Municipais do CE vão às ruas denunciar o desmonte de prefeituras

15/07/2016 - 17:29

Agendada para 16 de setembro, a 7ª Marcha Estadual dos Servidores também denunciará o desmonte do serviço público e dos direitos essenciais dos trabalhadores e da população

"Servidores em Luta contra o desmonte dos municípios e dos direitos" será o tema da 7ª Marcha Estadual dos Servidores Municipais do Ceará, marcada para o dia 16 de setembro. A atividade envolverá todo o movimento sindical e social, assim como órgãos de fiscalização e de controle público. 

Para preparar a marcha, a Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Fetamce) fará uma grande mobilização em todo o estado e desenvolverá uma campanha de mídia para fortalecer as pautas defendidas durante a atividade. 

A marcha já faz parte do calendário de lutas da categoria, tendo colocado nas ruas quase 30 mil trabalhadores nos últimos seis anos. Em 2012, o tema desmonte municipal já tinha pautado a atividade, que este ano terá acrescido o combate à tentativa do governo ilegítimo de Michel Temer de extinguir os direitos trabalhistas, previdenciários, sociais e as políticas públicas conquistas pelo povo brasileiro.

Planejamento

No dia 7 de julho, a direção e os coordenadores regionais da Fetamce se reuniram para iniciar o planejamento da marcha, que se propõe a dialogar com a sociedade sobre a desestruturação dos equipamentos e dos cofres municipais por prefeitos derrotados ou vencedores das eleições municipais.

A temática da marcha também aponta para o enfrentamento àqueles projetos que tramitam no Congresso Nacional com o objetivo de flexibilizar as conquistas sociais alcançadas com a Constituição de 1988. 

Desmonte

O desmonte municipal pode ser exemplificado em atos como ambulâncias impedidas de rodar por falta de pneus, equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) destruídas, salários atrasados, documentos desaparecidos e equipamentos públicos roubados.

Já entre os direitos dos brasileiros que podem ser desmontados estão o de se aposentar, com a proposta de instituição da idade mínima para acessar o beneficio; a terceirização, a extinção da política de valorização do salário mínimo e a prevalência do negociado sobre o legislado, além da privatização dos serviços públicos, como educação e saúde.

Com informações da Fetamce