Assembleia com 1.500 professores aprova greve em Maracanaú

18/02/2016 - 21:11

Até o dia 24, quando inicia a paralisação, os profissionais reunirão pais de alunos para informar os motivos do movimento e distribuir a “Carta ao Povo de Maracanaú”.

Cerca de mil e quinhentos professores aprovaram a deflagração de greve geral na educação de Maracanaú, em assembleia realizada na tarde de hoje. A atividade superlotou o auditório do Colégio 7 de Setembro da Pajuçara, deixando recepção, escada e jardim do prédio também tomados pela multidão.

O que levou à paralisação definitiva foi a indignação da categoria com a contraposta feita pelo prefeito Firmo Camurça, que ofereceu um reajuste de apenas 4%, enquanto a categoria reivindica 11,36%, baseada no reajuste do valor aluno, conforme a Lei do Piso Salarial Nacional.

A paralisação total começa na próxima quarta-feira (24), atendendo assim o prazo legal de 72 horas úteis estipulado por lei, a partir do anúncio da greve pela categoria.

Como se não bastasse o tamanho descaso com os professores, o gestor ainda enviou carta aos profissionais, onde tenta justificar que o município enfrentaria barreiras colocadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal para oferecer qualquer outra proposta.

O Sindicato Unificado dos Profissionais em Educação no Município de Maracanaú (Suprema) entende que os educadores da cidade não podem ser responsabilizados pelos problemas criados pela gestão e orienta que o Executivo diminua as gratificações e o número de cargos comissionados para abrir espaço para o aumento pleiteado pelos trabalhadores da educação.

A pauta prioritária da campanha salarial 2016 inclui também reajuste para os secretários escolares, recursos do antigo Fundef para a Educação, reajuste do Auxílio Alimentação, fim dos sábados letivos, renovação e aplicação do Plano de Carreiras e do Estatuto do Magistério.

Conheça o calendário de greve aprovado em assembleia:

O Suprema informa ainda que, de 19 a 23 de fevereiro, enquanto a categoria aguarda o prazo legal para iniciar a greve, os profissionais devem reunir os pais de alunos e informar da instalação do movimento. No mesmo período, a diretoria do Suprema visitará as escolas distribuindo a “Carta ao Povo de Maracanaú”, onde a entidade comunica à sociedade sobre os motivos que levaram à interrupção das atividades da classe.