

Desmonte dos municípios

A presidente da Confetam/CUT aproveitou a ocasião para organizar uma reunião com representantes dos municipais presentes no Ciclo de Debates. Durante a conversa, foi destacada a importância do fortalecimento do Ramo com o objetivo de fundar a Federação Estadual da categoria para defender os servidores das prefeituras do Amapá dos desmandos dos gestores públicos.

"O quadro de desmonte é aterrorizante. Tem município com cinco meses de salários atrasados. A Lei de Responsabilidade Fiscal neste momento não serve para nada", criticou Vilani Oliveira. "Precisamos interiorizar mais a nossa organização, sentir os problemas, fazer planejamentos estratégicos, visitar os municípios. Vale salientar que a CUT tem sido fundamental neste processo. A solidariedade e o compromisso são uma realidade", elogiou.