Servidores municipais de Maceió iniciaram greve hoje

22/02/2016 - 21:22

Ao menos três categorias aderiram à paralisação por tempo indeterminado.
Segundo o Sindspref, 50% dos serviços estão mantidos.

Servidores municipais de Maceió deflagraram greve nesta segunda-feira (22), por tempo indeterminado. O início da mobilização foi marcado por um ato público realizado nesta manhã na Praça Deodoro, no centro da capital.

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), a paralisação afeta as áreas da Saúde, Guarda Municipal e o setor administrativo. Os servidores da Educação afirmaram que não vão aderir à mobilização.

Durante solenidade de inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro do Trapiche, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) informou que vai pedir a ilegalidade da greve à Justiça.

 O vice-presidente do Sindspref, Jairo Fontes, disse que a categoria pede um reajuste salarial de 14%. “Até agora, só recebemos uma proposta de 2,21%. Nós estamos começando essa greve hoje e esperamos que a prefeitura nos chame para negociar”, afirma Fontes.

Ainda segundo o vice-presidente da categoria, a pauta de reivindicações é extensa, e inclui Planos de Cargos e Carreiras, adicional noturno e insalubridade, entre outras. “Tem muita coisa pendente, e a prefeitura não cumpre nada. O momento de paralisarmos é esse, para chamarmos atenção”, conclui Fontes.

Cumprindo uma decisão judicial, os servidores mantêm 50% dos serviços. Às 9h, um ato na praça Deodoro, no Centro de Maceió, marcou o início da greve. Todos os servidores foram instruídos a vestir roupas pretas.

Educação

A Educação municipal não paralisou as atividades junto aos demais servidores nesta segunda-feira. A assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) afirma que a categoria está em processo de negociação e ainda não há indicativo de greve.

Os servidores pedem um reajuste de 11,36%, de acordo com o piso nacional, além de progressão e outras reivindicações.