Sindicato mobiliza enfermeiros pelas 30 horas, duplo vínculo e suspensão do ponto eletrônico

22/01/2014 - 00:00

Os servidores ficaram indignados e classificaram como um desrespeito o cancelamento da reunião com os representantes sindicais que estava marcada para às 14h.

O Sindicato dos Enfermeiros do Rio de Janeiro mobilizou a categoria nesta sexta-feira (17) para protestar pela regulamentação da jornada de 30 horas e contra a implementação do sistema de ponto eletrônico nos hospitais federais. A manifestação aconteceu em frente ao Núcleo Estadual do Rio de Janeiro (NERJ), na Rua México, Centro do Rio, e reuniu centenas de servidores federais da saúde. Por causa do protesto, tanto o NERJ quanto a Rua México ficaram fechados.
O Ministério da Saúde apenas informou que está mantida a suspensão dos testes do novo sistema de ponto eletrônico, que começariam no dia 13 de janeiro, até a realização de uma nova reunião em Brasília, com data ainda a ser confirmada.
Além do SindEnfRJ, também participaram do ato o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-RJ), Darby Igayara, a diretora da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Tânia Makluf, a deputada estadual Enfermeira Rejane e todas as entidades sindicais que representam servidores dos hospitais federais. Os manifestantes também protestaram contra a Ebserh, pelo direito ao duplo vínculo e pela saúde pública, gratuita e de qualidade.
“Queremos que a jornada de 30 horas seja regulamentada nos hospitais federais, uma vez que já há legislação que permite isso. Quanto ao ponto eletrônico, nenhum sistema será implantado até que os problemas técnicos das máquinas sejam resolvidos e a jornada de 30 horas esteja garantida”, defendeu a presidenta do SindEnfRJ, Mônica Armada. “O Sindicato vai continuar conscientizando a categoria da importância da mobilização com os trabalhadores e as trabalhadoras nas ruas pressionando o governo. Também vamos continuar pressionando o judiciário a se posicionar contra a implementação equivocada do sistema de ponto eletrônico”, completou Mônica.
Fonte: CUT Nacional